E foi isso mesmo que aconteceu este fim-de-semana - muito, muito frio... Pelo menos em casa da minha Luz, esteve... e que prazer foi acordar com aquele espectaculo com que a Mãe Natureza nos brindou. Pequenos, levíssimos flocos de neve, tão brancos como só eles podem ser, a cairem nas minhas mãos... mal podia acreditar... estava no Cartaxo e estava a nevar!
O passeio impunha-se e, assim que almocei, peguei na minha amantíssima cara-metade e parti (com as devidas cautelas) estrada fora... foi lindo, lindo, lindo de viver! Cenários que durante toda a minha vida vi, ou verdes ou em pousio, estavam cobertos de uma camada quase imaculada de branco, transfigurando tudo o que via e transportando-me para outro país (quase)... mas não, estava neste nosso Portugal, lindo e que só nós (com seus males e bens) podemos compreender...
Á noite (e nao só) agradeci novamente por tudo quanto tinha visto e vivido... tudo foi perfeito, estava com quem eu amo, a viagem foi perfeita, o dia abriu e reflectiu toda a brancura que nos rodeava, inundando-nos de Luz... Se feliz sou, mais ainda fiquei...
30 de janeiro de 2006
27 de janeiro de 2006
Píu mosso...
Graças a Deus desde 4ª que o meu humor de urso :) me passou... ontem então foi um optimo dia para me passar tudo! Recebi boas noticias de algumas pessoas, sei que alguem anda feliz e até em maré de festejos (parabens á tua mãe) e fui tomar um café com uma amiga minha que já nao via havia mais de um ano... foi uma noite muito bem passada, conversámos sobre muita, muita coisa e relembrámos coisas passadas... no meio de tanta conversa, confirmei que o Tempo é, de facto, o melhor curandeiro pois acabei por me rir de coisas que me magoaram há muitos anos... "Life is a box of candies..." Indeed, Forrest, indeed...
24 de janeiro de 2006
Andamentos...
Andante lamentoso (Sol menor; 4/4; m.m. = 54)
Tenho-me sentido triste... Tenho-me sentido melancólico, abafado, como se alguma coisa me faltasse, como se me tivessem tirado qualquer coisa essencial... aborreço-me com tudo, procuro aqui e ali e dentro de mim mas nao sei o que é que se passa, não me consigo animar... ontem, então, estava com um humor de urso... não posso procurar fora de mim porque esta é uma das coisas em que a resposta está em nós... espero que o Tempo, com o seu sopro mágico consiga afastar de mim esta "cinzentice" toda...
Tenho-me sentido triste... Tenho-me sentido melancólico, abafado, como se alguma coisa me faltasse, como se me tivessem tirado qualquer coisa essencial... aborreço-me com tudo, procuro aqui e ali e dentro de mim mas nao sei o que é que se passa, não me consigo animar... ontem, então, estava com um humor de urso... não posso procurar fora de mim porque esta é uma das coisas em que a resposta está em nós... espero que o Tempo, com o seu sopro mágico consiga afastar de mim esta "cinzentice" toda...
19 de janeiro de 2006
Partidas...
Para alguém...
A Vida é feita disto...partidas, chegadas, estadias e distâncias... umas mais físicas, outras mais transcendentais... O Mundo, o Universo está em constante mudança e evolução e apesar de sermos muito poderosos, a força dessa mudança é avassaladora e nada podemos fazer... resistir-lhe é morrer, uma morte muito mais triste do que qualquer morte física, que não é morte nenhuma, mas sim uma passagem para outra vida, um virar de página, uma nova cena do mesmo filme que é a Vida... e cada uma melhor do que a anterior...
Por isso... transforma as tuas lágrimas em alegrias... tudo está correcto, tudo está onde deve estar... e a Vida está aí para a vivermos...
Tudo de Bom (tu mereces)...
A Vida é feita disto...partidas, chegadas, estadias e distâncias... umas mais físicas, outras mais transcendentais... O Mundo, o Universo está em constante mudança e evolução e apesar de sermos muito poderosos, a força dessa mudança é avassaladora e nada podemos fazer... resistir-lhe é morrer, uma morte muito mais triste do que qualquer morte física, que não é morte nenhuma, mas sim uma passagem para outra vida, um virar de página, uma nova cena do mesmo filme que é a Vida... e cada uma melhor do que a anterior...
Por isso... transforma as tuas lágrimas em alegrias... tudo está correcto, tudo está onde deve estar... e a Vida está aí para a vivermos...
Tudo de Bom (tu mereces)...
16 de janeiro de 2006
Um pouco de tudo...
O fim de semana esteve aí... 2 dias, como sempre, para se fazer aquilo que se quiser... desta feita não fui passear. Aliás o tempo não estava para grandes passeios. No entanto, gostei do tempo que esteve a fazer, sobretudo no Domingo... acordar com chuva, ver o céu de um cinzento ligeiro, agradecer pela dádiva de água que nos foi dada, escutar os sons da natureza nesses momentos e, para os mais malucos (como eu) deixar que a chuva nos escorra pela cara... infelizmente, não fui tão maluco como o costume e não fui para a chuva mas fiz tudo o resto. E fui feliz... Este fim de semana fiz de tudo o que me dá real prazer na vida, um pouco de cada.. voltei até a desenhar, coisa que desde 2003 não fazia consistentemente, escutei CD's que já não tirava da estante não há muito mais tempo que isso, alimentei e curei a minha alma (que é como quem diz, li e fiz Reiki), meditei um pouco também, e vi uns filmes que estavam a dar na TV... tive um convite para ir assistir ao King Kong mas por muito que eu goste de Peter Jackson (esse pequeno Hobbit neo-zelandês) a história não me diz muito e num filme isso é o mais importante... tenho de lhe mandar um mail a pedir para realizar o Silmarillion (para quem fez o Senhor dos Aneis, isso é um tirinho)...
Mas pronto, ele já lá vai e mais uma semana de trabalho está á espera... agradeço por tudo o que vivi, novamente e fico á espera de mais um... dia, ou fim de semana...
Mas pronto, ele já lá vai e mais uma semana de trabalho está á espera... agradeço por tudo o que vivi, novamente e fico á espera de mais um... dia, ou fim de semana...
13 de janeiro de 2006
Da alma ao papel...
O ser humano tem muitas maneiras de atingir o equilibrio entre o espírito e a mente. No meu caso (quando não é a tocar música), é a escrever. Ontem, devido a uma dor de cabeça monumental, não pude tocar e por isso, para poder extravazar a indignação que sentia, pus-me a escrever. O resultado é o que se segue...
Que cinismo, que caras de papel
Que virtuosismos falsos e sem cor
Que fachadas pintadas de cinza
E que ocos os seus interiores,
Sorrisos falsos e de tom esbatido
Que com falsa doçura nos atraiçoam
Vãos pensamentos de que acima estão
E que afinal vivem de pura ilusão...
Tarde demais quando percebem eles
Que tudo aquilo que acreditam é miragem
Da triste vida deles ilusória imagem
Com que constantemente iludem sem cessar
Acabando por serem eles os iludidos
E sem saberem encontram-se num circo
Em que artistas são da sua própria vida
Que com mirabolantes cambalhotas
E inventivas pinturas faciais
Se vão constantemente entretendo
Nada vendo do publico
Mas apenas ouvindo se riem ou aplaudem,
E nessa vida se vão entretendo
Julgando ser superiores a tudo
Com direito de julgar e executar quem lhes apetece
Quando no fim são eles os julgados...
Quem vive pela espada, pela espada morrerá
E triste destino os espera
Já que o respeito que eles demonstram
É em tudo igual ao seu interior: vácuo...
Quem sabe destas coisas o diz,
Não se pode ter sem dar
Ou vice-versa, que também serve...
Onde fica o fim e o principio disto não sei
Mas eles continuam a sorrir, ocos e inválidos
Para uma vida em que nada sentem
Senão o seu insípido e triste ser,
Acinzentando a vida de outros
Buscando nesses aquilo que eles nunca serão
E apenas encontrando o que são: Nada.
... E senti-me bem...
É quase fim-de-semana e está tudo em aberto... uma viagem, uma conversa, uma paisagem... o mundo está aí fora e é nosso para viver...
Que cinismo, que caras de papel
Que virtuosismos falsos e sem cor
Que fachadas pintadas de cinza
E que ocos os seus interiores,
Sorrisos falsos e de tom esbatido
Que com falsa doçura nos atraiçoam
Vãos pensamentos de que acima estão
E que afinal vivem de pura ilusão...
Tarde demais quando percebem eles
Que tudo aquilo que acreditam é miragem
Da triste vida deles ilusória imagem
Com que constantemente iludem sem cessar
Acabando por serem eles os iludidos
E sem saberem encontram-se num circo
Em que artistas são da sua própria vida
Que com mirabolantes cambalhotas
E inventivas pinturas faciais
Se vão constantemente entretendo
Nada vendo do publico
Mas apenas ouvindo se riem ou aplaudem,
E nessa vida se vão entretendo
Julgando ser superiores a tudo
Com direito de julgar e executar quem lhes apetece
Quando no fim são eles os julgados...
Quem vive pela espada, pela espada morrerá
E triste destino os espera
Já que o respeito que eles demonstram
É em tudo igual ao seu interior: vácuo...
Quem sabe destas coisas o diz,
Não se pode ter sem dar
Ou vice-versa, que também serve...
Onde fica o fim e o principio disto não sei
Mas eles continuam a sorrir, ocos e inválidos
Para uma vida em que nada sentem
Senão o seu insípido e triste ser,
Acinzentando a vida de outros
Buscando nesses aquilo que eles nunca serão
E apenas encontrando o que são: Nada.
... E senti-me bem...
É quase fim-de-semana e está tudo em aberto... uma viagem, uma conversa, uma paisagem... o mundo está aí fora e é nosso para viver...
12 de janeiro de 2006
Dias assim...
...assim tão estranhos. Hoje é um deles... estou com vontade de colocar tudo num saco e levá-lo ao compactador de lixo mais proximo...
Não é pela exigência do trabalho mas sim pela atitude que certas pessoas têm para com outras... pessoas que acham que são muito superiores e que por isso toda a gente tem de fazer o que elas mandam, quer se queira, quer não... pode haver muita coisa que eu engulo, mas injustiça não é uma delas de certeza absoluta... e dias com injustiça, são dias pra esquecer...
Não é pela exigência do trabalho mas sim pela atitude que certas pessoas têm para com outras... pessoas que acham que são muito superiores e que por isso toda a gente tem de fazer o que elas mandam, quer se queira, quer não... pode haver muita coisa que eu engulo, mas injustiça não é uma delas de certeza absoluta... e dias com injustiça, são dias pra esquecer...
10 de janeiro de 2006
Luzes...
Nos últimos dias, tendo eu o privilégio (hoje em dia) de poder andar no meu trabalho ao ar livre, tenho vindo a pensar o quanto eu tenho saudades de sair daqui ainda com o sol a raiar em pleno... É certo que gosto do frio, é certo que gosto de chuva, é também certo que gosto de ir á praia em dias de chuva, no Inverno, sentir o mar revolto mas sincero, é certo que gosto de nevoeiro e de uma brisa fresca (ou gélida, por vezes) no meu rosto... mas tenho saudades de sair daqui do trabalho com o Sol no ar... a cada dia que passa, vejo os dias a crescer... e fico feliz... e anseio por que fiquem suficientemente grandes de novo...
O Sol é fonte de Alegria e de Vida. Apesar de não gostar muito do Verão (ou não fosse louro e branquinho), eu adoro o Sol e a magia que é o calor e a Luz que a nós chega apesar de estar a milhões de quilometros de distância (aprox. 150 milhões de km)... Fomos abençoados e por isso estou grato... por isso e por tudo o que posso viver...
O Sol é fonte de Alegria e de Vida. Apesar de não gostar muito do Verão (ou não fosse louro e branquinho), eu adoro o Sol e a magia que é o calor e a Luz que a nós chega apesar de estar a milhões de quilometros de distância (aprox. 150 milhões de km)... Fomos abençoados e por isso estou grato... por isso e por tudo o que posso viver...
9 de janeiro de 2006
Nas montanhas... ou nas nuvens?...
Fui para longe este fim de semana... fui explorar altos montes e profundos vales, pintados de verde de todos os tons, castanhos muito vivos, rios azul escuros com salpicos de branco como que a babarem-se de tanta vida e montes a perder de vista... Fui a uma região que, se outros nao consideram, eu considero como sendo das mais ricas deste país. Também nao a considerava, mas depois de ter sentido a alma da terra (infelizmente muito pouco das pessoas mas isso é outra história...) saí de lá profundamente mais enriquecido... Limpei-me, tomei banho naquelas águas gélidas, de beleza magnífica, ao mergulhar nelas de olhos bem abertos, nao querendo perder nem uma gota que fosse... Afinal, não serão os olhos as janelas da alma? Abri as minhas e deixei um banho espiritual entrar em mim... estava a precisar, garanto-vos...
Sempre que regressava á superfície, a minha alma respirava aquele ar gélido mas puro e descansava nas imagens dos montes que me rodeavam. Desejei para sempre ali estar e poder regenerar-me indefinidamente até atingir um equilibrio entre o Ser e a Alma absolutamente sagrado... E, sem surpresa, senti uma felicidade tão antiga mas tão fresca, sentindo-me criança e sendo aquilo que todos deviamos ser: Feliz...
Todos nós temos os nossos altares, os nossos pontos de descanso, de sintonia com o que de mais sagrado há em nós... pode ser o nosso quarto, mas pode ser o outro lado do mundo... mas lá chegando, sabemos que podemos ser nós mesmos com a pessoa que mais difícil é o sermos: connosco...
Mas será assim tão difícil?...
Sempre que regressava á superfície, a minha alma respirava aquele ar gélido mas puro e descansava nas imagens dos montes que me rodeavam. Desejei para sempre ali estar e poder regenerar-me indefinidamente até atingir um equilibrio entre o Ser e a Alma absolutamente sagrado... E, sem surpresa, senti uma felicidade tão antiga mas tão fresca, sentindo-me criança e sendo aquilo que todos deviamos ser: Feliz...
Todos nós temos os nossos altares, os nossos pontos de descanso, de sintonia com o que de mais sagrado há em nós... pode ser o nosso quarto, mas pode ser o outro lado do mundo... mas lá chegando, sabemos que podemos ser nós mesmos com a pessoa que mais difícil é o sermos: connosco...
Mas será assim tão difícil?...
4 de janeiro de 2006
O que é que se passa?...
Esta é, sem dúvida uma das frases mais proferidas no mundo. Reflexo da curiosidade natural do ser humano (fatal para um certo tipo de felídeo) nela se concentra a essência deste espírito inquisidor que nos persegue. Mas quantos de nós já se perguntaram verdadeiramente porque é que perguntam tal coisa?
Mas mais importante do que isso tudo é a gritante incapacidade de nos fazermos essa mesma pergunta. E, de certa forma, parece que estamos sempre á espera, quando mais precisamos, que os outros no la façam... Esta é um dos grandes enigmas da civilização, este funcionamento da mente indagante.
Há uns tempos atrás eu acabei por descobrir o porquê a esta pergunta. Infelizmente, para a maioria das pessoas, não tem uma explicação facilmente compreendida em termos correntes, vulgo, atingíveis por simples dedução, logico-dedutiva. É preciso ter acesso a outro tipo de consciência para que possamos compreender o porquê (vejo agora) de muitas questões correntes que fazemos sem sequer pensar no que implicam. É preciso abrir o coração e sentir o que realmente está implicado nessas perguntas e no resto da nossa vida e no que nos rodeia. O mundo está a ficar doente com tanta irresponsabilidade e acções irreflectidas que a alguem hão-de magoar, directa ou indirectamente. É um pedido que o Universo nos faz, este "pensem! sintam! sejam!", tão consciente como o que nós fazemos quando perguntamos "o que é que se passa?". Por isso, sejam bonzinhos e façam o que os mais velhos vos pedem.
Por respeito.
A vós mesmos...
Mas mais importante do que isso tudo é a gritante incapacidade de nos fazermos essa mesma pergunta. E, de certa forma, parece que estamos sempre á espera, quando mais precisamos, que os outros no la façam... Esta é um dos grandes enigmas da civilização, este funcionamento da mente indagante.
Há uns tempos atrás eu acabei por descobrir o porquê a esta pergunta. Infelizmente, para a maioria das pessoas, não tem uma explicação facilmente compreendida em termos correntes, vulgo, atingíveis por simples dedução, logico-dedutiva. É preciso ter acesso a outro tipo de consciência para que possamos compreender o porquê (vejo agora) de muitas questões correntes que fazemos sem sequer pensar no que implicam. É preciso abrir o coração e sentir o que realmente está implicado nessas perguntas e no resto da nossa vida e no que nos rodeia. O mundo está a ficar doente com tanta irresponsabilidade e acções irreflectidas que a alguem hão-de magoar, directa ou indirectamente. É um pedido que o Universo nos faz, este "pensem! sintam! sejam!", tão consciente como o que nós fazemos quando perguntamos "o que é que se passa?". Por isso, sejam bonzinhos e façam o que os mais velhos vos pedem.
Por respeito.
A vós mesmos...
20 de julho de 2005
Desafio
Há coisas inassociaveis neste mundo... quente e frio... alto e baixo... novo e velho... amor e ódio... tudo isto nos sentidos absolutos das palavras... Mas o Amor e o ódio não são os únicos sentimentos, obviamente que dificeis de se associar... um que particularmente me tem assolado é a terrivel incompatibilidade entre dor e confiança...
A dor, é uma sensação ingrata... Vem, indesejada, dá o seu sinal que algo não está bem mas assim que tudo passa permanece agrarrada ao que se ligou e avisou... e permanece.... e permanece... ofusca outros sentimentos, mancha o Bem, atrai atenções, desconcentra... mas a dor também lembra... e talvez o efeito mais ingrato seja o efeito memória que tem em nós. Isto faz com que perdure.
A Confiança é um dos mais nobres e dificeis sentimentos que se podem ter. É uma longa guerra, travada em terrenos invisíveis aos olhos que, como em todas as guerras, tem batalhas que se ganham e se perdem... Creio que não é preciso louvar as virtudes de tão nobre sentimento...
Na guerra da Confiança (perdoem-me o termo "guerra" que aqui é usado com uma conotação totalmente positiva) as batalhas perdem-se para a Dor... são dois inimigos nos dois lados da Barricada... é uma guerra desigual. Cada batalha perdida necessita de 10 batalhas ganhas... não se pode dizer, portanto, que seja terreno conquistado lenta mas solidamente...
É uma luta tão antiga como a Vida... é amarga, é ardua...e qual é o prémio?... A Felicidade, dizem uns... a Tranquilidade, poderão outros dizer. Tudo isso está certo. O Bem é a conquista da Confiança... A Dor, apesar de tudo, lembra-nos que uma batalha sua perdida é uma Batalha ganha para o Mal...
...que, apesar de tudo, também tem o seu lugar no mundo...
A dor, é uma sensação ingrata... Vem, indesejada, dá o seu sinal que algo não está bem mas assim que tudo passa permanece agrarrada ao que se ligou e avisou... e permanece.... e permanece... ofusca outros sentimentos, mancha o Bem, atrai atenções, desconcentra... mas a dor também lembra... e talvez o efeito mais ingrato seja o efeito memória que tem em nós. Isto faz com que perdure.
A Confiança é um dos mais nobres e dificeis sentimentos que se podem ter. É uma longa guerra, travada em terrenos invisíveis aos olhos que, como em todas as guerras, tem batalhas que se ganham e se perdem... Creio que não é preciso louvar as virtudes de tão nobre sentimento...
Na guerra da Confiança (perdoem-me o termo "guerra" que aqui é usado com uma conotação totalmente positiva) as batalhas perdem-se para a Dor... são dois inimigos nos dois lados da Barricada... é uma guerra desigual. Cada batalha perdida necessita de 10 batalhas ganhas... não se pode dizer, portanto, que seja terreno conquistado lenta mas solidamente...
É uma luta tão antiga como a Vida... é amarga, é ardua...e qual é o prémio?... A Felicidade, dizem uns... a Tranquilidade, poderão outros dizer. Tudo isso está certo. O Bem é a conquista da Confiança... A Dor, apesar de tudo, lembra-nos que uma batalha sua perdida é uma Batalha ganha para o Mal...
...que, apesar de tudo, também tem o seu lugar no mundo...
12 de julho de 2005
Altos céus...
Entram sonhos e saem sonhos...
Entram quereres e saem quereres...
Entram pessoas e saem pessoas...
A vida também é feita de entradas e de saidas...
A vida também é feita de permanências...
É evolução, é progresso, é dinâmica mas também é estática... Fica o que nos rodeia, fica o que somos... e ficam as pessoas... Não todas... só as que Existem... essas ficam...
No dia 11 de Dezembro de 2004, entrou na minha vida a pessoa mais importante da mesma... Perguntam-me "como é que sabes?". E eu respondo: porque sinto... Não são coisas que se saibam.... São coisas que só se sentem... e que se vão corroborando... Mais ousado: vai ficar comigo ad aeternum... Porque sinto... Vergonha?Convencido? P'ra quê?... P'ra quê tudo isso quando a Verdade nos chega à porta da Alma e do Coração e nos inrompe por ali adentro e mostrando do que é feita?... Estas coisas não se dizem, não se garantem, não se sabem... Sentem-se... E tudo isto sinto-o como uma verdade tão profundo como eu saber que existo... Ela, o meu Absoluto e Perfeito TUDO, é tao verdadeira como eu... Dela, poderia dizer infinitas coisas... Escolho dizer somente que a AMO... e isso, é tudo... tal como ela...
A TI, meu Amor Eterno e Infinito, todo o meu Coração, Alma e todo o meu Ser...
HAD I the heavens’ embroidered cloths,
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams.
W.B. Yeats (1865–1939)
Trad. :
(Tivesse eu os panos bordados pelos céus,
Adornados de dourada e prateada luz,
Os panos azuis e ténues e escuros
De noite e luz e meia luz,
Espalharia os panos aos teus pés:
Mas eu, sendo pobre, tenho somente os meus sonhos;
Tenho espalhado os meus sonhos sob os teus pés;
Caminha suavemente pois caminhas sobre os meus sonhos.)
Sonhemos então...
Entram quereres e saem quereres...
Entram pessoas e saem pessoas...
A vida também é feita de entradas e de saidas...
A vida também é feita de permanências...
É evolução, é progresso, é dinâmica mas também é estática... Fica o que nos rodeia, fica o que somos... e ficam as pessoas... Não todas... só as que Existem... essas ficam...
No dia 11 de Dezembro de 2004, entrou na minha vida a pessoa mais importante da mesma... Perguntam-me "como é que sabes?". E eu respondo: porque sinto... Não são coisas que se saibam.... São coisas que só se sentem... e que se vão corroborando... Mais ousado: vai ficar comigo ad aeternum... Porque sinto... Vergonha?Convencido? P'ra quê?... P'ra quê tudo isso quando a Verdade nos chega à porta da Alma e do Coração e nos inrompe por ali adentro e mostrando do que é feita?... Estas coisas não se dizem, não se garantem, não se sabem... Sentem-se... E tudo isto sinto-o como uma verdade tão profundo como eu saber que existo... Ela, o meu Absoluto e Perfeito TUDO, é tao verdadeira como eu... Dela, poderia dizer infinitas coisas... Escolho dizer somente que a AMO... e isso, é tudo... tal como ela...
A TI, meu Amor Eterno e Infinito, todo o meu Coração, Alma e todo o meu Ser...
HAD I the heavens’ embroidered cloths,
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams.
W.B. Yeats (1865–1939)
Trad. :
(Tivesse eu os panos bordados pelos céus,
Adornados de dourada e prateada luz,
Os panos azuis e ténues e escuros
De noite e luz e meia luz,
Espalharia os panos aos teus pés:
Mas eu, sendo pobre, tenho somente os meus sonhos;
Tenho espalhado os meus sonhos sob os teus pés;
Caminha suavemente pois caminhas sobre os meus sonhos.)
Sonhemos então...
11 de julho de 2005
Regressos...
Só um pequeno apontamento:
ESTOU DE VOLTA!
E muito grato pelo que a Vida me tem dado a viver e a aprender nos ultimos meses... é enorme demais para aqui descrever... Muito obrigado também a quem comentou algum dos meus posts... Nunca tinha sinceramente pensado que mais alguem, sem ser pessoas a quem eu me lembre de falar, viessem dar uma olhada nestas divagações sentidas que aqui lavro...
Regressos... memórias, experiências, lições, esperanças... Viver...
Tudo de Bom...
ESTOU DE VOLTA!
E muito grato pelo que a Vida me tem dado a viver e a aprender nos ultimos meses... é enorme demais para aqui descrever... Muito obrigado também a quem comentou algum dos meus posts... Nunca tinha sinceramente pensado que mais alguem, sem ser pessoas a quem eu me lembre de falar, viessem dar uma olhada nestas divagações sentidas que aqui lavro...
Regressos... memórias, experiências, lições, esperanças... Viver...
Tudo de Bom...
5 de novembro de 2004
Gelo fino...
Sim, o Inverno chegou mas nao é desse gelo que vou falar... se bem que gelo desse é bem-vindo sempre... nem que seja por desejarmos que o Verão volte rapidamente (eu não, que até estou numa das minhas estações do ano favoritas)...
O gelo de que falo faz parte de mais um aspecto da dita revolução da qual falei anteriormente noutro post. É mais uma possivel volta que a minha vida pode dar brevemente. Eu disse "pode dar". Ainda nada é garantido. E é a isso que me refiro quando digo gelo fino...
O dito gelo, como se sabe é algo muito instável, não se pode apoiar muito nele, não se pode ter muitas certezas quando se está sobre ele ou se pensa apoiar nele. E neste momento certa parte da minha vida (uma boa parte aliás) está nessa fase de gelo fino, que, se se não tiver cuidado, ele parte e afunda muita coisa. É preciso portanto pensar, e pensar é coisa que não tem faltado...
Deixar algo para trás é dificil. Sobretudo quando se parte "á aventura de algo" que nem sequer sabemos se vai correr bem. Pisamos sem saber solo perigoso, campo minado, gelo fino, que a qualquer altura pode ceder em busca de sonhos, de queres, de missões incalculáveis de vida que nos deixam com o espírito em sobressalto só de sonharmos sequer com um vislumbre... Mas tudo isso são sonhos, imensos sonhos de um amanhã que pode nao existir, de algo que nem sequer está definido... Por isso prefiro falar que caminho em sonhos, não em gelo fino... O gelo pode partir, os sonhos podem desvanecer, mas o que conta é que os sonhos fazem o mundo andar para a frente, evoluir, melhorar... o gelo nao, só parte e fica...
Tenho sonhos. Quem não os tem?... Mas este é um sonho lindo... avassalador... grandioso... terrível... mas lindo. Não o deixo de sonhar, e quanto mais o sonho, mais o temo e me apaixono. Deixem-me sonhar, deixem-me caminhar no mundo do que pode ser, para chegar ao mundo do que é. Implica mudar a vida? Que seja. É a minha vida, ninguém a viverá por mim. Poderão vivê-la comigo mas nunca por mim. Agradeço a quem caminha a meu lado, seja familia ou amigos, todos são muito, muito importantes. Mas o sonho chama... há que o cumprir. E cumprido será... Tudo o que fazemos na vida, ecoa na eternidade... Eu sonho... que venham os ecos!
O gelo de que falo faz parte de mais um aspecto da dita revolução da qual falei anteriormente noutro post. É mais uma possivel volta que a minha vida pode dar brevemente. Eu disse "pode dar". Ainda nada é garantido. E é a isso que me refiro quando digo gelo fino...
O dito gelo, como se sabe é algo muito instável, não se pode apoiar muito nele, não se pode ter muitas certezas quando se está sobre ele ou se pensa apoiar nele. E neste momento certa parte da minha vida (uma boa parte aliás) está nessa fase de gelo fino, que, se se não tiver cuidado, ele parte e afunda muita coisa. É preciso portanto pensar, e pensar é coisa que não tem faltado...
Deixar algo para trás é dificil. Sobretudo quando se parte "á aventura de algo" que nem sequer sabemos se vai correr bem. Pisamos sem saber solo perigoso, campo minado, gelo fino, que a qualquer altura pode ceder em busca de sonhos, de queres, de missões incalculáveis de vida que nos deixam com o espírito em sobressalto só de sonharmos sequer com um vislumbre... Mas tudo isso são sonhos, imensos sonhos de um amanhã que pode nao existir, de algo que nem sequer está definido... Por isso prefiro falar que caminho em sonhos, não em gelo fino... O gelo pode partir, os sonhos podem desvanecer, mas o que conta é que os sonhos fazem o mundo andar para a frente, evoluir, melhorar... o gelo nao, só parte e fica...
Tenho sonhos. Quem não os tem?... Mas este é um sonho lindo... avassalador... grandioso... terrível... mas lindo. Não o deixo de sonhar, e quanto mais o sonho, mais o temo e me apaixono. Deixem-me sonhar, deixem-me caminhar no mundo do que pode ser, para chegar ao mundo do que é. Implica mudar a vida? Que seja. É a minha vida, ninguém a viverá por mim. Poderão vivê-la comigo mas nunca por mim. Agradeço a quem caminha a meu lado, seja familia ou amigos, todos são muito, muito importantes. Mas o sonho chama... há que o cumprir. E cumprido será... Tudo o que fazemos na vida, ecoa na eternidade... Eu sonho... que venham os ecos!
18 de outubro de 2004
Tempo...
Hoje tenho a alma como o dia... Nasceu envolvida em penumbra, numa névoa que tudo cobre e que nao deixa a luz passar como é suposto. Tenho tudo esfumado, tudo cerrado, mente, corpo, alma, a alegria vedada e a felicidade reduzida. Não consigo esboçar um sorriso, só conter as lagrimas de uma agridoce tristeza por alguém que partiu e que não sei se volta... Essa dúvida, essa incerteza, tão adimensional como a de Heisenberg, é a humidade dessa névoa que me gela até aos ossos num tremor de medo.
Medo de quê? Daquilo que posso vir a perder. E o que tenho a perder é um mundo. O que tenho a perder é finalmente alguém que me pode compreender, alguém que pode entender esta tormenta que corre em mim, que não se assuste, que se encante por ela...
Tive uma visão. Vi que era possível ser amado, ser compreendido. Era uma visão linda como a luz do Sol num dia de Primavera, uma visão que nos faz suspirar e dar graças por estarmos simplesmente vivos. E como visão que era, assim que tentei tocar-lhe, desvaneceu-se. Num certo filme (ironicamente sobre Roma) o actor que fazia o papel do imperador César Augusto disse algo como isto: "Era uma vez um sonho. Chamava-se Roma. E perante este sonho so se podia sussurar. Tudo o que fosse mais que um sussurro, fá-lo-ia desaparecer pelo ar, como fumo." Há sonhos assim, que se lhe deitarmos luz para cima, se falarmos com eles,e eles desaparecem e acordamos. O acordar pode ser violento. Mas também pode ser suave como seda... A Vida tem de tudo; para o sabermos basta estar acordado...
Terei eu gritado?
Não sou Cesar Augusto. Nunca pretendi sê-lo excepto na sabedoria que ele tinha (isso dá sempre jeito). Mas concordo com as suas palavras. Não só sobre Roma (apesar de agora desejar com todo o meu fulgor que alguém tivesse gritado com esse sonho para que nunca tivesse existido) mas sobre outros sonhos em geral. Ténues, brutalmente reais, têm tudo para nos encantar e mudar a vida... mas para isso temos de a viver... e que os viver também...
Medo de quê? Daquilo que posso vir a perder. E o que tenho a perder é um mundo. O que tenho a perder é finalmente alguém que me pode compreender, alguém que pode entender esta tormenta que corre em mim, que não se assuste, que se encante por ela...
Tive uma visão. Vi que era possível ser amado, ser compreendido. Era uma visão linda como a luz do Sol num dia de Primavera, uma visão que nos faz suspirar e dar graças por estarmos simplesmente vivos. E como visão que era, assim que tentei tocar-lhe, desvaneceu-se. Num certo filme (ironicamente sobre Roma) o actor que fazia o papel do imperador César Augusto disse algo como isto: "Era uma vez um sonho. Chamava-se Roma. E perante este sonho so se podia sussurar. Tudo o que fosse mais que um sussurro, fá-lo-ia desaparecer pelo ar, como fumo." Há sonhos assim, que se lhe deitarmos luz para cima, se falarmos com eles,e eles desaparecem e acordamos. O acordar pode ser violento. Mas também pode ser suave como seda... A Vida tem de tudo; para o sabermos basta estar acordado...
Terei eu gritado?
Não sou Cesar Augusto. Nunca pretendi sê-lo excepto na sabedoria que ele tinha (isso dá sempre jeito). Mas concordo com as suas palavras. Não só sobre Roma (apesar de agora desejar com todo o meu fulgor que alguém tivesse gritado com esse sonho para que nunca tivesse existido) mas sobre outros sonhos em geral. Ténues, brutalmente reais, têm tudo para nos encantar e mudar a vida... mas para isso temos de a viver... e que os viver também...
5 de outubro de 2004
Caminhos batidos...
Todos os dias, como o mais comum trabalhador deste mundo, percorro o mesmo caminho. O caminho não tem nada de especial, talvez o que de mais especial tenha, á vista comum, é o facto de se passar por zona rural. Mas provavelmente é esse "simples" facto que me leva a não cansar de passar por lá... ou isso, ou o facto de me lembrar de passar por lá por vezes quando ia para casa da minha avó (doces memórias), de modo que, cada vez que lá passo é como se voltasse a ter 7 ou 8 anos e estivesse a ir de viagem para Leiria.
Caminhos batidos não têm necessáriamente que ser chatos. São caminhos que conhecemos, caminhos que nos habituamos a dizer sempre que lá passamos "olá" a cada uma das coisas que aí pertencem. E como sabe bem dizê-lo... Trazem-nos memórias, recordações, nostalgia, fazem-nos sentir bem connosco, lembrar que temos uma historia, que temos um rumo, que temos muitas historias, que conhecemos coisas, lugares e pessoas, enfim, que vivemos, que existimos...
Hoje passei pela estrada da Quinta de S. Roque e disse "olá" ao campo e aos animais que lá pastavam. Disse olá ás arvores que lá estão. Disse "olá" ás pedras e até mesmo á estrada. A essa disse também "obrigado". Não a ouvi agradecer. Senti-a sorrir...
Caminhos batidos não têm necessáriamente que ser chatos. São caminhos que conhecemos, caminhos que nos habituamos a dizer sempre que lá passamos "olá" a cada uma das coisas que aí pertencem. E como sabe bem dizê-lo... Trazem-nos memórias, recordações, nostalgia, fazem-nos sentir bem connosco, lembrar que temos uma historia, que temos um rumo, que temos muitas historias, que conhecemos coisas, lugares e pessoas, enfim, que vivemos, que existimos...
Hoje passei pela estrada da Quinta de S. Roque e disse "olá" ao campo e aos animais que lá pastavam. Disse olá ás arvores que lá estão. Disse "olá" ás pedras e até mesmo á estrada. A essa disse também "obrigado". Não a ouvi agradecer. Senti-a sorrir...
4 de outubro de 2004
Maré calma, noite a navegar...
Hoje á noite fui á janela. Gostei do que vi. Vi coisas como há já muito tempo que não via. Vi uma cidade reluzir. Mais do que isso, brilhar. É diferente.
Foi especial. Hoje o ruido da mão humana estava longe da minha casa. Em meu torno, só o silêncio de um campo que descansa de um verão que (felizmente) parece não acabar. Ao som de Mike Oldfield observei Lisboa. Estava linda, como se fosse para uma festa, com vestido de lantejoulas e sapatos de cristal... e estava tão nítida. Tirei-lhe uma foto. O que é que queriam q eu fizesse, guardasse só essa imagem na minha cabeça? Que nada! O que é bonito é para se ver, ja dizia o meu avô. E porquê não ficar com ela também?
Lisboa deslizava pelo tempo e cantava. Tinha o canto de mil vozes. Tinha a luz de mil estrelas. Era linda. Esta é a Lisboa que eu amo. A das luzes, a do ruido, a do movimento. A de existir. Porque é isso tudo e muito mais. Tem caras, tem máscaras, tem vestidos, tem birras, tem festas, tem... existe... é...
A noite navega pela terra. Lentamente, rumo ao seu não-destino... ou ao seu destino de sempre... Passa e encanta. Vai e canta. A Lua olha e nada diz. Só pensa... Por isso é que talvez exista...
Dorme bem, Lisboa, e tu que por ai andas...
Foi especial. Hoje o ruido da mão humana estava longe da minha casa. Em meu torno, só o silêncio de um campo que descansa de um verão que (felizmente) parece não acabar. Ao som de Mike Oldfield observei Lisboa. Estava linda, como se fosse para uma festa, com vestido de lantejoulas e sapatos de cristal... e estava tão nítida. Tirei-lhe uma foto. O que é que queriam q eu fizesse, guardasse só essa imagem na minha cabeça? Que nada! O que é bonito é para se ver, ja dizia o meu avô. E porquê não ficar com ela também?
Lisboa deslizava pelo tempo e cantava. Tinha o canto de mil vozes. Tinha a luz de mil estrelas. Era linda. Esta é a Lisboa que eu amo. A das luzes, a do ruido, a do movimento. A de existir. Porque é isso tudo e muito mais. Tem caras, tem máscaras, tem vestidos, tem birras, tem festas, tem... existe... é...
A noite navega pela terra. Lentamente, rumo ao seu não-destino... ou ao seu destino de sempre... Passa e encanta. Vai e canta. A Lua olha e nada diz. Só pensa... Por isso é que talvez exista...
Dorme bem, Lisboa, e tu que por ai andas...
3 de outubro de 2004
Dias conturbados estes...
Nem uma tempestade revolveria tanto as coisas como estes dias revolvem... E ainda dizem que é na adolescencia que as coisas são mais confusas, turbulentas, poderosamente profundas - mas com uma profundidade que não conseguimos sentir senão por ecos num futuro que nos pareceria, na altura, altamente distante e tão longinquo como o passado a que ambicionávamos, muitas vezes voltar.
As revoluções acontecem, quer nós queiramos quer não, e tomam o seu rumo qual ser com vida própria, raciocínio e maneira de ser. Respiram, comem, destroem, criam e criam-se. Mas há uma coisa que inconscientemente muita gente inveja nas revoluções: é que são imortais. Não têm tempo. Nascem mas não morrem.
Tudo aquilo que se está a passar comigo não é nada de mais. Apenas aquela revolução que acontece na vida de muita gente, de quase toda a gente, de todos aqueles, pelo menos, que pensam.. ou até mesmo naqueles que não existem. São escolhas que se tomam, são decisões que se fazem, são vias e rumos a tomar em direcção a um futuro que será uma certeza depois da revolução deglutir mais um produto da nossa mente atirado ao acaso. Mas o problema, como um personagem de um filme dizia, "o problema é escolha". Todas as revoluções têm problemas. E a desta é a escolha. Isto ou aquilo?... Por aqui ou por ali?... Vivo ou deixo viver?... Parto ou fico?... As revoluções não sobrevivem de moeda ao ar. Sobrevivem de pessoas. Somos carvão pra elas. E elas, que fazem? Pedem mais. É isto a (r)evolução. É isto a vida. Conturbada?... Só se o quisermos...
As revoluções acontecem, quer nós queiramos quer não, e tomam o seu rumo qual ser com vida própria, raciocínio e maneira de ser. Respiram, comem, destroem, criam e criam-se. Mas há uma coisa que inconscientemente muita gente inveja nas revoluções: é que são imortais. Não têm tempo. Nascem mas não morrem.
Tudo aquilo que se está a passar comigo não é nada de mais. Apenas aquela revolução que acontece na vida de muita gente, de quase toda a gente, de todos aqueles, pelo menos, que pensam.. ou até mesmo naqueles que não existem. São escolhas que se tomam, são decisões que se fazem, são vias e rumos a tomar em direcção a um futuro que será uma certeza depois da revolução deglutir mais um produto da nossa mente atirado ao acaso. Mas o problema, como um personagem de um filme dizia, "o problema é escolha". Todas as revoluções têm problemas. E a desta é a escolha. Isto ou aquilo?... Por aqui ou por ali?... Vivo ou deixo viver?... Parto ou fico?... As revoluções não sobrevivem de moeda ao ar. Sobrevivem de pessoas. Somos carvão pra elas. E elas, que fazem? Pedem mais. É isto a (r)evolução. É isto a vida. Conturbada?... Só se o quisermos...
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