13 de junho de 2007

Hoje amanheci com a alma em penumbra... Acordei cedo com o coração em pranto, com ideias e pensamentos dolorosos na minha mente, coisas que não consegui, durante o resto da manhã deste feriado, eliminar do meu coração... Sinto-me preso a uma vida que não desenvolve no sentido que desejava, da qual não tenho o pouco que peço, onde (como alguém desse) o que à partida parece bom e com futuro, se revela ter pouco ou nenhum... Hoje sou a Dor, hoje sou o Tormento, cíclicos demais para que eu veja uma saída possível mas muito desejada... Nunca me senti tão sozinho... Mas, citando novamente os DT "How can I feel abbandoned, even when the world surrounds me?..."... Parece um contra-senso, algo ilogico mas bastante real... Não faço a mítica pergunta, que fiz eu pra merecer isto porque sei o porquê, apesar de nunca ter decidido nada para isso neste Mundo... O que eu pergunto é, porque é que não sabia o quanto isto ia custar?... O que disse Ontem, sobre o que sentia, mostrou-me a Vida que tudo é Ilusão...

Quando chegará a Luz?...

12 de junho de 2007

Memórias...

Staring at the empty page before me
All the years of wreckage running through my head
Patterns of my life I thought I don't be
Revealing hurt for shame and deep lament

Overwhelming sorrow now absorbs me
As the pen begins to trace my darkest past
Signs throughout my life that should have warned me
Of all the wrongs I've done for which I must repent

I once thought it better to regret
Things that I have done when haven't
Sometimes you've got to be wrong
Learn the hard way
Sometimes you've got to be strong
When you think it's too late

Staring at the finished page before me
All the damage now so clear and evident
Thinking 'bout the dreaded task in store for me
A bitter fear at the thought of my amends

Hoping that the step will help restore me
To face my past and ask for forgiveness
Cleaning up my dirty side of this unswept street
Could this be the beginning of the end

Dream Theater- 2007

Há dias assim...

5 de junho de 2007

Espaços...

Todos nós (presumo) temos o habito de nos imaginar, após visualização de um filme com cenas bem apanhadas á beira mar ou beira rio, num cenário desse tipo... Imaginamo-nos, normalmente, no mesmo cenário que acabámos de ver... Ontem estive num filme desses. Não era na América ou num pais cliché como qualquer outro... era cá, na nossa Lisboa... Não é meu habito passear junto á beira rio mas ontem isso proporcionou-se e passei um tempo maravilhoso na Expo, á noite... não estava muita gente, a temperatura era amena e eu pensei: porque é que não há mais oportunidades assim? Mais espaços assim? Eu sei que isto parece um pouco político mas, numa Era em que a atenção á Terra é cada vez maior, e numa Era em que nos apercebemos cada vez mais da necessidade de ambientes limpos, que espaços livres e abertos são tao vitais como bons transportes ou segurança, deveria ser feito um esforço para que esses espaços se proporcionassem e desenvolvessem... Confesso que tenho o problema de ter que andar milhas para encontrar um desses ambientes e fico triste ao observar o potencial de certas zonas á volta de Lisboa, onde coisa que não faltam são espaços para se desenvolver tais ambientes... Até os haverem (que haverão), levo a noite de ontem na alma...

28 de maio de 2007

News from the new and vast World...

Muito tempo se passou desde o ultimo post. No dia em que o escrevi estava determinado a deixar para trás muita coisa e partir em direcção a uma nova aventura laboral. Época de revolução! Tal não aconteceu (pelo menos como imaginei)... Compreendi que as pessoas que nos ultimos meses se aproximaram de mim, gostam MESMO de mim e que é dificil estar no meu dia-a-dia sem elas... Tal como eu vi ontem num filme: Props pra ti Chefe! ;)
Gente nova entrou na minha Vida. Projectos novos se vislumbram ao longe. Vivo o Agora como nunca o fiz (excepto em criança, claro :) ), navegando ao sabor da Vida, lidando o melhor que sei e sinto com o que ela me trás... Sonho de novo, quando antigamente so via nevoeiro no futuro. O nevoeiro continua lá mas o Bom da coisa é que sei agora que para lá do nevoeiro (ou mesmo dentro dele) existe algo muito belo... A angústia da Existência não existe mais... será essa a Paz?

10 de maio de 2007

Grito

Amanhã vou dar o grito do Ipiranga! :)

7 de maio de 2007

Sinais...

No decorrer de uma conversa, sugeriram-me que eu escrevesse aqui sobre sinais... Não de trânsito (se bem que isso daria pano para mangas) mas sim dos sinais que a Vida normalmente nos dá...
Quanto mais penso neste assunto, menos acho que há a escrever. Sobre os sinais da Vida só há uma coisa a saber: reconhecê-los. E não é tarefa fácil. De facto, é preciso separar o trigo do joio porque com muita facilidade, assim que se começa a saber reconhecer os sinais, se cai no erro de se assumir como sinal o que não o é. Não vou começar a fazer uma lista do que podem ser sinais e do que não são porque o meio através do qual a Vida nos "dá o toque" pode ser muito variado. No geral, coisas que nos surpreendem, que por vezes estão "fora do sítio", enfim, são os sinais que, se pensarmos neles, acabam por ser dos mais faceis de reconhecer e interpretar. Mais dificeis são os que são proferidos pelas outras pessoas. Sim, os outros são muitas vezes os mensageiros do que a Vida nos quer dizer. E como cada um de nós tem uma opinião sobre qualquer coisa, é difícil acreditar, ou reconhecer sequer, o sinal em questão... Para baralhar mais as contas, muitas provas de Vida há que parecem sinais e que não o são! Mas, como todos sabemos, o Exame é obrigatório :)
Perante tudo isto confesso que a minha opinião é simples: vive e sê feliz. Se reconhecermos os sinais, optimo, vai pelo caminho que mais feliz te faça. Senão, também está tudo bem. A piada do jogo da Vida é essa: é que todos ganhamos! :)

29 de abril de 2007

Felicidade...

Ontem voltei a ser feliz... Ontem voltei a fazer musica... ontem estive rodeado de gente amiga... ontem chorei de alegria e emoção... ontem cantei com o Carlos do Carmo, não em palco, mas, pelo menos à frente dele e da minha tuna, que estava por detrás dele... Ontem celebrei mais um sucesso... ontem... estive "lá"...

24 de abril de 2007

De umas coisas passando para outras, irei fazer uma crítica a um pequeno evento a que assisti ontem.
Foi no Santiago Alquimista, um espaço ao qual nunca tinha ido e que me agradou. O evento foi o Bandoscópio 2007 da FCM-UNL. O primeiro aspecto a sublinhar do desempenho das bandas a que assisti foi o esforço e a boa-vontade. Muito esforço e muito boa-vontade. É sempre difícil tocar ao vivo mas jogando em casa, como era o caso, as coisas tornam-se mais fáceis.
Só assisti a 3 bandas: os Orphelia, a banda dos caloiros (cujo nome não me recordo devido ao muito MAU som fornecido no local, mas já lá vamos) e os Barroca & friends... entretanto tive de me ausentar :) Os Orphelia apresentaram-se com uma formação semi-classica com um tema original e um medley de alguns temas, com bastante imaginação nas ligações mas de fraca execução técnica. Refugiando-se nas propriedades das ferramentas musicais que dispunham, disfarçaram grandes lacunas a nível da formação musical e apresentaram um rock quase alternativo de qualidade duvidosa. Ainda têm de pedalar muito para chegar aos pés dos Led Zeppelin.
A banda dos caloiros foi o momento mais refrescante, mas somente a nível humoristico. Ao nivel musical foram praticamente nulos (com uma ou outra musica conhecido do publico) mas mesmo assim começaram com um som de melhor qualidade que os anteriores. Com mais uns ensaios ( e sem problemas no material) acho que chegariam lá. Entusiasmo, pelo menos, não lhes falta!
Por ultimo, os Barroca & friends. Este grupo deveria ter levado o prémio visto não terem desculpa: são da tuna e deveriam saber o q fazem musicalmente... Mas parece que não! Tive pena do violinista ter tido azar com o som, assim como o dueto muito falhado: um vocalista chega!
Só posso falar do que vi e ouvi. No entanto, chegou-me aos ouvidos que a ultima banda, que levou o prémio do publico, teve interpretações bastante interessantes de Dire Straits e Pearl Jam. Gostaria de poder ter ouvido para corroborar os elogios mas acredito no mérito da dita banda: como se diz - Voz populi, Vox Dei.
O que me revoltou sobejamente foi a qualidade geral do som. Muitissimo mau. Sei que grande parte da amplificação está com os musicos mas tambem vi que havia mais colunas para além das que estavam no palco. E eram essas que levavam o grosso do volume de som ao publico. E era um som muito mal equalizado, mal equilibrado e, infelizmente, não tendo as bandas experiencia com sound check e equilibrio de tons, deu muita barraca.

No fundo nada disso importou. O convívio, bom ambiente, a diversão e o apoio a uma nobre actividade como é a musica feita por amadores são sempre de louvar, quaisquer que sejam os obstaculos. É preciso encorajar mais actividades destas, não só nesta faculdade como noutras e fora delas. Há muito mais vida para além do estudo e do trabalho e são exemplos como estes que nos mostram isso. Como diria o Doutor Abel Salazar: "Médico que só sabe de Medicina, nem Médico é."

22 de abril de 2007

E agora...

... A minha opinião! :)

A ambição é um sentimento natural. A ambição desmedida já não o é. Todos nós temos objectivos. A obsessão por algo não é um objectivo, é algo doentio. E doentio é porque vai contra o nosso propósito de existência que é viver, sabendo o que queremos. A partir do momento em que se vive obcecado por qualquer coisa, toda a nossa vida, mente e Espírito se orienta para esse algo (assim é a nossa vontade) deixando de dar cumprimento assim ao que viemos cá fazer. Ficar obcecado por algo não é, com certeza, uma dessas coisas. A frase implica uma coisa muito importante: a falta de... A "falta de" implica uma necessidade premente, um algo que não o tendo nunca seremos completos. E é nisso que reside o erro. Nós SOMOS seres completos, muito mais do que pensamos, e não temos necessidade absolutamente nenhuma de outra coisa para o sermos. Para sermos felizes, basta viver e olhar, com o coração, à nossa volta.

Bem, por estas ou outras palavras, acho que todos concordamos com o veto ao Lord Russell! Viva a democracia! :)

15 de abril de 2007

Para reflectir...

Uma colega minha colocou o seguinte como frase do Messenger:

"A falta de qualquer coisa que se deseja é uma parte indispensável da felicidade".

Esta frase é do célebre filosofo Bertrand Russell... Queria colocar esta citação à consideração dos estimados e hipotéticos leitores...Depois vos digo o q penso...

3 de abril de 2007

...numa terra algo distante...

Estava a minha pessoa a matutar sobre um interessante artigo científico e a ouvir Vangelis quando a minha mente disparou para uma lembrança de um passado algo remoto... Há uns anos atrás, durante uma das minhas primeiras paixões de adolescente (quem não as têm?... ) tinha a singular e inocente fantasia de, num particular lugar e a uma particular hora, dar o meu (algo) inocente primeiro beijo ao som de uma das musicas desse grego compositor... se se estão a rir, eu também estou, acreditem...

Muito tempo se passou desde essa altura, muita água correu debaixo da ponte e esse desejo desapareceu-me da memória, talvez ofuscado por outros primeiros beijos em circunstâncias igualmente belas ou especiais... mas lembrar-me disso trouxe-me um sorriso de novo (mesmo que nunca tenha concretizado isso) e um sorriso do passado é algo muito especial... Dessa música já não lhe sinto a espectacularidade (apesar de muito bonita) e não consigo imaginar esse momento com mais ninguém, como pode ser natural... Cada caso é um caso e com cada pessoa novas fantasias se imaginam, novos locais e momentos se criam, novas vidas surgem... estar aberto a esses momentos (e a todos os outros) é algo mágico pois abrimos o nosso coração e o nosso espirito á renovação e a tudo o que o Universo tem para nos oferecer, para além de permitir que a Vida flua naturalmente (por muito estranho que isso nos possa parecer ;) )... Mas soube muito bem lembrar...

28 de março de 2007

Saudade...

Não se pode dizer que um sentimento desta dimensão se possa considerar normal... Hoje a saudade atacou-me... e com bastante força, diga-se. Não sei o que foi, se o ambiente, se a luz que se fazia sentir, se a paisagem assim iluminada... Tudo me estava a fazer sentir de novo criança, de volta à infância. E foi provavelmente isso que me magoou, me deixou num estado completamente angustiado: o facto de saber que esse tempo passou, que fui feliz, que desejava aí voltar sempre que quisesse (e o mundo parecesse feio e mau) e que essa felicidade não se perpetuou continuamente...

Penso nisto e concluo que tive mesmo a hipótese de reviver (e que abençoado sou por ter, desde já, vivido) essa atmosfera e que, se fui capaz de me sentir assim de novo, talvez no futuro me lembre deste dia - tão angustiado e ansioso pelo passado - com muito carinho quando voltar a ver tão bela Luz e tão belo céu...

...Profundo poder, o da Luz...

A Memória, sobretudo a Memória das Emoções, é a (por vezes única, outras vezes nova) oportunidade que o Universo nos deu para viver de novo... Há que aproveitar!

26 de março de 2007

Impressões...

Este fim-de-semana comecei a ler o Zahir, o livro do Paulo Coelho (para além do Dune Messiah que já andava a ler)... posso dizer que o autor tem toda a razão, há outras pessoas a viverem e a sentir o mesmo que ele sentiu (e de que maneira!)... As lições que ele indica no livro, a sabedoria de vida e da Vida, sucedem-se em catadupa e não sei se consigo assimilar tudo o livro tem para me dar... Para além disso, devoro o livro a uma velocidade assustadora... acelero sem destino e a fundo num mundo de lições tão reais, de estórias de vida que me são tão familiares que me chegam a assustar...


... Sigo pela estrada fora, o dia está lindo, calmo... As águas espelham o sol e uma tranquilidade invade-me a alma... Por momentos, uma epifania: parece que tudo está correcto no Universo e a minha Alma expande-se... Mergulho no azul que me rodeia e refresco os sentidos. Estou acompanhado... Será que a mereço?...


O tempo passa, voa e eu mergulho para além das névoas da dor... O Universo volta a colocar-me em cenários conhecidos, reavivando memórias, experiências... a beleza, o encanto e o seu outro lado da moeda... Sons, coisas novas, objectos procurados há tanto tempo, sensações não menos desejadas, saudades do passado remoto, alegria...

... Gente amiga... é a festa! O barulho, as pessoas, mais sons, som que nos faz tremer... troca de experiências, risos e impressões... o dia termina, o coração está confortável, uma nova saudade instala-se e adormeço... Boa noite meu Anjo e boa noite, tu que por aí dormes...


22 de março de 2007

O nome deste blog é "Pensas?.. Ou não existes?..."... Mas poder-se-ia chamar de "Sentes...logo existes..." (não sei se ja existe um com esse título...).
Hoje não me sinto bem. Não me sinto, não me tenho sentido e muito provavelmente não me sentirei... Não sei qual será a causa maior deste mau estar, se as circunstâncias da vida, se o problema que estou a tratar... De qualquer forma sinto que tudo está na maior das confusões e tenho uma dor muito grande em mim, a qual tenho um medo enorme de nunca conseguir recuperar... Tenho o coração completamente partido e só há uma pessoa no Mundo capaz de mo colar de novo: a pessoa que mo partiu. Pensei que, com quase 2 meses de separação, por esta altura ja me tivesse conformado ao que parece a realidade inevitável, que a Vânia não quer pertencer á minha Vida... no entanto, o meu Coração e a minha Alma recusam-se sistematicamente a aceitar essa realidade por muito que eu queira...

Só me apetece chorar... e poucos sabem ou notam isso...

Quando uma pessoa entra na nossa Vida e deixa uma marca tão profunda, quando entendemos que só poderemos ser plenamente feliz com essa pessoa, quando percebemos que, por muita zanga e discussão que haja, que só com essa pessoa pode haver entendimento, só com essa pessoa existe futuro, a partida dessa pessoa arde, queima, derrota-nos completamente a um nível absolutamente inimaginável anteriormente... Nesas alturas, o meu grande apoio tem sido a paz e tranquilidade (infelizmente temporários) que o Reiki me concede mas até mesmo nessa altura as doces memórias, os optimos momentos vêm-me á mente e é-me extremamente custoso; noutras vezes, sinto que no meu peito algo arde, como o ardor de uma ferida que se está a desinfectar... e aí consciencializei-me do quão profundo foi o golpe...
Cada dia, ao acordar, os avanços que vou fazendo no dia anterior são eliminados... a sensação que volto á estaca zero é desesperante... E as perguntas, essas horriveis perguntas: voltará? não voltará? ela está com alguém? não está? está feliz?...
Lições a tirar? Aproveitar cada dia como se fosse o ultimo, cada beijo, cada carícia, cada ternura como se fosse o último, engolir o orgulho muitas e muitas vezes, as vezes que foram necessárias por Amor, não discutir como se fosse um jogo de puxar a corda, nunca virar as costas nem por uma vez e dedicarmo-nos totalmente a quem amamos e quem nos ama... o melhor de tudo isto é que quando se ama sem se dar o outro por certo, todas estas coisas são muito fáceis de cumprir... e o meu erro foi esse, foi achar que se pode fazer e dizer quase tudo a quem eu amo profundamente... mas não mereceria eu, por Amor ou pela Felicidade, outra oportunidade? Não valeria a pena olhar para além dos ultimos tempos, das núvens, tempos em que não andava muito bem (nem quis reconhecer a mão estendida), acreditando que valeria a pena começar de novo, um recomeço em que tudo poderia ser como nos nossos melhores tempos? Aqueles tempos em que nos piores momentos estavamos sempre lá, um para o outro, que a compreensão mútua estava no auge, em que nos riamos muito mais do que discutiamos (ou não discutiamos), em que por meias palavras se dizia tudo... Eu acredito que esses tempos podem voltar, que vão voltar, acredito que o Sol pode nascer de novo, pois outras tempestades ultrapassámos, que aquilo que dissemos e prometemos um ao outro será cumprido e definitivo... No meu Coração assim o são... e um voto escrito no Coração, com muito Amor, é um voto eterno... Se perguntarem se por Amor vale tudo, eu direi que sim, vale tudo e mais alguma coisa...

14 de março de 2007

Dúvida...

Na ressaca dos eventos passados, decidi alterar a letra de uma musica assaz conhecida, mas que acredito que corresponde actualmente à realidade, a uma realidade que já dura há demasiado tempo...

Still don't know if I could feel like that,
Like I've never seen the sky before...
I'd want to vanish inside someone's kiss
Every day, loving more and more...
Could someone listen to my heart, hearing it sing?
Telling me to give everything...
Seasons would change, winter to spring
But could I love until the end of time?...

(o refrão é de somenos importância)

What if suddenly the world seemed such a perfect place
If suddenly it moved with such a perfect grace
If suddenly my life wouldn't seem such a waste
Would it all revolve around someone?
Would there be a mountain too high,
A river too wide?...
If I sang out a song would I be by someone's side?
Storm clouds would gather
And stars would (possibly) collide...
But would I love until the end of time?...

... quem sabe?...

13 de fevereiro de 2007

Simples...

Queria aproveitar este dia 14 de Fevereiro para dar os meus parabéns a todos os namorados/as do Mundo e dizer simplesmente: aproveitem bem a dádiva e o privilégio que vos foi feita pela vossa cara metade. Ter o Amor de outra pessoa é um milagre único na vida. O Amor é a maior força do Universo, acreditem, e se se amarem realmente, essa pessoa vai estar SEMPRE e PARA SEMPRE convosco e vocês com ela...

4 de fevereiro de 2007

E se...

E se de repente, acordasse sem alguém a meu lado? Se, de repente, uma amiga desaparecesse? É um preço elevado a pagar quando algo que une pessoas (seja Amor, Amizade, cordialidade) desaparece: a sua ausência... Quer queiramos quer não, são coisas que nos afligem, que nos movem profundamente. Magoa-nos e não nos deixa indiferentes. Mas será um pequeno preço a pagar por um futuro melhor? De que vale sentirmos a falta dessa pessoa quando o mau ambiente que na sua presença se cria é quase sempre uma constante?
É nesta dualidade que tenho andado a pensar ultimamente. Não ha interferências exteriores, devo realçar, mas é a própria situação que chegou a um ponto estranho, quase incómodo. Por esta altura devia conhecer-me suficientemente bem para decidir que fazer mas a questão é que tudo isto me apanha muito desprevenido. Noutras situações ja teria posto cobro a uma situação deste género mas a realidade é que me esta a ser muito dificil fazê-lo. Como era bom ter solução para tudo. Uma panaceia universal. Mas não se pode. Somos humanos e uma das nossas funções é decidir. E o Tempo resolve tudo.

13 de janeiro de 2007

E depois das festas...

Há coisas que são somente uma questão de inspiração... outras há que são uma questão de tempo... e outras ainda há que são as duas! A minha falta de assiduidade da actualização do blog enquadra-se nesta ultima...Apesar de não acontecer nada poderia discorrer sobre qualquer coisa que ando a fazer ou uma situação que me tenha tocado particularmente... Mas o problema é que é mesmo falta de tempo e de inspiração... não há um assunto que me leve a quebrar a inercia literária e ponha algo revolucionário aqui patente.
Houve uma altura em que me apeteceu escrever sobre as festas do fim de ano mas achei isso tão banal que passou ao lado... O bom dessas festas é que cada um as sente à sua maneira. A minha maneira é aquela ânsia que fosse como quando era criança. Mas nunca voltará a ser... O fim de ano foi calmo, longe da cidade e da agitação típica...
Poderia falar também do que ando a fazer agora no meu trabalho. Isso secaria dramaticamente qualquer leitor mais incauto que aqui tivesse caído da esperança de ler qualquer coisa mais divertida...

Não, não vale a pena ficar à espera, não vou explicar... :)


A falta que me fazem os meus passeios de fim-de-semana... Não devia ter percorrido Portugal centro de lés-a-lés. Para além disso, falta a força impulsionadora desses passeios e isso aniquila toda a hipótese...

Ah, é verdade... Acabei de ver na tv qualquer coisa que me obriga a fazer um comentário: quando é que a igreja católica se deixa de aspirações de que é um lobby e fecha a matraca sobre o aborto? A Igreja tem de perceber que é SÓ uma religião e não um movimento politico e que as igrejas não são casas do partido que se enchem de militantes. O tempo do Salazar já lá vai (por muito que eles pensem que não) e o Cerejeira está a brincar ás escondidas com o Oliveira Salazar lá onde eles devem estar os dois juntos e felizes, e esse sitio não é cá, no Tugal! A opinião da Igreja pesa, sim, mas não é politica, não deve ser, não deveria ser... Já imaginaram se a União Europeia, em Estrasburgo, discutisse a ordenação de mulheres porque o Código de Direito Canónico não permite o livre acesso das mulheres a uma profissão? Caía o Carmo e Trindade! Deixem-se estar a ganhar mofo nas sacristias e comam as hóstias que quiserem mas deixem a politica para quem a faz: movimentos cívicos e partidos.

E sim, sou a favor da liberalização do aborto! Cada um tem o direito de fazer com o próprio corpo, em consciência, o que quiser... é como votar... (não é só para alguns, não é srs. padres?)

2 de dezembro de 2006

The Empire Strikes Back!

Parecem milénios... entre o tempo que passou e o tempo que voou resta um tempo que mal dá para respirar, quanto mais para contar o que se passou...
Neste momento sou investigador em Imunologia, mais em particular em Glico-Imunologia na Faculdade de Ciências Médicas... Espero que me seja atribuida daqui a um tempo uma bolsa para que possa tirar o Doutoramento para que possa prosseguir com um pouco mais de segurança a vida profissional que eu escolhi e que adoro... O grupo de trabalho é pequeno mas é fantástico e, engraçado, sou o único elemento do sexo masculino lá no meio. Tirando isso, o trabalho decorre bem, esperando que venha a ser publicado nas revistas da especialidade (which would be nice!).
No plano mais privado, continua tudo sobre rodas. A Vânia e eu continuamos juntos e vamos fazendo pela vida... Uma relação dá trabalho e, acima de tudo, é preciso ser egoista e altruista, racional e emocional, eu e nós... acho q não é preciso dizer mais nada :)
Musicalmente... não tenho banda neste momento... Não toco musica em colectividades cujas direcções (quer administrativas quer musicais) não reconheçam o esforço, o sacrificio e o trabalho que se desenvolve por amadores cuja única recompensa é o simples prazer em fazer algo tão belo e tão sublime como música. O amadorismo em portugal tem os dias contados se continuarem a haver direcções e comissões organizadoras de eventos que tratem os amadores como seus criados e não como convidados que dignificam a festa e o nome das localidades que representam...
Foi um longo Verão e um Outono um pouco mais curto mas um Verão terrivel... declaro o Verão de 2006 "stationa horribilis" e espero que o calor não me atormente como neste ano... nem a doença...
Mas agora tudo passou... completei 26 anos há uns dias e os 30 estão cada vez mais perto... mas continuo a sentir-me com menos de 20 muitas vezes... síndrome de Peter Pan?... :)

E ainda não foi desta que se viram livres de mim! :)))

25 de julho de 2006

Mudanças

É muito complicado tentar por em palavras o turbilhão que a minha vida tem atravessado nas últimas semanas. Desde a ultima vez que escrevi que muita coisa aconteceu… futebolística, internacional mas sobretudo pessoalmente.
Tudo começou há quase um mês. Após um anúncio enviado por uma ex-colega minha de faculdade candidatei-me a um lugar num laboratório, lugar esse que consegui felizmente. Mas, como se devem lembrar, continuava vinculado à fabrica, o meu primeiro emprego, do qual guardo muito boas e más recordações mas, felizmente, mais boas que más. À Fapajal agradeço o ter-me aberto os “olhinhos” profissionalmente, o ter criado amizades, o ter contribuído com mais um bloco na minha formação pessoal.
Foi, por isso, uma separação dolorosa. Quis fazer tudo da melhor maneira, da maneira que agradasse a gregos e troianos e menos prejudicasse ambas as instituições. Foi a primeira vez que tal aconteceu e foi para mim uma pilha de nervos…
Ao mesmo tempo que tratava esta transição, um facto muito, muito mais negro aconteceu na minha vida. Uma pessoa, que tinha em altíssima estima e num lugar muito querido no meu coração faleceu. A D. Ana Maria deixou este mundo e, com ela, aqueles conselhos maravilhosos que, quando eu tanto, tanto precisei, lá estiveram… Uma pessoa tão doce, tão sábia, tão viva… E precisamente agora, num turbilhão muito parecido ao que se passou há 3 anos, em que ela me valeu tanto, em que eu preciso tanto dela, ela já não está… Tenho outras pessoas maravilhosas na minha vida mas aqueles conselhos dela… são insubstituíveis… outras situações constrangedoras relacionadas com o stress do dia a dia, consequências de consequências do que se vai passando, aumentaram a minha ansiedade e, num destes belos e sufocantes dias de Verão, tive um ataque de pânico… Eu NUNCA tinha tido um ataque de pânico… Não desejo um ataque de pânico a ninguém mas toda a gente que passar por um, acredite que vai perceber que está a tê-lo…
Foi aí que soube que tinha batido no fundo… procurei ajuda e ela veio com o apoio dos que mais me amam a meu lado… agora as coisas estão a compor-se mas o peso dos desafios que tenho pela frente ainda é muito grande…
As boas noticias são que vou ter férias… mas que férias?... só desejo uma férias tranquilas e sem preocupações e para isso tenho um dos maiores desafios pela frente: parar a cabeça… é tanta coisa à roda… Peço desculpa pela minha não-frequência de update do blog mas a inspiração não é coisa que me venha com frequência ultimamente mas acreditem: vocês não são esquecidos… nem que os melhores dias virão…