16 de novembro de 2010

     

Pakkanen puhurin poika
Talven poika hyyelmöinen
jäädät maita jäädät soita,
jäädät kylmiä kiviä,
etpä jäädä ihmismieltä
etpä ihmisen sydäntä!

Et kylmä inehmon mieltä
jäädä et ihmisen syantä
syömmessä on hengen lämpö,
tuli rinnassa ripeä,
povessa palava poltto
valkean vapauden kuume!

Minkä kylmät, virvoittavi
sykkivän sydämmen lämpö,
minkä jäädät, sulattavi
lauluni lakean voima,
poveni palava poltto,
valkean vapauden kuume!
Pakkanen, filho do vento gélido do Norte,
Filho gélido do Inverno,
Gelas as terras, gelas os pântanos,
Gelas as pedras frias,
Mas não podes gelar o espírito humano,
Nem o coração do Homem!

Não podes gelar nem o ânimo das pessoas
Nem os seus corações:
O calor do espírito reside no coração,
E o fogo no peito é lesto,
O peito abriga o coração ardente,
A febre da liberdade pura!

O que quer que geles, será reavivado
Pelo calor do coração palpitante,
O que quer que geles, será descongelado
Pela força inabalável da minha canção,
O meu peito abriga um coração ardente,
A febre da liberdade pura!

  "Não obstante as suas promessas de prazer, fazer amor causa ansiedade a muitas pessoas. Não se trata de um grande desempenho, mas de uma arte que requer uma certa perícia. Essencialmente, trata-se da expressão directa do desejo e da concretização de fantasias associadas aos mais intensos anseios. Podemos não entender ou não ter consciência das origens dos nossos desejos. Alguns actos podem ser importantes para nós - um beijo, uma carícia, um suspiro, um som -, embora não saibamos porquê. Nunca nos interrogamos acerca dos motivos dos nossos gostos particulares que, no entanto, podem ser só nossos. É possível que não venham descritos num manual de sexo ou que nos preocupemos com a possibilidade de serem perversões. O medo surge naturalmente quando damos alguma rédea aos nossos desejos, porque não é fácil confiar neles.
  Revelar o corpo também é revelar a alma, porque o corpo é a alma. Permitir que o corpo seja visto na sua nudez, que seja tocado e abraçado, é revelar a alma em toda a sua glória e complexidade. Mas nem sempre é fácil uma exposição tão total. Quem se presta a ser visto assim por outra pessoa, por muito que a ame? Haverá alguém em quem possamos confiar a esse ponto?
  Talvez encontremos alguém com quem estejamos dispostos a tentar esse nível de revelação, devido aos seus atractivos ou àquilo que representa para nós. Podemos desejar apenas conforto e contacto físico ou ansiar por relações sexuais. Fazemos amor e talvez nos mostremos vulneráveis, o que pode ser agradável e satisfazer a nossa atracção e anseios, mas também pode ser inquietante. podemos descobrir, até subliminarmente, que há limites para a nossa confiança, quer em geral quer com aquela pessoa em particular. No sexo, as inibições são tão significativas como as liberdades. [...]"

in Moore, T. et al., "A Noite Escura da Alma", pp 212-213 da ed. portuguesa pela Planeta Editora (trad. Maria Carvalho e Maria Marques)

2 comentários:

Sus disse...

Depois de ler este teu texto, sou obrigada a concordar, uma entrega total de corpo e alma, nem sempre é fácil... mas quando se consegue isso, quando se consegue atingir essa quase perfeição, a satisfação é plena. E o mais dificil é de facto encontrar alguém com que se consiga fazer isso mesmo, sem medo. :)

E ainda acrescento e finalizo com um pequeno texto de Victor Hugo:
"O amor tem uma natureza insaciável. Dai a ele a felicidade e ele vos pedirá o paraíso. Dai-lhe o paraíso e ele vos exigirá o céu. O amor tem criancices, as outras paixões têm pequenezas. Se o amor vos faz sofrer, amai ainda mais; morte de amor é vida. Redução de uma criatura, dilatação de uma criatura até Deus, eis definido o amor. O amor é uma saudação dos anjos aos astros. O amor puro engrandece as almas; e quem sabe amar, sabe morrer. Amar e ser amado, não desejeis nada além disso. Não há como achar nenhuma pérola semelhante ao amor nas escuras dobras da vida. Infeliz de quem só tiver amado corpos, aparências, pois tudo a morte lhe tomará; amai as almas, se após a morte as quereis encontrar."

Beijos!

Sofia disse...

Mas se nos assumirmos sabendo que somos todos iguais apesar de diferenças... não vejo qual o problema de mostrar o corpo, quando a alma está nua... As tantas quase que nem se vê o corpo, sente-se muito mais que isso... Nem qual o problema de assumir o que quer que seja: querer um abraço sem tempo, seduzir, ser seduzida, ter sexo, ou simplesmente amar também no plano material...
Claro que há duas (pelo menos) coisas diferentes: ter vontade de usar o corpo ou exprimir o amor, e pode ser cumulativo eheh Mas que faz bem (e é importante) à saude, desde que não haja conflito corpor/alma, faz...
Em tudo, as nossas inibições e liberdades reflectem intrinsicamente a nossa forma de ser e estar. Mas no sexo as sensações são mais viscerais, mais claras e dificeis de disfarçar ou ignorar...
Ah... é fogo que arde sem se ver, a febre da liberdade pura (indomável)!
Beijos!