Hoje estive com uma amiga minha que já nao via ha muito tempo. Soube muito muito bem! Sabe sempre bem rever pessoas de um passado cada vez mais distante, sentir que o tempo não passou, que se conversa como se ainda ontem estivessemos estado juntos...
Infelizmente, no meio de risadas e de conversas triviais, o tema central não era propriamente feliz. Não o vou, obviamente, revelar, mas a verdade subjacente é a da felicidade inerente e do que fazer quando essa felicidade está, erradamente, indexada ao que realmente importa: o nosso Eu, a Alma, o Interior. Soa a egoista? Respondam-me então, se não formos nós a viver a nossa vida, quem o fará? A Felicidade (conceito tão vago) é algo que só depende de nós. Nós a atraimos, nós a repelimos. Factores externos sempre existiram e sempre existirão, certamente, mas se estivermos consolidados em nós e cientes do que verdadeiramente somos, saberemos por as coisas em perspectiva e, assim, diminuir o possivel sofrimento tantas vezes desnecessário... no final, e no essencial, tudo se resume a isto: AMEM-SE, por favor (a vós mesmos)! Contra mim falo, certamente, porque quantas vezes me esqueço disto, no calor das situações... e, se calhar também, por saber desta verdade essencial é que reclamo tanto :)
22 de outubro de 2007
14 de outubro de 2007
"To be, or not to be, that is the Question:
Whether 'tis Nobler in the minde to suffer
The Slings and Arrowes of outragious Fortune,
Or to take Armes against a Sea of troubles,
And by opposing end them: to dye, to sleepe
No more; and by a sleepe, to say we end
The Heart-ake, and the thousand Naturall shockes
That Flesh is heyre too? 'Tis a consummation
Deuoutly to be wish'd. To dye to sleepe,
To sleepe, perchance to Dreame; I, there's the rub,
For in that sleepe of death, what dreames may come,
When we haue shuffel'd off this mortall coile,
Must giue vs pawse. There's the respect
That makes Calamity of so long life:
For who would beare the Whips and Scornes of time,
The Oppressors wrong, the poore mans Contumely,
The pangs of dispriz'd Loue, the Lawes delay,
The insolence of Office, and the Spurnes
That patient merit of the vnworthy takes,
When he himselfe might his Quietus make
With a bare Bodkin? Who would these Fardles beare
To grunt and sweat vnder a weary life,
But that the dread of something after death,
The vndiscouered Countrey, from whose Borne
No Traueller returnes, Puzels the will,
And makes vs rather beare those illes we haue,
Then flye to others that we know not of.
Thus Conscience does make Cowards of vs all,
And thus the Natiue hew of Resolution
Is sicklied o're, with the pale cast of Thought,
And enterprizes of great pith and moment,
With this regard their Currants turne away,
And loose the name of Action. [...]"
Hamlet, Act III, Scene IV
No belo "Olde Aenglish"... se nao perceberem, repitam em voz alta que chegam lá... e pensem no que ele diz...
Whether 'tis Nobler in the minde to suffer
The Slings and Arrowes of outragious Fortune,
Or to take Armes against a Sea of troubles,
And by opposing end them: to dye, to sleepe
No more; and by a sleepe, to say we end
The Heart-ake, and the thousand Naturall shockes
That Flesh is heyre too? 'Tis a consummation
Deuoutly to be wish'd. To dye to sleepe,
To sleepe, perchance to Dreame; I, there's the rub,
For in that sleepe of death, what dreames may come,
When we haue shuffel'd off this mortall coile,
Must giue vs pawse. There's the respect
That makes Calamity of so long life:
For who would beare the Whips and Scornes of time,
The Oppressors wrong, the poore mans Contumely,
The pangs of dispriz'd Loue, the Lawes delay,
The insolence of Office, and the Spurnes
That patient merit of the vnworthy takes,
When he himselfe might his Quietus make
With a bare Bodkin? Who would these Fardles beare
To grunt and sweat vnder a weary life,
But that the dread of something after death,
The vndiscouered Countrey, from whose Borne
No Traueller returnes, Puzels the will,
And makes vs rather beare those illes we haue,
Then flye to others that we know not of.
Thus Conscience does make Cowards of vs all,
And thus the Natiue hew of Resolution
Is sicklied o're, with the pale cast of Thought,
And enterprizes of great pith and moment,
With this regard their Currants turne away,
And loose the name of Action. [...]"
Hamlet, Act III, Scene IV
No belo "Olde Aenglish"... se nao perceberem, repitam em voz alta que chegam lá... e pensem no que ele diz...
9 de outubro de 2007
Para os que ficaram espantados com o meu ultimo post contra-corrente, devo dizer que tudo o que me leva a escrever como escrevi não se deve a um dia ou outro mau. Deve-se a muita muita coisa... Felizmente os meus olhos parece que andam a escolher ver o que é preciso e por isso é que, se calhar, pode parecer que insisto em ver as coisas de uma forma em vez de outra... A questão aqui é que eu vejo as duas formas. E chateia-me que, sabendo que há coisas que podiam ser bem melhores, não o sejam... Não é insistir em olhar pro escuro, é ficar irritado com os escuros que estragam a paisagem... mas, apesar de tudo, estes escuros têm todos lugar no mundo... o meu problema é quando eles estão mal distribuidos, sobretudo por quem nao merece... (um bocado a filosofia "not in my backyard!")
Ainda hoje, houve uma esperta alminha que se atreveu a mandar vir comigo sem ter necessidade/justificação... Após uma cena assaz desagradavel, afastei-me placidamente e percebi que essa senhora, mais cedo ou mais tarde, vai ter a resposta para a atitude que tem... Mas fiquei indignado, mais do que com a atitude, com o facto de ela mandar postas de pescada sobre a minha maneira de ser sem nunca antes me ter visto... O problema do preconceito é um problema que pode ser grave visto que tem raízes, não só no ambiente em que a pessoa foi criada, mas na sua propria maneira de ser, inata. Fico possuido quando vejo pessoas assim mas imediatamente lembro-me que elas são apenas o que escolheram ser. De qualquer forma essa maneira de ser facultar-lhes-á imensas lições ás mãos de outros não tão indulgentes como eu... Mas são este tipo de coisas que, consecutivamente me vão acontecendo e, para as quais, eu vou começando a dizer "chega!" porque têm sido mesmo, mesmo demais. E como estas, muitas outras...
Esclarecidos? ;)
Ainda hoje, houve uma esperta alminha que se atreveu a mandar vir comigo sem ter necessidade/justificação... Após uma cena assaz desagradavel, afastei-me placidamente e percebi que essa senhora, mais cedo ou mais tarde, vai ter a resposta para a atitude que tem... Mas fiquei indignado, mais do que com a atitude, com o facto de ela mandar postas de pescada sobre a minha maneira de ser sem nunca antes me ter visto... O problema do preconceito é um problema que pode ser grave visto que tem raízes, não só no ambiente em que a pessoa foi criada, mas na sua propria maneira de ser, inata. Fico possuido quando vejo pessoas assim mas imediatamente lembro-me que elas são apenas o que escolheram ser. De qualquer forma essa maneira de ser facultar-lhes-á imensas lições ás mãos de outros não tão indulgentes como eu... Mas são este tipo de coisas que, consecutivamente me vão acontecendo e, para as quais, eu vou começando a dizer "chega!" porque têm sido mesmo, mesmo demais. E como estas, muitas outras...
Esclarecidos? ;)
7 de outubro de 2007
Na profunda dualidade que somos todos nós, momentos há por vezes em que nos sentimos unicos, unos em nós, sem qualquer margem para dúvidas daquilo que somos e daquilo que seremos... Ultimamente digo que me tenho sentido tudo menos uno. Sinto-me estilhaçado por dentro, sem qualquer tipo de orientação, com quereres demais a surgirem-me dentro da mente e da alma, esforçando-me quase subliminarmente serenar-me para que a minha mente nao siga o rumo do que sinto emocionalmente... mil pedaços, mil destinos, mil quereres, um tudo de nada feito... Gostaria de poder explanar concretamente o que sinto, os “sintomas” digamos, mas não é fácil ou, pelo menos, são demasiado extensos e sensíveis para que fale deles... Estou num sítio que sempre me aliviou e que, desta feita, continua a ter o mesmo efeito “terapêutico”... sempre desejei aqui escrever qualquer coisa, inspirado pela atmosfera e levado pela intuição... Tenho andado prestes a rebentar com tanta indignação, revolta e dor do que vejo à minha volta... Ninguém disse que ia ser assim tão dificil... Nestas alturas tento manter em mente que posso ter o pavio curto e que muitissima mais gente há que deve ter razões para se queixar... Mas esta é a MINHA vida e como também não são os outros que a vão viver por mim, acho que sim, que devo manter a minha perspectiva das coisas. Sim, estou revoltado porque a minha vida não é minimamente aquilo que eu espero que seja, sem um mínimo de justiça tendo em conta aquilo que sou e aquilo que outros á minha volta são... OK, talvez tenha escolhido esta vida para mim, desta forma... se o fiz, é porque tenho de aprender com isso e, sobretudo, a dar a volta por cima... Mas, e sendo estes tempos em que pouco ou nenhumas razões tenho para acreditar nisso, devo explanar (em todo o seu esplendor/negritude) a minha revolta. Eu mereço mais! Pessoas muito piores do que eu (verdadeiros répteis, mas quem sou eu para julgar) vivem á grande e safam-se ainda melhor! Pessoas que tratam as outras como lixo e que continuam a ter material para processar e continuar a torná-las lixo! Eu não faço isso, nunca pedi nem vi assim as pessoas, não roubo, não minto, mato-me a trabalhar, a tentar ajudar e no fim... nada... a mesma existência mísera de sempre, sempre a mesma rotina, sem emoção, sem diferença, sem nada...acordo, como, falo, rio, choro da mesma forma de todos os dias, numa existência presa num ciclo, num absurdo que não sei como quebrar... A todos aqueles que, por algum motivo, desejaram tal facto, parabens, conseguiram que os vossos desejos se tornassem realidade. Sou infeliz, talvez de uma forma que poucos possam considerar válida, mas suficientemente dolorosa para me sentir a afogar como se me tivessem calçado uns sapatinhos de cimento e, pluft!, lá pra dentro que é isso é que tu mereces... Se estiver a ser Calimero, que seja, sou eu, sao os meus sentimentos e isso é que importa... Há alturas assim na vida de todos mas há também alturas em que a coisa ja dura tempo a mais e agora só me apetece dizer CHEGA! Chega de gozar comigo, chega de serem falsos, chega de brincar com os sentimentos, chega de mentir, CHEGA! E não me digam que estou a receber o que dei porque isso só revela que, no fundo, pertencem ao grupo dos que não me conhecem, nem se interessam por conhecer... Podem chamar-me arrogante, inflexível, frio e que vou ficar sozinho (e sim, isso é um problema pra mim) mas pelo que tenho recebido acho que não posso continuar a virar boa cara, é demais... E, posto isto, vamos á vida porque ela não espera por ninguém!...
2 de outubro de 2007
Na minha ronda diária pelos blogs deste país, fui surfando e saltitando de blog em blog e tenho visto coisas do arco-da-velha... ha pessoas para tudo, para saber de tudo, para fazer de tudo e para escrever de tudo... essa é a grande virtude do mundo cibernético: poder falar tudo aquilo que se quer, como se quer e quando se quiser... Tenho visto blogs extremamente simples, outros com uma prosa que, na melhor tradição de Saramago, será preciso cursar Letras (ou Português A Plus +) para se compreender o sentido e o porquê de tal escrita... o que é que certas pessoas querem dizer quando escrevem o que escrevem... querem exteriorizar o que escrevem ou querem dar ares de superioridade, que sabem ser tão complexos que nem vale a pena ler duas vezes e reflectir. Eu chamo a isto "fazerem das pessoas parvas". De que vale escrever-se o que quer que seja se os outros nao vão compreender? E já nem falo das fotos ou videos que publicam...
Mas é possivel ser também profundamente claro e, mesmo assim, não nos entenderem... muito me questionei eu sobre esse facto, o porquê de tamanha cegueira na interpretação do que se escreve... cheguei á conclusão que não é propositada, que depende meramente da maneira de ser de cada um, da maneira que cada um escolheu para entender o que o rodeia... Mas isso tem sido algo que me tem angustiado há já muito tempo: a comunicação entre iguais (que, supostamente, o somos). Podemos ser o mais claros possíveis a falar directamente com outra pessoa mas, por virtude da nossa "cegueira" (isto está muito saramaguesco, e eu que nem cheguei a acabar o Evangelho do JC, isto ha alguns muito bons anos...), podemos estar a intuir exactamente o contrário. Por isso, deixo a questão no ar, porquê falar-se, porquê tentar comunicar se, mesmo quando explicamos as coisas tipo B-A-BA, o outro lado NUNCA irá compreender mas, simples e só, vislumbrar o conteudo, imediatamente remetendo-o e moldando-o á sua realidade... No momento máximo de simpatia, diz-se: "estou a perceber", mas é a maior das mentiras, só se percebem as palavras e raramente, ou nunca, o conteúdo... epo menos como nós o sentimos ou intuímos... É algo angustiante, pensar que podemos passar a nossa vida por este mundo sem que ninguem nos entenda... é o mais provável, até.
Lembrei-me agora, isto foi muito á Kant, não foi? Quem sabe (e nao estou a querer julgar-me tanto como esse génio, nem pouco mais ou menos!) se não foi esse mesmo problema que o levou a escrever essa loucura que é a Critica da Razão Pura...
Mas é possivel ser também profundamente claro e, mesmo assim, não nos entenderem... muito me questionei eu sobre esse facto, o porquê de tamanha cegueira na interpretação do que se escreve... cheguei á conclusão que não é propositada, que depende meramente da maneira de ser de cada um, da maneira que cada um escolheu para entender o que o rodeia... Mas isso tem sido algo que me tem angustiado há já muito tempo: a comunicação entre iguais (que, supostamente, o somos). Podemos ser o mais claros possíveis a falar directamente com outra pessoa mas, por virtude da nossa "cegueira" (isto está muito saramaguesco, e eu que nem cheguei a acabar o Evangelho do JC, isto ha alguns muito bons anos...), podemos estar a intuir exactamente o contrário. Por isso, deixo a questão no ar, porquê falar-se, porquê tentar comunicar se, mesmo quando explicamos as coisas tipo B-A-BA, o outro lado NUNCA irá compreender mas, simples e só, vislumbrar o conteudo, imediatamente remetendo-o e moldando-o á sua realidade... No momento máximo de simpatia, diz-se: "estou a perceber", mas é a maior das mentiras, só se percebem as palavras e raramente, ou nunca, o conteúdo... epo menos como nós o sentimos ou intuímos... É algo angustiante, pensar que podemos passar a nossa vida por este mundo sem que ninguem nos entenda... é o mais provável, até.
Lembrei-me agora, isto foi muito á Kant, não foi? Quem sabe (e nao estou a querer julgar-me tanto como esse génio, nem pouco mais ou menos!) se não foi esse mesmo problema que o levou a escrever essa loucura que é a Critica da Razão Pura...
22 de setembro de 2007
A Época está a chegar... O que é a Época, perguntam vocês? A Época (que não a de caça) é a altura do ano em que mais prazer tenho em ir passear... as condições ficam reunidas: luz, calor e transito (pouco)... Parto á descoberta de qualquer coisa, de um sítio novo, perto ou longe... Hoje acordei assim, com a sensação brutal, avassaladora que a Época está a chegar... a luz hoje indica-me isso... fui á janela mas, no entanto, a temperatura ainda nao estava certa... ainda faz calor a mais... Parecia um paradoxo, acordar assim tão activo, tão estimulado, como que a olhar as coisas de uma maneira contrastante com a maneira como as via ontem e depois, abri a janela e vi que não era assim, que a diferença para ontem nao era, sensivelmente, nenhuma... No entanto continuo a sentir as coisas da mesma maneira como quando acordei... basta fechar os olhos e sentir as coisas... Não sei o que se passou durante a noite (sei com o que sonhei e foi bem estranho) mas hoje... :)
"Now I've been happy lately,
Thinking about the good things to come,
And I believe it could be,
Something good has begun..."
Cat Stevens, 1971
"Now I've been happy lately,
Thinking about the good things to come,
And I believe it could be,
Something good has begun..."
Cat Stevens, 1971
17 de setembro de 2007
Quero responder ao sr. Gee Dubya Bush!
"...agradecer o facto do povo portugues apoiar a causa do povo iraquiano e do Afeganistão pela liberdade!"
Ó Bushas! Burro do ca%*lho!!! Read it loud and clear!!!! WE DON'T SUPPORT YOUR CAUSE!!! WE DON'T GIVE A FUCKING SHIT FOR YOUR FREEDOM CAUSE!!! GET THE FUCK OUTTA IRAQ NOW!!!
E quanto a ti Socrates, se pegasses nas tuas sapatilhas de ballet e fosses pra tua terra correr a pegar num arado e numa junta de bois (da tua raça) para ganhar com o teu insignificante suor a vida (em vez de andar a beijar o cu a burros), mesmo assim acho que não saberás que é para esse cenário que nos estás a levar... Ganha juizo ó palhaço!!
Acabei de utilizar a minha Liberdade de Expressão! Agora processa-me como fizeste ao outro!
"...agradecer o facto do povo portugues apoiar a causa do povo iraquiano e do Afeganistão pela liberdade!"
Ó Bushas! Burro do ca%*lho!!! Read it loud and clear!!!! WE DON'T SUPPORT YOUR CAUSE!!! WE DON'T GIVE A FUCKING SHIT FOR YOUR FREEDOM CAUSE!!! GET THE FUCK OUTTA IRAQ NOW!!!
E quanto a ti Socrates, se pegasses nas tuas sapatilhas de ballet e fosses pra tua terra correr a pegar num arado e numa junta de bois (da tua raça) para ganhar com o teu insignificante suor a vida (em vez de andar a beijar o cu a burros), mesmo assim acho que não saberás que é para esse cenário que nos estás a levar... Ganha juizo ó palhaço!!
Acabei de utilizar a minha Liberdade de Expressão! Agora processa-me como fizeste ao outro!
16 de setembro de 2007
Vi isto noutro blog a que fui parar (Fuck with my brain) e achei piada!
7 coisas que tenho de (quer dizer, é mais "gostaria de...", tenho é muito radical...) fazer antes de morrer:
- Viver na Noruega
- Escrever um album de musica
- Ir à Antartida
- Compreender as pessoas
- Formar uma família
- Sentar-me à beira do Lago Constance a ouvir Grieg
- Serenar-me internamente
7 coisas (pessoas) que mais gosto:
- Música
- Dias cinzentos
- Conduzir
- Ir á Peninha
- Ir á praia no Inverno
- Conhecer pessoas
- Conhecer-me
7 prazeres futeis (ou então não):
- Dormir
- Brincar
- Tocar (ou tentar tocar) música
- Falar pelos cotovelos, divagar
- Tocar "air guitar" e "air drums"
- Partir sem rumo
- Olhar nos olhos dos outros
7 coisas que mais digo:
- Dasssss!!!
- Só na onda da amizade...
- Tipo...
- Isso é do mai' rico!...
- Meeeeen...
- Fraude!...Isso é algo fraudulento!...
- Ó pá!!!
7 coisas que faço bem (esta é a mais dificil, devia ser "7 coisas em que me desenrasco"):
- Ouvir as pessoas
- Fazer pensar as pessoas
- Alegrar as pessoas
- Entristecer as pessoas
- Dar conselhos
- Guardar segredos
- Dormir
7 coisas que não faço ou não sei fazer:
- Disfarçar o que sinto
- Gabar-me
- Tocar musica bem
- Levantar-me bem disposto
- Fugir das situações
- Magoar alguem de propósito
- Pactuar com injustiças
7 coisas que não gosto:
- Injustiça
- Mentira
- Dor
- Faltas de respeito
- Cortes á ultima da hora
- Pessoas que se fecham em si mesmas
- Música mal feita ou mal tocada
Parece impossivel mas isto é bem dificil de se fazer... se nao acreditam, experimentem! :)
7 coisas que tenho de (quer dizer, é mais "gostaria de...", tenho é muito radical...) fazer antes de morrer:
- Viver na Noruega
- Escrever um album de musica
- Ir à Antartida
- Compreender as pessoas
- Formar uma família
- Sentar-me à beira do Lago Constance a ouvir Grieg
- Serenar-me internamente
7 coisas (pessoas) que mais gosto:
- Música
- Dias cinzentos
- Conduzir
- Ir á Peninha
- Ir á praia no Inverno
- Conhecer pessoas
- Conhecer-me
7 prazeres futeis (ou então não):
- Dormir
- Brincar
- Tocar (ou tentar tocar) música
- Falar pelos cotovelos, divagar
- Tocar "air guitar" e "air drums"
- Partir sem rumo
- Olhar nos olhos dos outros
7 coisas que mais digo:
- Dasssss!!!
- Só na onda da amizade...
- Tipo...
- Isso é do mai' rico!...
- Meeeeen...
- Fraude!...Isso é algo fraudulento!...
- Ó pá!!!
7 coisas que faço bem (esta é a mais dificil, devia ser "7 coisas em que me desenrasco"):
- Ouvir as pessoas
- Fazer pensar as pessoas
- Alegrar as pessoas
- Entristecer as pessoas
- Dar conselhos
- Guardar segredos
- Dormir
7 coisas que não faço ou não sei fazer:
- Disfarçar o que sinto
- Gabar-me
- Tocar musica bem
- Levantar-me bem disposto
- Fugir das situações
- Magoar alguem de propósito
- Pactuar com injustiças
7 coisas que não gosto:
- Injustiça
- Mentira
- Dor
- Faltas de respeito
- Cortes á ultima da hora
- Pessoas que se fecham em si mesmas
- Música mal feita ou mal tocada
Parece impossivel mas isto é bem dificil de se fazer... se nao acreditam, experimentem! :)
13 de setembro de 2007
Estava agora a ver o "Silencio dos Inocentes" pela enésima vez mas esta foi a primeira desde que vi o "Hannibal", o "Red Dragon", a sequela e a prequela, respectivamente, e a pre-prequela "Hannibal Rising"... Dei por mim, então, a reparar na maneira como estava a ver o filme... Não foi tanto por ter visto os filmes da trilogia mas mais por ter visto o Rising... Aquele filme muda absolutamente tudo... do objecto de misterio que é Hannibal Lecter, depois do filme passamos a ver Hannibal Lecter o justificado... não o inocente, obvio... Nada pelo que ele tenha passado quando criança justifica as suas atitudes homicidas, se bem que, no fundo, ele nao deseja nada menos do que nós desejamos muitas vezes: respeito e uma boa lição para que é... mal-educado... O problema é que ele não se contem... é uma mente brilhante mas traumatizada e retorcida... Hannibal Lecter é a nossa hiperbole mais rebuscada, é o nosso melhor e o nosso pior... Lembro-me de encarar a Clarice como a "heroina" e agora acho-a uma autentica simploria, com alguma artimanha apesar de tudo... Estou a ver a cena que justifica o título do filme, a parte em que ela confessa a razao da sua fuga da quinta e, percebe-se logo, razao ultima da sua entrada para o FBI..."Clarice!!... Avise-me quando esses cordeiros ficarem em silencio..."... Hannibal consegue tudo o que quer, porque é o que de mais inteligente existe no ser humano... a sua vantagem, como sempre (e em jeito de antecipação da era que viria surgir), é a informação - informação que poucos neste mundo querem realmente saber: ele conhece o ser humano. As vidas, as rotinas, as pequenas coisas do dia a dia sao apenas estradas para chegar á essência de cada um... desse ponto, e sob esse ponto de vista, ele passa a ser juiz, júri e carrasco (avalia, julga/sentencia e executa), mais uma vez, um sonho (ou pesadelo) de qualquer um... poderá ser isso que nos atrai nesta série de filmes mas que também nos repugne... A informação, assim e como sempre, pode ser usada para o bem ou para o mal... neste filme tudo se confunde, antes, tudo é ambíguo, tudo tem duas cabeças... quem é o bom, quem é o mau?... Neste filme, Clarice é incrivelmente "cinzenta", nao se enquadra em nenhuma das facções, se bem que o seu ardil na pseudo-proposta (um mobil para começar a fazer falar Hannibal) é uma mentira (algo mau) mas feito a bem... quanto mais rápido as pessoas julgarem os personagens pelas situações imediatas, mais rapidamente se enganam... quanto maior o erro, maior a queda, e a grande ironia (diante a "trilogia+1"... pronto, a tetralogia... se bem que...) é a vida de Hannibal... a grande "chapada" vem no ultimo filme feito (que nao deve ter sido por acaso a ser o ultimo, a "chave")...
Como em tudo na vida, é preciso ver as coisas como aconteceram ao longo do tempo... não é por acaso que temos memória e capacidade de projecção para o futuro... há que ver a história toda, se queremos compreender o melhor possivel, ver a "wider picture"... essa é, quanto a mim, a maior lição deste conjunto de filmes... quantas vezes não a esquecemos?...
Como em tudo na vida, é preciso ver as coisas como aconteceram ao longo do tempo... não é por acaso que temos memória e capacidade de projecção para o futuro... há que ver a história toda, se queremos compreender o melhor possivel, ver a "wider picture"... essa é, quanto a mim, a maior lição deste conjunto de filmes... quantas vezes não a esquecemos?...
11 de setembro de 2007
Durante as minhas divagações por blogs deste país, dei comigo a pensar "é pá, adorava ter piada como este gajo..."... Ideia consequente, lembrei-me de escrever as coisas que gostava de ser ou de fazer...
Gostava de ter um sentido de humor acutilante, gostava de ser um génio (qual deles nao sei), gostava de saber desenhar com um estilo único, gostava de voar, gostava de ser telepata, gostava (ás vezes) de ser mosquinha, gostava de poder compreender tudo o que me dizem como se eu fosse a propria pessoa, gostava de estar aqui e noutro lugar, gostava de poder atravessar o oceano a nado, gostava de poder ver todos em paz, gostava de ver o que está do "outro lado", gostava de poder apreciar (ou pelo menos ter paciência para) todos os vegetais e fruta (infelizmente, tal nao acontece...), gostava de tocar como o Charlie Parker ou o John Coltrane, gostava de viver da música, gostava de poder fazer um horário á minha maneira, gostava de viver na Noruega, gostava de poder estalar os dedos e ter o trabalho feito (só se não fosse musico, caso em que o proprio trabalho é um prazer), gostava de poder guardar comigo todos os cheiros bons que ja senti, gostava de congelar momentos, gostava que os Dream fossem meus amigos, gostava de ser sempre criança (e viva o Peter Pan!) para poder acordar todos os dias e não pensar no que é que ia fazer - improviso!, gostava de dar ao Gilberto Gil "aquele abraço", gostava de encontrar os meus colegas da primária todos de novo, gostava de amar tanto quanto quem me ama...
...a esta hora sao os que me lembro... nada mau!
Gostava de ter um sentido de humor acutilante, gostava de ser um génio (qual deles nao sei), gostava de saber desenhar com um estilo único, gostava de voar, gostava de ser telepata, gostava (ás vezes) de ser mosquinha, gostava de poder compreender tudo o que me dizem como se eu fosse a propria pessoa, gostava de estar aqui e noutro lugar, gostava de poder atravessar o oceano a nado, gostava de poder ver todos em paz, gostava de ver o que está do "outro lado", gostava de poder apreciar (ou pelo menos ter paciência para) todos os vegetais e fruta (infelizmente, tal nao acontece...), gostava de tocar como o Charlie Parker ou o John Coltrane, gostava de viver da música, gostava de poder fazer um horário á minha maneira, gostava de viver na Noruega, gostava de poder estalar os dedos e ter o trabalho feito (só se não fosse musico, caso em que o proprio trabalho é um prazer), gostava de poder guardar comigo todos os cheiros bons que ja senti, gostava de congelar momentos, gostava que os Dream fossem meus amigos, gostava de ser sempre criança (e viva o Peter Pan!) para poder acordar todos os dias e não pensar no que é que ia fazer - improviso!, gostava de dar ao Gilberto Gil "aquele abraço", gostava de encontrar os meus colegas da primária todos de novo, gostava de amar tanto quanto quem me ama...
...a esta hora sao os que me lembro... nada mau!
8 de setembro de 2007
Nao sei porque está-me a apetecer escrever sobre este final de tarde... estou sentado na minha varanda, a ver o sol a desaparecer por detrás dos montes que se vêem na paisagem circundante a minha casa... Hoje o tempo esteve nostálgico, chego mesmo a dizer carinhoso... a Luz cuja presença se fez sentir hoje, ligeiramente coberta por uma névoa dava uma sensação de Paz e conforto...tempo ideal, portanto, para escrever... com este tempo, lembranças do passado, de tempos muito bons passam-me pela cabeça... lembranças da infancia, lembranças de fim de férias, lembranças mais recentes também, porque, e tenho de o admitir, nem só na minha infância passei por bons momentos... O sol que desaparece por hoje bate-me suavemente na cara... queria mais... mais destas sensações, mais desta luz, mais destes dias... A cidade estende-se aos meus pés, no seu pulsar costumeiro mas mais relaxado... afinal, apercebam-se ou não, todo este ambiente acaba por influenciar as pessoas e tudo se faz com muito mais calma... é a hora do regresso, é a hora do recolher... oiço as pessoas a chamar pelos filhos para virem jantar (ha tanto tempo que não ouvia isto)... prepara-se a noite, essa que nos seus mistérios traz todos os sonhos que queremos e que não queremos... respiro fundo... sabe bem estar em paz com o que nos rodeia, sabe bem estar em paz com a Luz, sabe bem senti-la connosco... o melhor de tudo é que, mesmo recolhendo-me para tudo o resto o que tenho que fazer, tudo isto está comigo... hoje, no Jogo, os dados sairam-me bem...
6 de setembro de 2007
Correndo o risco de ser "banal", e sendo eu músico (ou tento sê-lo), acho que devo dedicar um post à Voz... Sim, ele era a Voz, sim, ele será sempre a Voz... cantava como nenhum outro, encantava como poucos encantaram... quando eu penso em tenor, penso nele... Não gosto de ópera, acho até que, de todas as formas de música (que não a é só) é a mais incompreensível e obtusa... mas no meio de tanta gritaria, uma Voz houve que fazia Música.. e isso, a meu ver, é muito difícil... Assim, aqui fica a minha simples homenagem ao "Maestro" Luciano Pavarotti... Que a sua voz ecoe pelos séculos fora!
3 de setembro de 2007
Quero falar de tanta coisa mas não consigo... queria ter mil bocas pra falar mas não as tenho... queria ter mil braços para fazer mil coisas e so tenho dois... queria mil corações para poder amar e só tenho um... one shot... só tenho dois olhos na cara para ver o que está à minha volta e uma mente já em sobre-rotação que não para, nunca para, dia e noite, de pensar no que não deve... milhentas ideias que me vêm à cabeça do que foi, do que é, do que poderia ser, do que poderá ser... não há controlo nenhum sobre o mundo, sobre o que se passa, nada é seguro, nada é certo... é uma noite que corre, um sorriso volátil, uma lagrima escondida, uma vida e um espírito que nos perpassa... tento agarrar o agora e escapa-se-me entre os dedos em gotas de instantes... alguma coisa há que permaneça? Avanço, sem saber para onde vou ou ao que vou, porque, de tudo, é do passado que me quero livrar para viver o futuro...
27 de agosto de 2007
Fui, recentemente, ver a exposição do World Press Photo '07. A ideia que eu tinha antes de ir para lá era completamente diferente da ideia com que fiquei depois de sair de lá... Mas não vou falar da qualidade técnica das fotos (não sou ninguém para isso), limitando-me apenas a dizer que, de facto, quem é pro é pro!...
Quis ir á exposição com o sentido de ver no material aqueles ínfimos de alma que se conseguem captar por quem a paixão tem pela fotografia, acreditando piamente que, com uma máquina, se podiam cumprir (aproximadamente) os medos dos primeiros tempos da arte: não se deixar fotografar com medo que a alma lhes fosse roubada... Mas eu não queria isso... só queria que a alma das coisas, das pessoas, dos acontecimentos, naqueles instantes, ficasse captada... queria ver se isso era, de facto, possível... O facto de serem tiradas por profissionais da informação levava-me, no entanto a pensar que o seu objectivo poderia ser tirar uma imagem simbólica e imediata, e não uma imagem profunda (que poderá incluir o simbolismo)... a velocidade do mundo da informação com certeza não tem contemplações pela profundidade da alma, pensei eu... No entanto, a esperança é a ultima a morrer e aí fui...
Entrei na exposição e logo à primeira foto percebi que tudo aquilo que eu esperava, e mais, ser-me-ia mostrado... A exposição abria com uma foto sobre os dias de conflito há uns tempos no Líbano... a foto parecia o "Guernica" do Picasso... diferentes estados de espírito estavam retratados na mesma, desde a impassividade e concentração, passando pela tristeza e choque, á resignação do "olha, já está, já está..."... Segui a exposição e outras realidades foram mostradas, desde fotos instantâneas que me pareceram autênticos quadros compostos até momentos capturados que pediam meças aos melhores tecnicos de Hollywood...
E as pessoas?... Sim, as pessoas... e a alma humana?... também a havia lá, muitas vezes dissimulada por um "n" de factores envolventes que, se lhes fosse dada muita atenção, rapidamente passariam de "moldura" a "tema central"... a força, a garra, a tristeza, a alegria, a ternura, o espanto, a ânsia, a apreensão, muitas muitas mais... sim, vi a alma humana nas fotos, independentemente da sua cultura ou raça, estava escrita em cada curva, cada variação de luz, em cada olhar, em cada gesto congelado no tempo por uma objectiva, as mesmas emoções em pessoas e situações separadas por milhares de quilometros... tiveram as fotos o mérito de mostrar a alma, o movimento, o passado, o presente e o futuro próximo, o fugaz e a eternidade... melhor seria retratar também aquilo que uma pessoa "é" mas para isso seria necessário não uma, antes um album inteiro de fotos como aquelas... e mesmo assim tenho quase a certeza que não chegariam...
Quis ir á exposição com o sentido de ver no material aqueles ínfimos de alma que se conseguem captar por quem a paixão tem pela fotografia, acreditando piamente que, com uma máquina, se podiam cumprir (aproximadamente) os medos dos primeiros tempos da arte: não se deixar fotografar com medo que a alma lhes fosse roubada... Mas eu não queria isso... só queria que a alma das coisas, das pessoas, dos acontecimentos, naqueles instantes, ficasse captada... queria ver se isso era, de facto, possível... O facto de serem tiradas por profissionais da informação levava-me, no entanto a pensar que o seu objectivo poderia ser tirar uma imagem simbólica e imediata, e não uma imagem profunda (que poderá incluir o simbolismo)... a velocidade do mundo da informação com certeza não tem contemplações pela profundidade da alma, pensei eu... No entanto, a esperança é a ultima a morrer e aí fui...
Entrei na exposição e logo à primeira foto percebi que tudo aquilo que eu esperava, e mais, ser-me-ia mostrado... A exposição abria com uma foto sobre os dias de conflito há uns tempos no Líbano... a foto parecia o "Guernica" do Picasso... diferentes estados de espírito estavam retratados na mesma, desde a impassividade e concentração, passando pela tristeza e choque, á resignação do "olha, já está, já está..."... Segui a exposição e outras realidades foram mostradas, desde fotos instantâneas que me pareceram autênticos quadros compostos até momentos capturados que pediam meças aos melhores tecnicos de Hollywood...
E as pessoas?... Sim, as pessoas... e a alma humana?... também a havia lá, muitas vezes dissimulada por um "n" de factores envolventes que, se lhes fosse dada muita atenção, rapidamente passariam de "moldura" a "tema central"... a força, a garra, a tristeza, a alegria, a ternura, o espanto, a ânsia, a apreensão, muitas muitas mais... sim, vi a alma humana nas fotos, independentemente da sua cultura ou raça, estava escrita em cada curva, cada variação de luz, em cada olhar, em cada gesto congelado no tempo por uma objectiva, as mesmas emoções em pessoas e situações separadas por milhares de quilometros... tiveram as fotos o mérito de mostrar a alma, o movimento, o passado, o presente e o futuro próximo, o fugaz e a eternidade... melhor seria retratar também aquilo que uma pessoa "é" mas para isso seria necessário não uma, antes um album inteiro de fotos como aquelas... e mesmo assim tenho quase a certeza que não chegariam...
19 de agosto de 2007
..."É giro não é?"...
"Bah, oauis, c'est trop cool! Il y a pas des choses comme ça en France!"...
"Então e as Ardenas?"
"Oh, c'est pas tout a fait comme ça... pas si grand... tout à fait pas si beau... en plus, aux Ardennes on peut sentir la fumée des voitures encore..."
...Vou no carro e sinto a luz... mas o mais estranho são as sensações que tudo isto traz... e pela primeira vez desde há muitos muitos anos, tenho essa sensação estupida da partida, de alguém que vai partir do mundo que me rodeia... uma sensação em tudo semelhante à que eu sentia quando os meus tios e a minha avó partiam para França no final do Verão e eu queria partir com eles para que aqueles dias fossem infindos... será que também quero isso desta vez?
Chamo a esta luz "a luz do adeus"... qualquer coisa que anuncia o fim de um ciclo, curto ou longo, mas um fim de um ciclo... é uma luz nostalgica, uma luz, no entanto, confortante, mas não como aquela luz do por do sol que nos diz "hoje acabou-se, mas amanhã isto continua"... conforta por que é quase uma chamada de atenção para reflectirmos sobre tudo o que vivemos nos ultimos tempos, quase que a dizer "Quem é bom para ti, quem é?"... mas é simplesmente a luz do acabou-se! Como pode isso ser? A luz está associada á presença, à existência, ao que chega e não ao que parte!... Mas sim, eu sinto que também serve esse propósito... Com a luz, tudo é possível... Tenho o meu coração que não me deixa mentir...
"Bah, oauis, c'est trop cool! Il y a pas des choses comme ça en France!"...
"Então e as Ardenas?"
"Oh, c'est pas tout a fait comme ça... pas si grand... tout à fait pas si beau... en plus, aux Ardennes on peut sentir la fumée des voitures encore..."
...Vou no carro e sinto a luz... mas o mais estranho são as sensações que tudo isto traz... e pela primeira vez desde há muitos muitos anos, tenho essa sensação estupida da partida, de alguém que vai partir do mundo que me rodeia... uma sensação em tudo semelhante à que eu sentia quando os meus tios e a minha avó partiam para França no final do Verão e eu queria partir com eles para que aqueles dias fossem infindos... será que também quero isso desta vez?
Chamo a esta luz "a luz do adeus"... qualquer coisa que anuncia o fim de um ciclo, curto ou longo, mas um fim de um ciclo... é uma luz nostalgica, uma luz, no entanto, confortante, mas não como aquela luz do por do sol que nos diz "hoje acabou-se, mas amanhã isto continua"... conforta por que é quase uma chamada de atenção para reflectirmos sobre tudo o que vivemos nos ultimos tempos, quase que a dizer "Quem é bom para ti, quem é?"... mas é simplesmente a luz do acabou-se! Como pode isso ser? A luz está associada á presença, à existência, ao que chega e não ao que parte!... Mas sim, eu sinto que também serve esse propósito... Com a luz, tudo é possível... Tenho o meu coração que não me deixa mentir...
12 de agosto de 2007
De volta ao sonho... estive na realidade da terra dos meus pais e até um pouco mais longe... bem mais longe... por 4 dias fui serrenho!
As férias ainda nao acabaram e o sonho continua aqui em lisboa... tão fátuo e real como qualquer outro que tenhamos de olhos abertos ou fechados... sim, porque a diferença entre eles é pouca ou nenhuma: de olhos abertos podemos sonhar, a dormir podemos viver coisas com uma definição e sensações como se fosse de dia... daí que tudo é sonho e tudo é realidade... Em sonhos e nas realidades sinto as mesmas coisas, em sonhos e nas realidades sinto os mesmos medos, as mesmas espectativas, as mesmas ambições, os mesmos amores, os mesmos encontros e desencontros... Mas, serão os sonhos melhores que as realidades?
As férias ainda nao acabaram e o sonho continua aqui em lisboa... tão fátuo e real como qualquer outro que tenhamos de olhos abertos ou fechados... sim, porque a diferença entre eles é pouca ou nenhuma: de olhos abertos podemos sonhar, a dormir podemos viver coisas com uma definição e sensações como se fosse de dia... daí que tudo é sonho e tudo é realidade... Em sonhos e nas realidades sinto as mesmas coisas, em sonhos e nas realidades sinto os mesmos medos, as mesmas espectativas, as mesmas ambições, os mesmos amores, os mesmos encontros e desencontros... Mas, serão os sonhos melhores que as realidades?
29 de julho de 2007
... e eis quando dou por mim no cimo de um montículo a olhar para a mais batida das paisagens... é banal mas o aroma que está no ar faz-me pensar em alegrias de outros verões, muito, muito distantes... deve ser o calor que liberta tais odores... olho á minha volta e desejo estar em todo o lado e em lado nenhum... com a minha mente estou em mil lugares ao mesmo tempo, com as milhentas pessoas que não podem, não querem ou não se lembram de estar comigo nos tempos mais recentes... Deduzo que está na altura de estar sozinho... um dos meus cães toca-me nas pernas, como que a dizer "eu estou aqui". Admiro-me. Nunca ficou muito tempo ao meu lado quando o ia passear noutras vezes... estou a milhas de distância, estou com outras pessoas, pessoas que eu conheço mas que não se comportam como na realidade... é um mundo ideal, aquele que que concebo, um mundo gerado á minha idealidade, á minha medida, em que as pessoas se comportam como espero... um mundo em que as pessoas assumem o que sentem, agem de acordo com isso, tentam melhorar se os sentimentos nao são os melhores e, sobretudo, não mentem, não falham promessas, são flexiveis e compreensivas... Algo há mais que me perturba: o facto de, apesar de sair com alguns amigos, a vinda pra casa ser absolutamente um anti-climax... sinto-me tão vazio como antes... o vazio que me preenche (bela antítese) e nao me larga... vazio, solidão e angustia... se se pudesse resumir a vida em 3 palavras, seriam estas...
Estou de férias. Mas, como dizem os ingleses, "on hollidays" e não "on vacation"... a diferença é subtil: se são passadas em casa ou em viagem. Não posso ir "on vacation". A conjuntura de tudo e de todo não mo permite... há prisões que são más, como a da mente... as da alma são piores...
Estou de férias. Mas, como dizem os ingleses, "on hollidays" e não "on vacation"... a diferença é subtil: se são passadas em casa ou em viagem. Não posso ir "on vacation". A conjuntura de tudo e de todo não mo permite... há prisões que são más, como a da mente... as da alma são piores...
24 de julho de 2007
...de mal a pior...
I can't escape it
It leaves me frail and worn
Can no longer take it
Senses tattered and torn
Hopeless surrender
Obsession's got me beat
Losing the will to live
Admitting complete defeat
Fatal Descent
Spinning around
I've gone too far
To turn back round
Desperate attempt
Stop the progression
At any length
Lift this obsession
DT-2002
... my words exactly...
I can't escape it
It leaves me frail and worn
Can no longer take it
Senses tattered and torn
Hopeless surrender
Obsession's got me beat
Losing the will to live
Admitting complete defeat
Fatal Descent
Spinning around
I've gone too far
To turn back round
Desperate attempt
Stop the progression
At any length
Lift this obsession
DT-2002
... my words exactly...
21 de julho de 2007
Dia de sol mas mais parece de indiferença... Estive rodeado de gente e é impressionante como tudo me passou ao lado... centenas de pessoas estavam no sitio onde fui passear e em nenhuma delas reconheci alguma familiariedade... podemos estar no meio de imensa gente e sentirmo-nos infinitamente invisiveis...
Parei num jardim e tentei viajar mentalmente... fundir-me com a terra envolvente e sentir-me uno com qualquer coisa... não consegui... algo me fugia, me escapava entre os dedos, sentindo-me com um campo de forças repelente de todas as pessoas à volta...
Cada vez menos eu confio nas pessoas... não pode haver dedicação se não houver palavra... e eu estou farto que as pessoas nao tenham palavra...
Parei num jardim e tentei viajar mentalmente... fundir-me com a terra envolvente e sentir-me uno com qualquer coisa... não consegui... algo me fugia, me escapava entre os dedos, sentindo-me com um campo de forças repelente de todas as pessoas à volta...
Cada vez menos eu confio nas pessoas... não pode haver dedicação se não houver palavra... e eu estou farto que as pessoas nao tenham palavra...
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