29 de abril de 2007
Felicidade...
24 de abril de 2007
Foi no Santiago Alquimista, um espaço ao qual nunca tinha ido e que me agradou. O evento foi o Bandoscópio 2007 da FCM-UNL. O primeiro aspecto a sublinhar do desempenho das bandas a que assisti foi o esforço e a boa-vontade. Muito esforço e muito boa-vontade. É sempre difícil tocar ao vivo mas jogando em casa, como era o caso, as coisas tornam-se mais fáceis.
Só assisti a 3 bandas: os Orphelia, a banda dos caloiros (cujo nome não me recordo devido ao muito MAU som fornecido no local, mas já lá vamos) e os Barroca & friends... entretanto tive de me ausentar :) Os Orphelia apresentaram-se com uma formação semi-classica com um tema original e um medley de alguns temas, com bastante imaginação nas ligações mas de fraca execução técnica. Refugiando-se nas propriedades das ferramentas musicais que dispunham, disfarçaram grandes lacunas a nível da formação musical e apresentaram um rock quase alternativo de qualidade duvidosa. Ainda têm de pedalar muito para chegar aos pés dos Led Zeppelin.
A banda dos caloiros foi o momento mais refrescante, mas somente a nível humoristico. Ao nivel musical foram praticamente nulos (com uma ou outra musica conhecido do publico) mas mesmo assim começaram com um som de melhor qualidade que os anteriores. Com mais uns ensaios ( e sem problemas no material) acho que chegariam lá. Entusiasmo, pelo menos, não lhes falta!
Por ultimo, os Barroca & friends. Este grupo deveria ter levado o prémio visto não terem desculpa: são da tuna e deveriam saber o q fazem musicalmente... Mas parece que não! Tive pena do violinista ter tido azar com o som, assim como o dueto muito falhado: um vocalista chega!
Só posso falar do que vi e ouvi. No entanto, chegou-me aos ouvidos que a ultima banda, que levou o prémio do publico, teve interpretações bastante interessantes de Dire Straits e Pearl Jam. Gostaria de poder ter ouvido para corroborar os elogios mas acredito no mérito da dita banda: como se diz - Voz populi, Vox Dei.
O que me revoltou sobejamente foi a qualidade geral do som. Muitissimo mau. Sei que grande parte da amplificação está com os musicos mas tambem vi que havia mais colunas para além das que estavam no palco. E eram essas que levavam o grosso do volume de som ao publico. E era um som muito mal equalizado, mal equilibrado e, infelizmente, não tendo as bandas experiencia com sound check e equilibrio de tons, deu muita barraca.
No fundo nada disso importou. O convívio, bom ambiente, a diversão e o apoio a uma nobre actividade como é a musica feita por amadores são sempre de louvar, quaisquer que sejam os obstaculos. É preciso encorajar mais actividades destas, não só nesta faculdade como noutras e fora delas. Há muito mais vida para além do estudo e do trabalho e são exemplos como estes que nos mostram isso. Como diria o Doutor Abel Salazar: "Médico que só sabe de Medicina, nem Médico é."
22 de abril de 2007
E agora...
A ambição é um sentimento natural. A ambição desmedida já não o é. Todos nós temos objectivos. A obsessão por algo não é um objectivo, é algo doentio. E doentio é porque vai contra o nosso propósito de existência que é viver, sabendo o que queremos. A partir do momento em que se vive obcecado por qualquer coisa, toda a nossa vida, mente e Espírito se orienta para esse algo (assim é a nossa vontade) deixando de dar cumprimento assim ao que viemos cá fazer. Ficar obcecado por algo não é, com certeza, uma dessas coisas. A frase implica uma coisa muito importante: a falta de... A "falta de" implica uma necessidade premente, um algo que não o tendo nunca seremos completos. E é nisso que reside o erro. Nós SOMOS seres completos, muito mais do que pensamos, e não temos necessidade absolutamente nenhuma de outra coisa para o sermos. Para sermos felizes, basta viver e olhar, com o coração, à nossa volta.
Bem, por estas ou outras palavras, acho que todos concordamos com o veto ao Lord Russell! Viva a democracia! :)
15 de abril de 2007
Para reflectir...
"A falta de qualquer coisa que se deseja é uma parte indispensável da felicidade".
Esta frase é do célebre filosofo Bertrand Russell... Queria colocar esta citação à consideração dos estimados e hipotéticos leitores...Depois vos digo o q penso...
3 de abril de 2007
...numa terra algo distante...
Muito tempo se passou desde essa altura, muita água correu debaixo da ponte e esse desejo desapareceu-me da memória, talvez ofuscado por outros primeiros beijos em circunstâncias igualmente belas ou especiais... mas lembrar-me disso trouxe-me um sorriso de novo (mesmo que nunca tenha concretizado isso) e um sorriso do passado é algo muito especial... Dessa música já não lhe sinto a espectacularidade (apesar de muito bonita) e não consigo imaginar esse momento com mais ninguém, como pode ser natural... Cada caso é um caso e com cada pessoa novas fantasias se imaginam, novos locais e momentos se criam, novas vidas surgem... estar aberto a esses momentos (e a todos os outros) é algo mágico pois abrimos o nosso coração e o nosso espirito á renovação e a tudo o que o Universo tem para nos oferecer, para além de permitir que a Vida flua naturalmente (por muito estranho que isso nos possa parecer ;) )... Mas soube muito bem lembrar...
28 de março de 2007
Saudade...
Penso nisto e concluo que tive mesmo a hipótese de reviver (e que abençoado sou por ter, desde já, vivido) essa atmosfera e que, se fui capaz de me sentir assim de novo, talvez no futuro me lembre deste dia - tão angustiado e ansioso pelo passado - com muito carinho quando voltar a ver tão bela Luz e tão belo céu...
...Profundo poder, o da Luz...
A Memória, sobretudo a Memória das Emoções, é a (por vezes única, outras vezes nova) oportunidade que o Universo nos deu para viver de novo... Há que aproveitar!
26 de março de 2007
Impressões...
... Sigo pela estrada fora, o dia está lindo, calmo... As águas espelham o sol e uma tranquilidade invade-me a alma... Por momentos, uma epifania: parece que tudo está correcto no Universo e a minha Alma expande-se... Mergulho no azul que me rodeia e refresco os sentidos. Estou acompanhado... Será que a mereço?...

O tempo passa, voa e eu mergulho para além das névoas da dor... O Universo volta a colocar-me em cenários conhecidos, reavivando memórias, experiências... a beleza, o encanto e o seu outro lado da moeda... Sons, coisas novas, objectos procurados há tanto tempo, sensações não menos desejadas, saudades do passado remoto, alegria...
... Gente amiga... é a festa! O barulho, as pessoas, mais sons, som que nos faz tremer... troca de experiências, risos e impressões... o dia termina, o coração está confortável, uma nova saudade instala-se e adormeço... Boa noite meu Anjo e boa noite, tu que por aí dormes...
22 de março de 2007
Hoje não me sinto bem. Não me sinto, não me tenho sentido e muito provavelmente não me sentirei... Não sei qual será a causa maior deste mau estar, se as circunstâncias da vida, se o problema que estou a tratar... De qualquer forma sinto que tudo está na maior das confusões e tenho uma dor muito grande em mim, a qual tenho um medo enorme de nunca conseguir recuperar... Tenho o coração completamente partido e só há uma pessoa no Mundo capaz de mo colar de novo: a pessoa que mo partiu. Pensei que, com quase 2 meses de separação, por esta altura ja me tivesse conformado ao que parece a realidade inevitável, que a Vânia não quer pertencer á minha Vida... no entanto, o meu Coração e a minha Alma recusam-se sistematicamente a aceitar essa realidade por muito que eu queira...
Só me apetece chorar... e poucos sabem ou notam isso...
Quando uma pessoa entra na nossa Vida e deixa uma marca tão profunda, quando entendemos que só poderemos ser plenamente feliz com essa pessoa, quando percebemos que, por muita zanga e discussão que haja, que só com essa pessoa pode haver entendimento, só com essa pessoa existe futuro, a partida dessa pessoa arde, queima, derrota-nos completamente a um nível absolutamente inimaginável anteriormente... Nesas alturas, o meu grande apoio tem sido a paz e tranquilidade (infelizmente temporários) que o Reiki me concede mas até mesmo nessa altura as doces memórias, os optimos momentos vêm-me á mente e é-me extremamente custoso; noutras vezes, sinto que no meu peito algo arde, como o ardor de uma ferida que se está a desinfectar... e aí consciencializei-me do quão profundo foi o golpe...
Cada dia, ao acordar, os avanços que vou fazendo no dia anterior são eliminados... a sensação que volto á estaca zero é desesperante... E as perguntas, essas horriveis perguntas: voltará? não voltará? ela está com alguém? não está? está feliz?...
Lições a tirar? Aproveitar cada dia como se fosse o ultimo, cada beijo, cada carícia, cada ternura como se fosse o último, engolir o orgulho muitas e muitas vezes, as vezes que foram necessárias por Amor, não discutir como se fosse um jogo de puxar a corda, nunca virar as costas nem por uma vez e dedicarmo-nos totalmente a quem amamos e quem nos ama... o melhor de tudo isto é que quando se ama sem se dar o outro por certo, todas estas coisas são muito fáceis de cumprir... e o meu erro foi esse, foi achar que se pode fazer e dizer quase tudo a quem eu amo profundamente... mas não mereceria eu, por Amor ou pela Felicidade, outra oportunidade? Não valeria a pena olhar para além dos ultimos tempos, das núvens, tempos em que não andava muito bem (nem quis reconhecer a mão estendida), acreditando que valeria a pena começar de novo, um recomeço em que tudo poderia ser como nos nossos melhores tempos? Aqueles tempos em que nos piores momentos estavamos sempre lá, um para o outro, que a compreensão mútua estava no auge, em que nos riamos muito mais do que discutiamos (ou não discutiamos), em que por meias palavras se dizia tudo... Eu acredito que esses tempos podem voltar, que vão voltar, acredito que o Sol pode nascer de novo, pois outras tempestades ultrapassámos, que aquilo que dissemos e prometemos um ao outro será cumprido e definitivo... No meu Coração assim o são... e um voto escrito no Coração, com muito Amor, é um voto eterno... Se perguntarem se por Amor vale tudo, eu direi que sim, vale tudo e mais alguma coisa...
14 de março de 2007
Dúvida...
Still don't know if I could feel like that,
Like I've never seen the sky before...
I'd want to vanish inside someone's kiss
Every day, loving more and more...
Could someone listen to my heart, hearing it sing?
Telling me to give everything...
Seasons would change, winter to spring
But could I love until the end of time?...
(o refrão é de somenos importância)
What if suddenly the world seemed such a perfect place
If suddenly it moved with such a perfect grace
If suddenly my life wouldn't seem such a waste
Would it all revolve around someone?
Would there be a mountain too high,
A river too wide?...
If I sang out a song would I be by someone's side?
Storm clouds would gather
And stars would (possibly) collide...
But would I love until the end of time?...
... quem sabe?...
13 de fevereiro de 2007
Simples...
4 de fevereiro de 2007
E se...
É nesta dualidade que tenho andado a pensar ultimamente. Não ha interferências exteriores, devo realçar, mas é a própria situação que chegou a um ponto estranho, quase incómodo. Por esta altura devia conhecer-me suficientemente bem para decidir que fazer mas a questão é que tudo isto me apanha muito desprevenido. Noutras situações ja teria posto cobro a uma situação deste género mas a realidade é que me esta a ser muito dificil fazê-lo. Como era bom ter solução para tudo. Uma panaceia universal. Mas não se pode. Somos humanos e uma das nossas funções é decidir. E o Tempo resolve tudo.
13 de janeiro de 2007
E depois das festas...
Houve uma altura em que me apeteceu escrever sobre as festas do fim de ano mas achei isso tão banal que passou ao lado... O bom dessas festas é que cada um as sente à sua maneira. A minha maneira é aquela ânsia que fosse como quando era criança. Mas nunca voltará a ser... O fim de ano foi calmo, longe da cidade e da agitação típica...
Poderia falar também do que ando a fazer agora no meu trabalho. Isso secaria dramaticamente qualquer leitor mais incauto que aqui tivesse caído da esperança de ler qualquer coisa mais divertida...
Não, não vale a pena ficar à espera, não vou explicar... :)
A falta que me fazem os meus passeios de fim-de-semana... Não devia ter percorrido Portugal centro de lés-a-lés. Para além disso, falta a força impulsionadora desses passeios e isso aniquila toda a hipótese...
Ah, é verdade... Acabei de ver na tv qualquer coisa que me obriga a fazer um comentário: quando é que a igreja católica se deixa de aspirações de que é um lobby e fecha a matraca sobre o aborto? A Igreja tem de perceber que é SÓ uma religião e não um movimento politico e que as igrejas não são casas do partido que se enchem de militantes. O tempo do Salazar já lá vai (por muito que eles pensem que não) e o Cerejeira está a brincar ás escondidas com o Oliveira Salazar lá onde eles devem estar os dois juntos e felizes, e esse sitio não é cá, no Tugal! A opinião da Igreja pesa, sim, mas não é politica, não deve ser, não deveria ser... Já imaginaram se a União Europeia, em Estrasburgo, discutisse a ordenação de mulheres porque o Código de Direito Canónico não permite o livre acesso das mulheres a uma profissão? Caía o Carmo e Trindade! Deixem-se estar a ganhar mofo nas sacristias e comam as hóstias que quiserem mas deixem a politica para quem a faz: movimentos cívicos e partidos.
E sim, sou a favor da liberalização do aborto! Cada um tem o direito de fazer com o próprio corpo, em consciência, o que quiser... é como votar... (não é só para alguns, não é srs. padres?)
2 de dezembro de 2006
The Empire Strikes Back!
Neste momento sou investigador em Imunologia, mais em particular em Glico-Imunologia na Faculdade de Ciências Médicas... Espero que me seja atribuida daqui a um tempo uma bolsa para que possa tirar o Doutoramento para que possa prosseguir com um pouco mais de segurança a vida profissional que eu escolhi e que adoro... O grupo de trabalho é pequeno mas é fantástico e, engraçado, sou o único elemento do sexo masculino lá no meio. Tirando isso, o trabalho decorre bem, esperando que venha a ser publicado nas revistas da especialidade (which would be nice!).
No plano mais privado, continua tudo sobre rodas. A Vânia e eu continuamos juntos e vamos fazendo pela vida... Uma relação dá trabalho e, acima de tudo, é preciso ser egoista e altruista, racional e emocional, eu e nós... acho q não é preciso dizer mais nada :)
Musicalmente... não tenho banda neste momento... Não toco musica em colectividades cujas direcções (quer administrativas quer musicais) não reconheçam o esforço, o sacrificio e o trabalho que se desenvolve por amadores cuja única recompensa é o simples prazer em fazer algo tão belo e tão sublime como música. O amadorismo em portugal tem os dias contados se continuarem a haver direcções e comissões organizadoras de eventos que tratem os amadores como seus criados e não como convidados que dignificam a festa e o nome das localidades que representam...
Foi um longo Verão e um Outono um pouco mais curto mas um Verão terrivel... declaro o Verão de 2006 "stationa horribilis" e espero que o calor não me atormente como neste ano... nem a doença...
Mas agora tudo passou... completei 26 anos há uns dias e os 30 estão cada vez mais perto... mas continuo a sentir-me com menos de 20 muitas vezes... síndrome de Peter Pan?... :)
E ainda não foi desta que se viram livres de mim! :)))
25 de julho de 2006
Mudanças
É muito complicado tentar por em palavras o turbilhão que a minha vida tem atravessado nas últimas semanas. Desde a ultima vez que escrevi que muita coisa aconteceu… futebolística, internacional mas sobretudo pessoalmente.
Tudo começou há quase um mês. Após um anúncio enviado por uma ex-colega minha de faculdade candidatei-me a um lugar num laboratório, lugar esse que consegui felizmente. Mas, como se devem lembrar, continuava vinculado à fabrica, o meu primeiro emprego, do qual guardo muito boas e más recordações mas, felizmente, mais boas que más. À Fapajal agradeço o ter-me aberto os “olhinhos” profissionalmente, o ter criado amizades, o ter contribuído com mais um bloco na minha formação pessoal.
Foi, por isso, uma separação dolorosa. Quis fazer tudo da melhor maneira, da maneira que agradasse a gregos e troianos e menos prejudicasse ambas as instituições. Foi a primeira vez que tal aconteceu e foi para mim uma pilha de nervos…
Ao mesmo tempo que tratava esta transição, um facto muito, muito mais negro aconteceu na minha vida. Uma pessoa, que tinha em altíssima estima e num lugar muito querido no meu coração faleceu. A D. Ana Maria deixou este mundo e, com ela, aqueles conselhos maravilhosos que, quando eu tanto, tanto precisei, lá estiveram… Uma pessoa tão doce, tão sábia, tão viva… E precisamente agora, num turbilhão muito parecido ao que se passou há 3 anos, em que ela me valeu tanto, em que eu preciso tanto dela, ela já não está… Tenho outras pessoas maravilhosas na minha vida mas aqueles conselhos dela… são insubstituíveis… outras situações constrangedoras relacionadas com o stress do dia a dia, consequências de consequências do que se vai passando, aumentaram a minha ansiedade e, num destes belos e sufocantes dias de Verão, tive um ataque de pânico… Eu NUNCA tinha tido um ataque de pânico… Não desejo um ataque de pânico a ninguém mas toda a gente que passar por um, acredite que vai perceber que está a tê-lo…
Foi aí que soube que tinha batido no fundo… procurei ajuda e ela veio com o apoio dos que mais me amam a meu lado… agora as coisas estão a compor-se mas o peso dos desafios que tenho pela frente ainda é muito grande…
As boas noticias são que vou ter férias… mas que férias?... só desejo uma férias tranquilas e sem preocupações e para isso tenho um dos maiores desafios pela frente: parar a cabeça… é tanta coisa à roda… Peço desculpa pela minha não-frequência de update do blog mas a inspiração não é coisa que me venha com frequência ultimamente mas acreditem: vocês não são esquecidos… nem que os melhores dias virão…
27 de junho de 2006
Ponto da situação...
Em mês de festejos, fui às festas da minha cidade-natal, Lisboa, a das 7 colinas, coisa inédita para a minha pessoa... gostei! Do ambiente, da festa, dos sons que encheram a minha Lisboa, de estar toda a gente na rua á noite, de passear á noite por bairros tipicos e avenidas proibidas durante o resto do ano... Lisboa estava pintada de alegria e pulsava de vida.
Não houve idas á praia a não ser este fim-de-semana... e o tempo nem ajudou... e ainda bem! A altura é de descanso, o corpo está moído e, como todos sabem, um dia de praia é exaustivo... sendo assim, acabei a Manopla de Karasthan e o Winter King e estou prestes a acabar o Enemy of God, deixando-me simplesmente o Excalibur (para minha pena... uma historia daquelas devia ter uns 10 livros...)... Mais uma vez digo, leiam-me esses livros... qualidade dessa, hoje em dia é muito rara...
Fui também ao cinema. Vi o Codigo d'Avintes e, não tendo lido o livro, gostei do que vi... o Forrest Gump estava mais animado ou, pelo menos, menos soturno que nos ultimos filmes, o Gandalf parecia que tinha tomado Prozac em doses industriais, a Amelie continuava a ver coisas onde nao existiam (agora até pensa que é descendente de Jesus, querem lá ver a cachopa...) e até o Dr. Octopus continuava a meter raiva... so faltou o Homem-Aranha... piadolas á parte, o enredo estava muito bom e em termos de pormenores (como o do funeral do Newton) achei que estava impressionante... um bom filme, portanto, neste deserto de qualidade cinematográfica que nos assola...
Junho está a acabar e Julho já cheira a férias... ou, muito possivelmente, não... este ano, devido a alguns acontecimentos inesperados e que se desenvolveram com uma velocidade assustadora posso ter de cortar as minhas férias. Valores mais altos se levantam... a conferir nos proximos capitulos...
E para finalizar, um "piqueno" comentário á Selecção: aproveitando os desenhos no chão, da proxima vez, usem a tactica do Quadrado... resultou contra os espanhois há 623 anos atrás e de certeza, perante tamanha cavalaria laranja, que resultaria e, caso os lobbys na FIFA continuem a actuar, pode resultar... é que há bifes duros de roer... A ementa está lançada: os aperitivos foram vários - uma moamba angolana, couscous iraniano e um shotzinho de tequilla; para previnir das "traições" do tempo, um chazinho de laranjeira antes da maravilhosa ceia: bifes como molho á Cristiano, Picanha á Scolari (com opção de Fondue de Queijo á Pauleta, para os mais indecisos) e tudo isto regado no final com umas canecas de cerveja Alemã... uma refeição de Campeões!
6 de junho de 2006
O avanço da pantufa...
Descansar o espírito é mais rápido. deitadinho e descansado a ler uma recém desconberta minha que vivamente recomendo aos leitores do género. É o primeiro livro de uma trilogia (Warlord Chronicles), Nº 1 nos paises em que foi publicada, no âmbito dos mitos Arturianos: "The Winter King". O 2º e 3º Livros são, respectivamente, "Enemy of God" e "Excalibur". Para além da excelente qualidade de escrita, do ponto de vista histórico está muito bem fundamentado e revela muitas informações que contrariam um pouco a corrente e as histórias do "rei" Artur, ou como diz no livro, "the King that Never Was"... O autor é Bernard Cornwell. É um "Senhor". Recomendo... Ah, e se nao me engano acho que já vi por aí o 3º volume das Crónicas de Allarya - A Essência da Lâmina ;) Se o Francisco José Viegas lesse este post fazia-me uma espera á porta de casa... ainda pensava que lhe queria roubar o emprego...
30 de maio de 2006
Lost...
25 de maio de 2006
IMPE
Na ressaca da implantação da República, o então ministro da Guerra, General António Xavier Correia Barreto, decidiu criar a Obra Tutelar do Exército de Terra e Mar, compostos por três estabelecimentos militares de ensino, dois deles já existentes e mais um criado pelo mesmo decreto-lei de 25/5/1911, nesta ordem: o Colégio Militar (antigo Real Colégio Militar e nossos eternos rivais), o Instituto da Torre e Espada (antigo Instituto D. Afonso e actual Instituto de Odivelas - sempre para meninas) e o Instituto dos Pupilos do Exército de Terra e Mar. A função (pelo menos) deste último, desde sempre e descrita no decreto-lei: "formar cidadãos uteis á pátria". O primeiro objectivo da sua existência era abrigar os filhos, e sobretudo orfãos, de militares, providenciando ao mesmo tempo a formação técnica necessária. Ao mesmo tempo, orientavam-se essas mesmas crianças para que no futuro pudessem incorporar os quadros das Forças Armadas no futuro. No caso do Pilão, as crianças que entravam na instituição eram sobretudo filhos de sargentos e praças, pelo que os filhos de oficiais iam sobretudo para o Colegio Militar (daí a sua maior fama). Com o passar dos tempos essa diferença de classes foi-se esbatendo embora essa orientação de classes tenha deixado as suas marcas (boas e más) no modus operandi de cada instituição: o Colégio Militar ainda hoje tem os anos catalogados pelo sistema antigo (5º ano-> 1º ano... 12º ano -> 8º ano) apesar da optima qualidade de instalações e, não duvido, de ensino. Mas são, sem dúvida mais rigidos e arcaicos, em relação á filosofia do Pilão. Se há instituição que conheço em que a mítica virtude tuga do desenrasca está bem vincada é mesmo no IMPE. E foi, talvez, graças a essa filosofia de formação técnica rigorosa e criativa que o Pilão sempre esteve na vanguarda do ensino, tendo, ao contrário do Colégio, sido agraciada com a criação dos Cursos Superiores Politécnicos, hoje Bacharelatos (Engenharia Mecânica; Eng. Electrónica e Telecomunicações; Eng. de Sistemas de Potência; Contabilidade e Administração). A formação superior era uma necessidade e foi concretizada, abrindo assim uma via para um caminho não-militar mas cumprindo sempre o ideal do General António Correia Barreto de "formar cidadãos uteis á patria". E não é raro encontrar Pilões nos mais altos cargos quer de empresas , quer do Estado. Ainda assim, nos últimos anos, o sonho da Licenciatura 100% pilónica é algo ainda muito forte, apesar dos diversos protocolos de entrada directa para conclusão bi-etápica de licenciatura assinado com diversas instituições do Instituto Politécnico de Lisboa.
O Pilão foi a minha casa de 1990 a 1998, não tendo tirado lá a minha licenciatura (que tirei na Faculdade de Ciências de Lisboa). Foram 8 anos com coisas boas e coisas menos boas, como em todo o lado, mas das quais, felizmente, ficaram muito mais boas memórias. A essa casa devo a minha educação e, raro nestes dias, grande parte da minha formação moral e ética. Quantas escolas cumprem esse desígnio? Educação não é só Instrução e num mundo em que muitos apregoam a gritante falta de valores, o tirar a vida por "dá cá aquela palha", instituições como esta têm e fazem todo o sentido de existirem. Há uns anos atrás (estava eu quase a acabar o curso) não era isso que entendia o Governo, chegando mesmo a ser noticiado que o IMPE iria fechar... e durante 2 ou 3 anos não houve mesmo admissões ao 5º ano. "Porquê", pensaram eles, "ter duas instituições que devem ser a mesma coisa e até estão relativamente perto, geograficamente?" Estavam tão longe da realidade (porque NÃO são nem nunca foram, definitivamente, a mesma coisa)... Mas alertando quem de direito, essa decisão foi revogada e há 2 anos que voltou a haver novos Pilões a correr pelo Instituto.
Encontrei nessa altura má um professor meu do Secundário (que até era também director de curso do Secundário) quando andava ás compras e perguntei-lhe como é que as coisas iam. Tanto ele como a sua mulher deixaram transparecer a sua tristeza, ao dizerem que era uma desolação ver a parada da 1ª secção (onde se leccionam o 2º e 3ºs Ciclos) á hora do lanche quase vazia. Se a mim me doeu eu imagino a eles: afinal, muito antes de eu ter lá entrado já eles aí ensinavam.
O Pilão a isto sobreviveu e a tudo sobreviverá, disso tenho a certeza. É uma casa apaixonante, rica em tradições, edificante em carácter, democrática em essência, fraterna de coração, única no Mundo... uma "casa tão bela e tão ridente, que tem por lema seu: Querer é Poder! Querer é Poder!"
23 de maio de 2006
De molho...
19 de maio de 2006
Sopas...
P.S.- Ah, e o casamento correu muito bem e só graças á geração anterior á minha é que tive um oásis (vide post anterior) assim dos grandes... :)