9 de outubro de 2007
Ainda hoje, houve uma esperta alminha que se atreveu a mandar vir comigo sem ter necessidade/justificação... Após uma cena assaz desagradavel, afastei-me placidamente e percebi que essa senhora, mais cedo ou mais tarde, vai ter a resposta para a atitude que tem... Mas fiquei indignado, mais do que com a atitude, com o facto de ela mandar postas de pescada sobre a minha maneira de ser sem nunca antes me ter visto... O problema do preconceito é um problema que pode ser grave visto que tem raízes, não só no ambiente em que a pessoa foi criada, mas na sua propria maneira de ser, inata. Fico possuido quando vejo pessoas assim mas imediatamente lembro-me que elas são apenas o que escolheram ser. De qualquer forma essa maneira de ser facultar-lhes-á imensas lições ás mãos de outros não tão indulgentes como eu... Mas são este tipo de coisas que, consecutivamente me vão acontecendo e, para as quais, eu vou começando a dizer "chega!" porque têm sido mesmo, mesmo demais. E como estas, muitas outras...
Esclarecidos? ;)
7 de outubro de 2007
2 de outubro de 2007
Mas é possivel ser também profundamente claro e, mesmo assim, não nos entenderem... muito me questionei eu sobre esse facto, o porquê de tamanha cegueira na interpretação do que se escreve... cheguei á conclusão que não é propositada, que depende meramente da maneira de ser de cada um, da maneira que cada um escolheu para entender o que o rodeia... Mas isso tem sido algo que me tem angustiado há já muito tempo: a comunicação entre iguais (que, supostamente, o somos). Podemos ser o mais claros possíveis a falar directamente com outra pessoa mas, por virtude da nossa "cegueira" (isto está muito saramaguesco, e eu que nem cheguei a acabar o Evangelho do JC, isto ha alguns muito bons anos...), podemos estar a intuir exactamente o contrário. Por isso, deixo a questão no ar, porquê falar-se, porquê tentar comunicar se, mesmo quando explicamos as coisas tipo B-A-BA, o outro lado NUNCA irá compreender mas, simples e só, vislumbrar o conteudo, imediatamente remetendo-o e moldando-o á sua realidade... No momento máximo de simpatia, diz-se: "estou a perceber", mas é a maior das mentiras, só se percebem as palavras e raramente, ou nunca, o conteúdo... epo menos como nós o sentimos ou intuímos... É algo angustiante, pensar que podemos passar a nossa vida por este mundo sem que ninguem nos entenda... é o mais provável, até.
Lembrei-me agora, isto foi muito á Kant, não foi? Quem sabe (e nao estou a querer julgar-me tanto como esse génio, nem pouco mais ou menos!) se não foi esse mesmo problema que o levou a escrever essa loucura que é a Critica da Razão Pura...
22 de setembro de 2007
"Now I've been happy lately,
Thinking about the good things to come,
And I believe it could be,
Something good has begun..."
Cat Stevens, 1971
17 de setembro de 2007
"...agradecer o facto do povo portugues apoiar a causa do povo iraquiano e do Afeganistão pela liberdade!"
Ó Bushas! Burro do ca%*lho!!! Read it loud and clear!!!! WE DON'T SUPPORT YOUR CAUSE!!! WE DON'T GIVE A FUCKING SHIT FOR YOUR FREEDOM CAUSE!!! GET THE FUCK OUTTA IRAQ NOW!!!
E quanto a ti Socrates, se pegasses nas tuas sapatilhas de ballet e fosses pra tua terra correr a pegar num arado e numa junta de bois (da tua raça) para ganhar com o teu insignificante suor a vida (em vez de andar a beijar o cu a burros), mesmo assim acho que não saberás que é para esse cenário que nos estás a levar... Ganha juizo ó palhaço!!
Acabei de utilizar a minha Liberdade de Expressão! Agora processa-me como fizeste ao outro!
16 de setembro de 2007
7 coisas que tenho de (quer dizer, é mais "gostaria de...", tenho é muito radical...) fazer antes de morrer:
- Viver na Noruega
- Escrever um album de musica
- Ir à Antartida
- Compreender as pessoas
- Formar uma família
- Sentar-me à beira do Lago Constance a ouvir Grieg
- Serenar-me internamente
7 coisas (pessoas) que mais gosto:
- Música
- Dias cinzentos
- Conduzir
- Ir á Peninha
- Ir á praia no Inverno
- Conhecer pessoas
- Conhecer-me
7 prazeres futeis (ou então não):
- Dormir
- Brincar
- Tocar (ou tentar tocar) música
- Falar pelos cotovelos, divagar
- Tocar "air guitar" e "air drums"
- Partir sem rumo
- Olhar nos olhos dos outros
7 coisas que mais digo:
- Dasssss!!!
- Só na onda da amizade...
- Tipo...
- Isso é do mai' rico!...
- Meeeeen...
- Fraude!...Isso é algo fraudulento!...
- Ó pá!!!
7 coisas que faço bem (esta é a mais dificil, devia ser "7 coisas em que me desenrasco"):
- Ouvir as pessoas
- Fazer pensar as pessoas
- Alegrar as pessoas
- Entristecer as pessoas
- Dar conselhos
- Guardar segredos
- Dormir
7 coisas que não faço ou não sei fazer:
- Disfarçar o que sinto
- Gabar-me
- Tocar musica bem
- Levantar-me bem disposto
- Fugir das situações
- Magoar alguem de propósito
- Pactuar com injustiças
7 coisas que não gosto:
- Injustiça
- Mentira
- Dor
- Faltas de respeito
- Cortes á ultima da hora
- Pessoas que se fecham em si mesmas
- Música mal feita ou mal tocada
Parece impossivel mas isto é bem dificil de se fazer... se nao acreditam, experimentem! :)
13 de setembro de 2007
Como em tudo na vida, é preciso ver as coisas como aconteceram ao longo do tempo... não é por acaso que temos memória e capacidade de projecção para o futuro... há que ver a história toda, se queremos compreender o melhor possivel, ver a "wider picture"... essa é, quanto a mim, a maior lição deste conjunto de filmes... quantas vezes não a esquecemos?...
11 de setembro de 2007
Gostava de ter um sentido de humor acutilante, gostava de ser um génio (qual deles nao sei), gostava de saber desenhar com um estilo único, gostava de voar, gostava de ser telepata, gostava (ás vezes) de ser mosquinha, gostava de poder compreender tudo o que me dizem como se eu fosse a propria pessoa, gostava de estar aqui e noutro lugar, gostava de poder atravessar o oceano a nado, gostava de poder ver todos em paz, gostava de ver o que está do "outro lado", gostava de poder apreciar (ou pelo menos ter paciência para) todos os vegetais e fruta (infelizmente, tal nao acontece...), gostava de tocar como o Charlie Parker ou o John Coltrane, gostava de viver da música, gostava de poder fazer um horário á minha maneira, gostava de viver na Noruega, gostava de poder estalar os dedos e ter o trabalho feito (só se não fosse musico, caso em que o proprio trabalho é um prazer), gostava de poder guardar comigo todos os cheiros bons que ja senti, gostava de congelar momentos, gostava que os Dream fossem meus amigos, gostava de ser sempre criança (e viva o Peter Pan!) para poder acordar todos os dias e não pensar no que é que ia fazer - improviso!, gostava de dar ao Gilberto Gil "aquele abraço", gostava de encontrar os meus colegas da primária todos de novo, gostava de amar tanto quanto quem me ama...
...a esta hora sao os que me lembro... nada mau!
8 de setembro de 2007
6 de setembro de 2007
3 de setembro de 2007
27 de agosto de 2007
Quis ir á exposição com o sentido de ver no material aqueles ínfimos de alma que se conseguem captar por quem a paixão tem pela fotografia, acreditando piamente que, com uma máquina, se podiam cumprir (aproximadamente) os medos dos primeiros tempos da arte: não se deixar fotografar com medo que a alma lhes fosse roubada... Mas eu não queria isso... só queria que a alma das coisas, das pessoas, dos acontecimentos, naqueles instantes, ficasse captada... queria ver se isso era, de facto, possível... O facto de serem tiradas por profissionais da informação levava-me, no entanto a pensar que o seu objectivo poderia ser tirar uma imagem simbólica e imediata, e não uma imagem profunda (que poderá incluir o simbolismo)... a velocidade do mundo da informação com certeza não tem contemplações pela profundidade da alma, pensei eu... No entanto, a esperança é a ultima a morrer e aí fui...
Entrei na exposição e logo à primeira foto percebi que tudo aquilo que eu esperava, e mais, ser-me-ia mostrado... A exposição abria com uma foto sobre os dias de conflito há uns tempos no Líbano... a foto parecia o "Guernica" do Picasso... diferentes estados de espírito estavam retratados na mesma, desde a impassividade e concentração, passando pela tristeza e choque, á resignação do "olha, já está, já está..."... Segui a exposição e outras realidades foram mostradas, desde fotos instantâneas que me pareceram autênticos quadros compostos até momentos capturados que pediam meças aos melhores tecnicos de Hollywood...
E as pessoas?... Sim, as pessoas... e a alma humana?... também a havia lá, muitas vezes dissimulada por um "n" de factores envolventes que, se lhes fosse dada muita atenção, rapidamente passariam de "moldura" a "tema central"... a força, a garra, a tristeza, a alegria, a ternura, o espanto, a ânsia, a apreensão, muitas muitas mais... sim, vi a alma humana nas fotos, independentemente da sua cultura ou raça, estava escrita em cada curva, cada variação de luz, em cada olhar, em cada gesto congelado no tempo por uma objectiva, as mesmas emoções em pessoas e situações separadas por milhares de quilometros... tiveram as fotos o mérito de mostrar a alma, o movimento, o passado, o presente e o futuro próximo, o fugaz e a eternidade... melhor seria retratar também aquilo que uma pessoa "é" mas para isso seria necessário não uma, antes um album inteiro de fotos como aquelas... e mesmo assim tenho quase a certeza que não chegariam...
19 de agosto de 2007
"Bah, oauis, c'est trop cool! Il y a pas des choses comme ça en France!"...
"Então e as Ardenas?"
"Oh, c'est pas tout a fait comme ça... pas si grand... tout à fait pas si beau... en plus, aux Ardennes on peut sentir la fumée des voitures encore..."
...Vou no carro e sinto a luz... mas o mais estranho são as sensações que tudo isto traz... e pela primeira vez desde há muitos muitos anos, tenho essa sensação estupida da partida, de alguém que vai partir do mundo que me rodeia... uma sensação em tudo semelhante à que eu sentia quando os meus tios e a minha avó partiam para França no final do Verão e eu queria partir com eles para que aqueles dias fossem infindos... será que também quero isso desta vez?
Chamo a esta luz "a luz do adeus"... qualquer coisa que anuncia o fim de um ciclo, curto ou longo, mas um fim de um ciclo... é uma luz nostalgica, uma luz, no entanto, confortante, mas não como aquela luz do por do sol que nos diz "hoje acabou-se, mas amanhã isto continua"... conforta por que é quase uma chamada de atenção para reflectirmos sobre tudo o que vivemos nos ultimos tempos, quase que a dizer "Quem é bom para ti, quem é?"... mas é simplesmente a luz do acabou-se! Como pode isso ser? A luz está associada á presença, à existência, ao que chega e não ao que parte!... Mas sim, eu sinto que também serve esse propósito... Com a luz, tudo é possível... Tenho o meu coração que não me deixa mentir...
12 de agosto de 2007
As férias ainda nao acabaram e o sonho continua aqui em lisboa... tão fátuo e real como qualquer outro que tenhamos de olhos abertos ou fechados... sim, porque a diferença entre eles é pouca ou nenhuma: de olhos abertos podemos sonhar, a dormir podemos viver coisas com uma definição e sensações como se fosse de dia... daí que tudo é sonho e tudo é realidade... Em sonhos e nas realidades sinto as mesmas coisas, em sonhos e nas realidades sinto os mesmos medos, as mesmas espectativas, as mesmas ambições, os mesmos amores, os mesmos encontros e desencontros... Mas, serão os sonhos melhores que as realidades?
29 de julho de 2007
Estou de férias. Mas, como dizem os ingleses, "on hollidays" e não "on vacation"... a diferença é subtil: se são passadas em casa ou em viagem. Não posso ir "on vacation". A conjuntura de tudo e de todo não mo permite... há prisões que são más, como a da mente... as da alma são piores...
24 de julho de 2007
I can't escape it
It leaves me frail and worn
Can no longer take it
Senses tattered and torn
Hopeless surrender
Obsession's got me beat
Losing the will to live
Admitting complete defeat
Fatal Descent
Spinning around
I've gone too far
To turn back round
Desperate attempt
Stop the progression
At any length
Lift this obsession
DT-2002
... my words exactly...
21 de julho de 2007
Parei num jardim e tentei viajar mentalmente... fundir-me com a terra envolvente e sentir-me uno com qualquer coisa... não consegui... algo me fugia, me escapava entre os dedos, sentindo-me com um campo de forças repelente de todas as pessoas à volta...
Cada vez menos eu confio nas pessoas... não pode haver dedicação se não houver palavra... e eu estou farto que as pessoas nao tenham palavra...
17 de julho de 2007
"...o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos..."
Esta é do Ensaio sobre a Cegueira.. nunca li o livro, aliás, nunca li (totalmente) nenhum livro do velho Nobel... Mas empatizo-me com a frieza logica com que ele escreve... o que se vê é o que é, o que se ouve é o que é.
O medo nos tornou e nos continuará a cegar, modulando as nossas atitudes, tornando-nos irracionais, só reaccionais... é isso que eu sou agora: um ser reaccional, reajo aos impulsos, faço e digo o que me apetece e deste mundo, do qual nao tenho afinidade, senão pelo Som, só quero que se dane... Não vale o esforço, não vale a dor, não vale o Nada que nos invade... e não me venham com o Amor... esse está cada vez mais escondido... e já agora, vale a pena lutar pelo quê?o que é valer a pena?o que é que vale?quanto é que vale? o Valor é um conceito muito bonito, mas de fraca aplicação... olho para as estátuas erigidas, para os quadros levantados e penso de que valeu isto? a esmagadora maioria das pessoas nao faz ideia do que se passou, de quem era esta pessoa que agora nao é senão uma figura de formas agradabilizadas... Puro desperdício de tempo, esse que também é uma ilusão mas ao qual nos agarramos como se fosse precioso... É NADA! é um nada, é sei lá o que... que se dane tudo!...até as palavras...
23 de junho de 2007
Relatividades...
Muitas vidas há que são bem piores que as nossas... pelo menos falo por mim... há quem lute contra a doença... há quem lute contra a pobreza ou a vida dificil de bocas pra sustentar sem condições... há quem lute contra a ilusão da sua vida ser inútil e despropositada (pelo sofrimento), quando tantas pessoas há (aparentemente) sem problemas... O referencial cartesiano não é para ser levado a sério a toda a hora... é essencial centrarmo-nos em nós para nos apercebermos onde estamos mas é fundamental olhar á nossa volta porque sem o redor não há centro... A importância das coisas é relativa. Só existe aquela que lhes quisermos dar... Porque não dar importância ás pessoas que entram na nossa vida, ou ao Bem que nos acontece a qualquer momento?... Eu sei que custa, também tenho os meus momentos de desilusão e desgosto, mas um caminho mais luminoso é possível... "Ajuda-te, que Deus te ajudará.." é outro dito que me veio á cabeça agora... quando o "aluno" está pronto, o "mestre" chegará... querem ajuda? querem-na mesmo? então esperem um bocado e estejam atentos porque ela aparecerá... e quando aparecer não esperem que venha sob a forma que esperam... pode ela vir das mais diversas formas, até das que menos nos agradam, mas tal como um rochedo a cair na terra faz pó (que depois assenta), também o pó que fere a vista ao cair em nós rapidamente revela algo que se mostra belissimo...E nunca podemos esquecer isto: podemos sofrer mas nunca estamos esquecidos... e nunca é em vão...
21 de junho de 2007
Light and shadow...
16 de junho de 2007
Os "D. Sebastiões" !
- Dream Theater (who else?): When Dream and Day Unite
- Dream Theater: Metropolis Pt. 2 - Scenes from a Memory
- The Flower Kings - Adam and Eve
... Tão bom!... :D
13 de junho de 2007
Quando chegará a Luz?...
12 de junho de 2007
Memórias...
All the years of wreckage running through my head
Patterns of my life I thought I don't be
Revealing hurt for shame and deep lament
Overwhelming sorrow now absorbs me
As the pen begins to trace my darkest past
Signs throughout my life that should have warned me
Of all the wrongs I've done for which I must repent
I once thought it better to regret
Things that I have done when haven't
Sometimes you've got to be wrong
Learn the hard way
Sometimes you've got to be strong
When you think it's too late
Staring at the finished page before me
All the damage now so clear and evident
Thinking 'bout the dreaded task in store for me
A bitter fear at the thought of my amends
Hoping that the step will help restore me
To face my past and ask for forgiveness
Cleaning up my dirty side of this unswept street
Could this be the beginning of the end
Dream Theater- 2007
Há dias assim...
5 de junho de 2007
Espaços...
28 de maio de 2007
News from the new and vast World...
Gente nova entrou na minha Vida. Projectos novos se vislumbram ao longe. Vivo o Agora como nunca o fiz (excepto em criança, claro :) ), navegando ao sabor da Vida, lidando o melhor que sei e sinto com o que ela me trás... Sonho de novo, quando antigamente so via nevoeiro no futuro. O nevoeiro continua lá mas o Bom da coisa é que sei agora que para lá do nevoeiro (ou mesmo dentro dele) existe algo muito belo... A angústia da Existência não existe mais... será essa a Paz?
10 de maio de 2007
7 de maio de 2007
Sinais...
Quanto mais penso neste assunto, menos acho que há a escrever. Sobre os sinais da Vida só há uma coisa a saber: reconhecê-los. E não é tarefa fácil. De facto, é preciso separar o trigo do joio porque com muita facilidade, assim que se começa a saber reconhecer os sinais, se cai no erro de se assumir como sinal o que não o é. Não vou começar a fazer uma lista do que podem ser sinais e do que não são porque o meio através do qual a Vida nos "dá o toque" pode ser muito variado. No geral, coisas que nos surpreendem, que por vezes estão "fora do sítio", enfim, são os sinais que, se pensarmos neles, acabam por ser dos mais faceis de reconhecer e interpretar. Mais dificeis são os que são proferidos pelas outras pessoas. Sim, os outros são muitas vezes os mensageiros do que a Vida nos quer dizer. E como cada um de nós tem uma opinião sobre qualquer coisa, é difícil acreditar, ou reconhecer sequer, o sinal em questão... Para baralhar mais as contas, muitas provas de Vida há que parecem sinais e que não o são! Mas, como todos sabemos, o Exame é obrigatório :)
Perante tudo isto confesso que a minha opinião é simples: vive e sê feliz. Se reconhecermos os sinais, optimo, vai pelo caminho que mais feliz te faça. Senão, também está tudo bem. A piada do jogo da Vida é essa: é que todos ganhamos! :)
29 de abril de 2007
Felicidade...
24 de abril de 2007
Foi no Santiago Alquimista, um espaço ao qual nunca tinha ido e que me agradou. O evento foi o Bandoscópio 2007 da FCM-UNL. O primeiro aspecto a sublinhar do desempenho das bandas a que assisti foi o esforço e a boa-vontade. Muito esforço e muito boa-vontade. É sempre difícil tocar ao vivo mas jogando em casa, como era o caso, as coisas tornam-se mais fáceis.
Só assisti a 3 bandas: os Orphelia, a banda dos caloiros (cujo nome não me recordo devido ao muito MAU som fornecido no local, mas já lá vamos) e os Barroca & friends... entretanto tive de me ausentar :) Os Orphelia apresentaram-se com uma formação semi-classica com um tema original e um medley de alguns temas, com bastante imaginação nas ligações mas de fraca execução técnica. Refugiando-se nas propriedades das ferramentas musicais que dispunham, disfarçaram grandes lacunas a nível da formação musical e apresentaram um rock quase alternativo de qualidade duvidosa. Ainda têm de pedalar muito para chegar aos pés dos Led Zeppelin.
A banda dos caloiros foi o momento mais refrescante, mas somente a nível humoristico. Ao nivel musical foram praticamente nulos (com uma ou outra musica conhecido do publico) mas mesmo assim começaram com um som de melhor qualidade que os anteriores. Com mais uns ensaios ( e sem problemas no material) acho que chegariam lá. Entusiasmo, pelo menos, não lhes falta!
Por ultimo, os Barroca & friends. Este grupo deveria ter levado o prémio visto não terem desculpa: são da tuna e deveriam saber o q fazem musicalmente... Mas parece que não! Tive pena do violinista ter tido azar com o som, assim como o dueto muito falhado: um vocalista chega!
Só posso falar do que vi e ouvi. No entanto, chegou-me aos ouvidos que a ultima banda, que levou o prémio do publico, teve interpretações bastante interessantes de Dire Straits e Pearl Jam. Gostaria de poder ter ouvido para corroborar os elogios mas acredito no mérito da dita banda: como se diz - Voz populi, Vox Dei.
O que me revoltou sobejamente foi a qualidade geral do som. Muitissimo mau. Sei que grande parte da amplificação está com os musicos mas tambem vi que havia mais colunas para além das que estavam no palco. E eram essas que levavam o grosso do volume de som ao publico. E era um som muito mal equalizado, mal equilibrado e, infelizmente, não tendo as bandas experiencia com sound check e equilibrio de tons, deu muita barraca.
No fundo nada disso importou. O convívio, bom ambiente, a diversão e o apoio a uma nobre actividade como é a musica feita por amadores são sempre de louvar, quaisquer que sejam os obstaculos. É preciso encorajar mais actividades destas, não só nesta faculdade como noutras e fora delas. Há muito mais vida para além do estudo e do trabalho e são exemplos como estes que nos mostram isso. Como diria o Doutor Abel Salazar: "Médico que só sabe de Medicina, nem Médico é."
22 de abril de 2007
E agora...
A ambição é um sentimento natural. A ambição desmedida já não o é. Todos nós temos objectivos. A obsessão por algo não é um objectivo, é algo doentio. E doentio é porque vai contra o nosso propósito de existência que é viver, sabendo o que queremos. A partir do momento em que se vive obcecado por qualquer coisa, toda a nossa vida, mente e Espírito se orienta para esse algo (assim é a nossa vontade) deixando de dar cumprimento assim ao que viemos cá fazer. Ficar obcecado por algo não é, com certeza, uma dessas coisas. A frase implica uma coisa muito importante: a falta de... A "falta de" implica uma necessidade premente, um algo que não o tendo nunca seremos completos. E é nisso que reside o erro. Nós SOMOS seres completos, muito mais do que pensamos, e não temos necessidade absolutamente nenhuma de outra coisa para o sermos. Para sermos felizes, basta viver e olhar, com o coração, à nossa volta.
Bem, por estas ou outras palavras, acho que todos concordamos com o veto ao Lord Russell! Viva a democracia! :)
15 de abril de 2007
Para reflectir...
"A falta de qualquer coisa que se deseja é uma parte indispensável da felicidade".
Esta frase é do célebre filosofo Bertrand Russell... Queria colocar esta citação à consideração dos estimados e hipotéticos leitores...Depois vos digo o q penso...
3 de abril de 2007
...numa terra algo distante...
Muito tempo se passou desde essa altura, muita água correu debaixo da ponte e esse desejo desapareceu-me da memória, talvez ofuscado por outros primeiros beijos em circunstâncias igualmente belas ou especiais... mas lembrar-me disso trouxe-me um sorriso de novo (mesmo que nunca tenha concretizado isso) e um sorriso do passado é algo muito especial... Dessa música já não lhe sinto a espectacularidade (apesar de muito bonita) e não consigo imaginar esse momento com mais ninguém, como pode ser natural... Cada caso é um caso e com cada pessoa novas fantasias se imaginam, novos locais e momentos se criam, novas vidas surgem... estar aberto a esses momentos (e a todos os outros) é algo mágico pois abrimos o nosso coração e o nosso espirito á renovação e a tudo o que o Universo tem para nos oferecer, para além de permitir que a Vida flua naturalmente (por muito estranho que isso nos possa parecer ;) )... Mas soube muito bem lembrar...
28 de março de 2007
Saudade...
Penso nisto e concluo que tive mesmo a hipótese de reviver (e que abençoado sou por ter, desde já, vivido) essa atmosfera e que, se fui capaz de me sentir assim de novo, talvez no futuro me lembre deste dia - tão angustiado e ansioso pelo passado - com muito carinho quando voltar a ver tão bela Luz e tão belo céu...
...Profundo poder, o da Luz...
A Memória, sobretudo a Memória das Emoções, é a (por vezes única, outras vezes nova) oportunidade que o Universo nos deu para viver de novo... Há que aproveitar!
26 de março de 2007
Impressões...
... Sigo pela estrada fora, o dia está lindo, calmo... As águas espelham o sol e uma tranquilidade invade-me a alma... Por momentos, uma epifania: parece que tudo está correcto no Universo e a minha Alma expande-se... Mergulho no azul que me rodeia e refresco os sentidos. Estou acompanhado... Será que a mereço?...

O tempo passa, voa e eu mergulho para além das névoas da dor... O Universo volta a colocar-me em cenários conhecidos, reavivando memórias, experiências... a beleza, o encanto e o seu outro lado da moeda... Sons, coisas novas, objectos procurados há tanto tempo, sensações não menos desejadas, saudades do passado remoto, alegria...
... Gente amiga... é a festa! O barulho, as pessoas, mais sons, som que nos faz tremer... troca de experiências, risos e impressões... o dia termina, o coração está confortável, uma nova saudade instala-se e adormeço... Boa noite meu Anjo e boa noite, tu que por aí dormes...
22 de março de 2007
Hoje não me sinto bem. Não me sinto, não me tenho sentido e muito provavelmente não me sentirei... Não sei qual será a causa maior deste mau estar, se as circunstâncias da vida, se o problema que estou a tratar... De qualquer forma sinto que tudo está na maior das confusões e tenho uma dor muito grande em mim, a qual tenho um medo enorme de nunca conseguir recuperar... Tenho o coração completamente partido e só há uma pessoa no Mundo capaz de mo colar de novo: a pessoa que mo partiu. Pensei que, com quase 2 meses de separação, por esta altura ja me tivesse conformado ao que parece a realidade inevitável, que a Vânia não quer pertencer á minha Vida... no entanto, o meu Coração e a minha Alma recusam-se sistematicamente a aceitar essa realidade por muito que eu queira...
Só me apetece chorar... e poucos sabem ou notam isso...
Quando uma pessoa entra na nossa Vida e deixa uma marca tão profunda, quando entendemos que só poderemos ser plenamente feliz com essa pessoa, quando percebemos que, por muita zanga e discussão que haja, que só com essa pessoa pode haver entendimento, só com essa pessoa existe futuro, a partida dessa pessoa arde, queima, derrota-nos completamente a um nível absolutamente inimaginável anteriormente... Nesas alturas, o meu grande apoio tem sido a paz e tranquilidade (infelizmente temporários) que o Reiki me concede mas até mesmo nessa altura as doces memórias, os optimos momentos vêm-me á mente e é-me extremamente custoso; noutras vezes, sinto que no meu peito algo arde, como o ardor de uma ferida que se está a desinfectar... e aí consciencializei-me do quão profundo foi o golpe...
Cada dia, ao acordar, os avanços que vou fazendo no dia anterior são eliminados... a sensação que volto á estaca zero é desesperante... E as perguntas, essas horriveis perguntas: voltará? não voltará? ela está com alguém? não está? está feliz?...
Lições a tirar? Aproveitar cada dia como se fosse o ultimo, cada beijo, cada carícia, cada ternura como se fosse o último, engolir o orgulho muitas e muitas vezes, as vezes que foram necessárias por Amor, não discutir como se fosse um jogo de puxar a corda, nunca virar as costas nem por uma vez e dedicarmo-nos totalmente a quem amamos e quem nos ama... o melhor de tudo isto é que quando se ama sem se dar o outro por certo, todas estas coisas são muito fáceis de cumprir... e o meu erro foi esse, foi achar que se pode fazer e dizer quase tudo a quem eu amo profundamente... mas não mereceria eu, por Amor ou pela Felicidade, outra oportunidade? Não valeria a pena olhar para além dos ultimos tempos, das núvens, tempos em que não andava muito bem (nem quis reconhecer a mão estendida), acreditando que valeria a pena começar de novo, um recomeço em que tudo poderia ser como nos nossos melhores tempos? Aqueles tempos em que nos piores momentos estavamos sempre lá, um para o outro, que a compreensão mútua estava no auge, em que nos riamos muito mais do que discutiamos (ou não discutiamos), em que por meias palavras se dizia tudo... Eu acredito que esses tempos podem voltar, que vão voltar, acredito que o Sol pode nascer de novo, pois outras tempestades ultrapassámos, que aquilo que dissemos e prometemos um ao outro será cumprido e definitivo... No meu Coração assim o são... e um voto escrito no Coração, com muito Amor, é um voto eterno... Se perguntarem se por Amor vale tudo, eu direi que sim, vale tudo e mais alguma coisa...
14 de março de 2007
Dúvida...
Still don't know if I could feel like that,
Like I've never seen the sky before...
I'd want to vanish inside someone's kiss
Every day, loving more and more...
Could someone listen to my heart, hearing it sing?
Telling me to give everything...
Seasons would change, winter to spring
But could I love until the end of time?...
(o refrão é de somenos importância)
What if suddenly the world seemed such a perfect place
If suddenly it moved with such a perfect grace
If suddenly my life wouldn't seem such a waste
Would it all revolve around someone?
Would there be a mountain too high,
A river too wide?...
If I sang out a song would I be by someone's side?
Storm clouds would gather
And stars would (possibly) collide...
But would I love until the end of time?...
... quem sabe?...
13 de fevereiro de 2007
Simples...
4 de fevereiro de 2007
E se...
É nesta dualidade que tenho andado a pensar ultimamente. Não ha interferências exteriores, devo realçar, mas é a própria situação que chegou a um ponto estranho, quase incómodo. Por esta altura devia conhecer-me suficientemente bem para decidir que fazer mas a questão é que tudo isto me apanha muito desprevenido. Noutras situações ja teria posto cobro a uma situação deste género mas a realidade é que me esta a ser muito dificil fazê-lo. Como era bom ter solução para tudo. Uma panaceia universal. Mas não se pode. Somos humanos e uma das nossas funções é decidir. E o Tempo resolve tudo.
13 de janeiro de 2007
E depois das festas...
Houve uma altura em que me apeteceu escrever sobre as festas do fim de ano mas achei isso tão banal que passou ao lado... O bom dessas festas é que cada um as sente à sua maneira. A minha maneira é aquela ânsia que fosse como quando era criança. Mas nunca voltará a ser... O fim de ano foi calmo, longe da cidade e da agitação típica...
Poderia falar também do que ando a fazer agora no meu trabalho. Isso secaria dramaticamente qualquer leitor mais incauto que aqui tivesse caído da esperança de ler qualquer coisa mais divertida...
Não, não vale a pena ficar à espera, não vou explicar... :)
A falta que me fazem os meus passeios de fim-de-semana... Não devia ter percorrido Portugal centro de lés-a-lés. Para além disso, falta a força impulsionadora desses passeios e isso aniquila toda a hipótese...
Ah, é verdade... Acabei de ver na tv qualquer coisa que me obriga a fazer um comentário: quando é que a igreja católica se deixa de aspirações de que é um lobby e fecha a matraca sobre o aborto? A Igreja tem de perceber que é SÓ uma religião e não um movimento politico e que as igrejas não são casas do partido que se enchem de militantes. O tempo do Salazar já lá vai (por muito que eles pensem que não) e o Cerejeira está a brincar ás escondidas com o Oliveira Salazar lá onde eles devem estar os dois juntos e felizes, e esse sitio não é cá, no Tugal! A opinião da Igreja pesa, sim, mas não é politica, não deve ser, não deveria ser... Já imaginaram se a União Europeia, em Estrasburgo, discutisse a ordenação de mulheres porque o Código de Direito Canónico não permite o livre acesso das mulheres a uma profissão? Caía o Carmo e Trindade! Deixem-se estar a ganhar mofo nas sacristias e comam as hóstias que quiserem mas deixem a politica para quem a faz: movimentos cívicos e partidos.
E sim, sou a favor da liberalização do aborto! Cada um tem o direito de fazer com o próprio corpo, em consciência, o que quiser... é como votar... (não é só para alguns, não é srs. padres?)
2 de dezembro de 2006
The Empire Strikes Back!
Neste momento sou investigador em Imunologia, mais em particular em Glico-Imunologia na Faculdade de Ciências Médicas... Espero que me seja atribuida daqui a um tempo uma bolsa para que possa tirar o Doutoramento para que possa prosseguir com um pouco mais de segurança a vida profissional que eu escolhi e que adoro... O grupo de trabalho é pequeno mas é fantástico e, engraçado, sou o único elemento do sexo masculino lá no meio. Tirando isso, o trabalho decorre bem, esperando que venha a ser publicado nas revistas da especialidade (which would be nice!).
No plano mais privado, continua tudo sobre rodas. A Vânia e eu continuamos juntos e vamos fazendo pela vida... Uma relação dá trabalho e, acima de tudo, é preciso ser egoista e altruista, racional e emocional, eu e nós... acho q não é preciso dizer mais nada :)
Musicalmente... não tenho banda neste momento... Não toco musica em colectividades cujas direcções (quer administrativas quer musicais) não reconheçam o esforço, o sacrificio e o trabalho que se desenvolve por amadores cuja única recompensa é o simples prazer em fazer algo tão belo e tão sublime como música. O amadorismo em portugal tem os dias contados se continuarem a haver direcções e comissões organizadoras de eventos que tratem os amadores como seus criados e não como convidados que dignificam a festa e o nome das localidades que representam...
Foi um longo Verão e um Outono um pouco mais curto mas um Verão terrivel... declaro o Verão de 2006 "stationa horribilis" e espero que o calor não me atormente como neste ano... nem a doença...
Mas agora tudo passou... completei 26 anos há uns dias e os 30 estão cada vez mais perto... mas continuo a sentir-me com menos de 20 muitas vezes... síndrome de Peter Pan?... :)
E ainda não foi desta que se viram livres de mim! :)))
25 de julho de 2006
Mudanças
É muito complicado tentar por em palavras o turbilhão que a minha vida tem atravessado nas últimas semanas. Desde a ultima vez que escrevi que muita coisa aconteceu… futebolística, internacional mas sobretudo pessoalmente.
Tudo começou há quase um mês. Após um anúncio enviado por uma ex-colega minha de faculdade candidatei-me a um lugar num laboratório, lugar esse que consegui felizmente. Mas, como se devem lembrar, continuava vinculado à fabrica, o meu primeiro emprego, do qual guardo muito boas e más recordações mas, felizmente, mais boas que más. À Fapajal agradeço o ter-me aberto os “olhinhos” profissionalmente, o ter criado amizades, o ter contribuído com mais um bloco na minha formação pessoal.
Foi, por isso, uma separação dolorosa. Quis fazer tudo da melhor maneira, da maneira que agradasse a gregos e troianos e menos prejudicasse ambas as instituições. Foi a primeira vez que tal aconteceu e foi para mim uma pilha de nervos…
Ao mesmo tempo que tratava esta transição, um facto muito, muito mais negro aconteceu na minha vida. Uma pessoa, que tinha em altíssima estima e num lugar muito querido no meu coração faleceu. A D. Ana Maria deixou este mundo e, com ela, aqueles conselhos maravilhosos que, quando eu tanto, tanto precisei, lá estiveram… Uma pessoa tão doce, tão sábia, tão viva… E precisamente agora, num turbilhão muito parecido ao que se passou há 3 anos, em que ela me valeu tanto, em que eu preciso tanto dela, ela já não está… Tenho outras pessoas maravilhosas na minha vida mas aqueles conselhos dela… são insubstituíveis… outras situações constrangedoras relacionadas com o stress do dia a dia, consequências de consequências do que se vai passando, aumentaram a minha ansiedade e, num destes belos e sufocantes dias de Verão, tive um ataque de pânico… Eu NUNCA tinha tido um ataque de pânico… Não desejo um ataque de pânico a ninguém mas toda a gente que passar por um, acredite que vai perceber que está a tê-lo…
Foi aí que soube que tinha batido no fundo… procurei ajuda e ela veio com o apoio dos que mais me amam a meu lado… agora as coisas estão a compor-se mas o peso dos desafios que tenho pela frente ainda é muito grande…
As boas noticias são que vou ter férias… mas que férias?... só desejo uma férias tranquilas e sem preocupações e para isso tenho um dos maiores desafios pela frente: parar a cabeça… é tanta coisa à roda… Peço desculpa pela minha não-frequência de update do blog mas a inspiração não é coisa que me venha com frequência ultimamente mas acreditem: vocês não são esquecidos… nem que os melhores dias virão…
27 de junho de 2006
Ponto da situação...
Em mês de festejos, fui às festas da minha cidade-natal, Lisboa, a das 7 colinas, coisa inédita para a minha pessoa... gostei! Do ambiente, da festa, dos sons que encheram a minha Lisboa, de estar toda a gente na rua á noite, de passear á noite por bairros tipicos e avenidas proibidas durante o resto do ano... Lisboa estava pintada de alegria e pulsava de vida.
Não houve idas á praia a não ser este fim-de-semana... e o tempo nem ajudou... e ainda bem! A altura é de descanso, o corpo está moído e, como todos sabem, um dia de praia é exaustivo... sendo assim, acabei a Manopla de Karasthan e o Winter King e estou prestes a acabar o Enemy of God, deixando-me simplesmente o Excalibur (para minha pena... uma historia daquelas devia ter uns 10 livros...)... Mais uma vez digo, leiam-me esses livros... qualidade dessa, hoje em dia é muito rara...
Fui também ao cinema. Vi o Codigo d'Avintes e, não tendo lido o livro, gostei do que vi... o Forrest Gump estava mais animado ou, pelo menos, menos soturno que nos ultimos filmes, o Gandalf parecia que tinha tomado Prozac em doses industriais, a Amelie continuava a ver coisas onde nao existiam (agora até pensa que é descendente de Jesus, querem lá ver a cachopa...) e até o Dr. Octopus continuava a meter raiva... so faltou o Homem-Aranha... piadolas á parte, o enredo estava muito bom e em termos de pormenores (como o do funeral do Newton) achei que estava impressionante... um bom filme, portanto, neste deserto de qualidade cinematográfica que nos assola...
Junho está a acabar e Julho já cheira a férias... ou, muito possivelmente, não... este ano, devido a alguns acontecimentos inesperados e que se desenvolveram com uma velocidade assustadora posso ter de cortar as minhas férias. Valores mais altos se levantam... a conferir nos proximos capitulos...
E para finalizar, um "piqueno" comentário á Selecção: aproveitando os desenhos no chão, da proxima vez, usem a tactica do Quadrado... resultou contra os espanhois há 623 anos atrás e de certeza, perante tamanha cavalaria laranja, que resultaria e, caso os lobbys na FIFA continuem a actuar, pode resultar... é que há bifes duros de roer... A ementa está lançada: os aperitivos foram vários - uma moamba angolana, couscous iraniano e um shotzinho de tequilla; para previnir das "traições" do tempo, um chazinho de laranjeira antes da maravilhosa ceia: bifes como molho á Cristiano, Picanha á Scolari (com opção de Fondue de Queijo á Pauleta, para os mais indecisos) e tudo isto regado no final com umas canecas de cerveja Alemã... uma refeição de Campeões!
6 de junho de 2006
O avanço da pantufa...
Descansar o espírito é mais rápido. deitadinho e descansado a ler uma recém desconberta minha que vivamente recomendo aos leitores do género. É o primeiro livro de uma trilogia (Warlord Chronicles), Nº 1 nos paises em que foi publicada, no âmbito dos mitos Arturianos: "The Winter King". O 2º e 3º Livros são, respectivamente, "Enemy of God" e "Excalibur". Para além da excelente qualidade de escrita, do ponto de vista histórico está muito bem fundamentado e revela muitas informações que contrariam um pouco a corrente e as histórias do "rei" Artur, ou como diz no livro, "the King that Never Was"... O autor é Bernard Cornwell. É um "Senhor". Recomendo... Ah, e se nao me engano acho que já vi por aí o 3º volume das Crónicas de Allarya - A Essência da Lâmina ;) Se o Francisco José Viegas lesse este post fazia-me uma espera á porta de casa... ainda pensava que lhe queria roubar o emprego...
30 de maio de 2006
Lost...
25 de maio de 2006
IMPE
Na ressaca da implantação da República, o então ministro da Guerra, General António Xavier Correia Barreto, decidiu criar a Obra Tutelar do Exército de Terra e Mar, compostos por três estabelecimentos militares de ensino, dois deles já existentes e mais um criado pelo mesmo decreto-lei de 25/5/1911, nesta ordem: o Colégio Militar (antigo Real Colégio Militar e nossos eternos rivais), o Instituto da Torre e Espada (antigo Instituto D. Afonso e actual Instituto de Odivelas - sempre para meninas) e o Instituto dos Pupilos do Exército de Terra e Mar. A função (pelo menos) deste último, desde sempre e descrita no decreto-lei: "formar cidadãos uteis á pátria". O primeiro objectivo da sua existência era abrigar os filhos, e sobretudo orfãos, de militares, providenciando ao mesmo tempo a formação técnica necessária. Ao mesmo tempo, orientavam-se essas mesmas crianças para que no futuro pudessem incorporar os quadros das Forças Armadas no futuro. No caso do Pilão, as crianças que entravam na instituição eram sobretudo filhos de sargentos e praças, pelo que os filhos de oficiais iam sobretudo para o Colegio Militar (daí a sua maior fama). Com o passar dos tempos essa diferença de classes foi-se esbatendo embora essa orientação de classes tenha deixado as suas marcas (boas e más) no modus operandi de cada instituição: o Colégio Militar ainda hoje tem os anos catalogados pelo sistema antigo (5º ano-> 1º ano... 12º ano -> 8º ano) apesar da optima qualidade de instalações e, não duvido, de ensino. Mas são, sem dúvida mais rigidos e arcaicos, em relação á filosofia do Pilão. Se há instituição que conheço em que a mítica virtude tuga do desenrasca está bem vincada é mesmo no IMPE. E foi, talvez, graças a essa filosofia de formação técnica rigorosa e criativa que o Pilão sempre esteve na vanguarda do ensino, tendo, ao contrário do Colégio, sido agraciada com a criação dos Cursos Superiores Politécnicos, hoje Bacharelatos (Engenharia Mecânica; Eng. Electrónica e Telecomunicações; Eng. de Sistemas de Potência; Contabilidade e Administração). A formação superior era uma necessidade e foi concretizada, abrindo assim uma via para um caminho não-militar mas cumprindo sempre o ideal do General António Correia Barreto de "formar cidadãos uteis á patria". E não é raro encontrar Pilões nos mais altos cargos quer de empresas , quer do Estado. Ainda assim, nos últimos anos, o sonho da Licenciatura 100% pilónica é algo ainda muito forte, apesar dos diversos protocolos de entrada directa para conclusão bi-etápica de licenciatura assinado com diversas instituições do Instituto Politécnico de Lisboa.
O Pilão foi a minha casa de 1990 a 1998, não tendo tirado lá a minha licenciatura (que tirei na Faculdade de Ciências de Lisboa). Foram 8 anos com coisas boas e coisas menos boas, como em todo o lado, mas das quais, felizmente, ficaram muito mais boas memórias. A essa casa devo a minha educação e, raro nestes dias, grande parte da minha formação moral e ética. Quantas escolas cumprem esse desígnio? Educação não é só Instrução e num mundo em que muitos apregoam a gritante falta de valores, o tirar a vida por "dá cá aquela palha", instituições como esta têm e fazem todo o sentido de existirem. Há uns anos atrás (estava eu quase a acabar o curso) não era isso que entendia o Governo, chegando mesmo a ser noticiado que o IMPE iria fechar... e durante 2 ou 3 anos não houve mesmo admissões ao 5º ano. "Porquê", pensaram eles, "ter duas instituições que devem ser a mesma coisa e até estão relativamente perto, geograficamente?" Estavam tão longe da realidade (porque NÃO são nem nunca foram, definitivamente, a mesma coisa)... Mas alertando quem de direito, essa decisão foi revogada e há 2 anos que voltou a haver novos Pilões a correr pelo Instituto.
Encontrei nessa altura má um professor meu do Secundário (que até era também director de curso do Secundário) quando andava ás compras e perguntei-lhe como é que as coisas iam. Tanto ele como a sua mulher deixaram transparecer a sua tristeza, ao dizerem que era uma desolação ver a parada da 1ª secção (onde se leccionam o 2º e 3ºs Ciclos) á hora do lanche quase vazia. Se a mim me doeu eu imagino a eles: afinal, muito antes de eu ter lá entrado já eles aí ensinavam.
O Pilão a isto sobreviveu e a tudo sobreviverá, disso tenho a certeza. É uma casa apaixonante, rica em tradições, edificante em carácter, democrática em essência, fraterna de coração, única no Mundo... uma "casa tão bela e tão ridente, que tem por lema seu: Querer é Poder! Querer é Poder!"
23 de maio de 2006
De molho...
19 de maio de 2006
Sopas...
P.S.- Ah, e o casamento correu muito bem e só graças á geração anterior á minha é que tive um oásis (vide post anterior) assim dos grandes... :)
12 de maio de 2006
Arroz à Esquílo e descanso...
Amanhã não vou passar níveis mas é como se fosse. Não gosto muito de multidões (excepto as do Euro 2004 - ahhh, a saudade...) e quando tenho de fazer boa figura, então, o melhor é estar como se não estivesse lá... á esquilo :)
No Domingo não sei o que vou fazer mas eu queria tanto descansar... tanto... e se possível dar o meu 2º banho do ano... mas eu só queria descansar... mais nada... ler a minha Manopla de Karasthan e vegetar... mais nada... a vida é tão simples e com prazeres tão simples...
11 de maio de 2006
Elas andam aí...
Tinha tantas coisas para falar mas não me lembro de nenhuma em particular. Prefiro então fazer um balancete do que tenho feito (pode ser que venha daí alguma ideia)...
Estes dias têm sido algo agitados com concertos a dar, muito trabalho na fábrica e alguns passeios por aí... Os dias puxam a isso, o calorzito já se faz sentir e num destes dias, acho que até foi no 1º de Maio (sem desrespeito por ninguém que tenha trabalhado por aí), fui até à praia... mais concretamente, Foz do arelho city... aos anos que lá não ia... Mas a lagoa continua na mesma e a água também - gelada! Lembrei-me então que estávamos em Maio e tudo se justificou. No entanto, nao demovido pelo gelo, fui á procura de um local qem que a dita água estivesse mais quentinha... e como quem procura sempre alcança, lá alcancei um local uns bons graus acima! Soube tão bem... O primeiro banho do ano é sempre um luxo e quase inesquecível.
Ainda não tive ideia nenhuma...
E já vamos quase no meio do mês... O calor continua a aumentar e já se começam a contar os dias para férias... a mim faltam-me precisamente 2 meses e 14 dias. Vão passar que nem um tirinho... as férias, não os 2 meses e 14 dias...
Tudo isto me faz lembrar do bem que as pessoas s snetem ao não fazer nenhum. Mas não fazer nenhum também exige uma certa perícia e, até mesmo, uma certa arte. caso contrário cai-se no aborrecimento, o que contraria em absoluto todo o conceito de férias. Ir de férias para nos chatearmos é rídiculo. Faz tanto sentido como o um Urso polar no deserto (que se calhar já por lá andaram)... Mas as pessoas gostam imenso de não fazer nenhum. Pelo menos eu e os que me rodeiam adoramos. Mas atenção que eu encaro as minhas férias não como algo que devia ser frequente e natural mas sim como um prémio pelo esforço desenvolvido ao longo do ano. Acho que também podiam ser mais dias mas isso é outra história (p.e. acho que na quadra natalícia, desde a véspera de Natal até ao ano novo, devia haver férias - são 6 dias, o que é isso?...). Mas falo sobretudo do prazer que é ir para férias com o dever cumprido, consciencia tranquila e sabermos que estamos a gozar algo que fizemos por merecer. É tão bom... E depois há o ir pra férias ainda a pensar no trabalho e em vez de se levar a cabeça para descontrair, ela fica em casa, ou pior, no trabalho. Esse é o maior erro que se pode fazer. O corpo humano está preparado pra uma carga de trabalho/stress média ao longo do ano e, como sabemos, o stress é gerado (e sofrido) em grande parte no cérebro. Deixar o cérebro no local de stress é um erro, parece-me portanto. Temos de aproveitar esses dias para quebrar a rotina. Lembrei-me que havia um povo que tinha um ritual anti-rotina: quando chegava a uma certa altura do ano, partiam da sua aldeia para outro ponto da região e aí organizavam um festival em honra de um dos seus deuses durante uns dias. Escusado será dizer que quando (por algum motivo) nao faziam esse ritual as coisas nao corriam bem e entao decidiram ser obrigatório que TODOS o fizessem, não fossem os deuses ficar furiosos e descarregar neles a sua raiva.
De qualquer forma, com deuses ou sem eles, as férias fazem falta, estão quase aí e... vou parar de falar em férias porque estar a falar de férias no trabalho é masoquismo :)
Viram como tive uma ideia :)
E desta acho que compensei!
27 de abril de 2006
Walking on sunshine...
Não é a minha terra propriamente, mas as minhas raizes estão lá e é a minha família que são também os meus amigos e isso é um tesouro riquíssimo... e é isso que torna a Vida bela...
Isto 'tá assim meio p'ró curto, nao está? Depois compenso...
18 de abril de 2006
Soltas...
"
Impossível
Impossível cantar-te
como cantei o amor adolescente
colorindo de ingenuidade
paisagens e figuras reduzindo-o
à mesma atmosfera rarefeita
do sonho sem percurso no real
Impossível tomar o íngreme caminho
da aventura mental
ou imaginar-te pelo fio estéril
da solitária imaginação
Tão-pouco desenhar-te como estrela
neste céu infame
dizer-te em linguagem de jornal
ou levar-te à emoção dos outros
pela voz contrafeita da poesia
Impossível
Impossível não tentar dizer-te
com as poucas palavras que nos ficam
da usura dos dias
do grotesco discurso que escutamos
proferimos
transidos de sonho no ramal do tempo
onde estamos como ervas
pedrinhas
coisas perfeitamente inúteis
pequenas conversas de ferrugem de musgo
queixas
questiúnculas
arrotos comoventes".
Alexandre O´Neill
... e gostei!
6 de abril de 2006
Curtas...
5 de abril de 2006
Vai ou não vai?
28 de março de 2006
"Strength and Honor"
22 de março de 2006
Passagens...
17 de março de 2006
Chuva...
O pseudo-Verão que aconteceu no início desta semana foi algo que nos renovou a energia e nos deu ânimo... estamos um pouco fartos de todo este tempo frio e desta chuva que muitas vezes cai quando nao deve, se bem que por outro lado temos consciencia que ela ainda faz muita falta (só isso nos faz aguentar tamanho cinzentismo)... eu quero os dias de Sol e de calor (não muito) de volta... estamos a precisar de animar!
Quem não está a precisar de animar é o pessoal de França. Depois do Maio de 1968, está a acontecer é a maior mobilização estudantil no país do sr. Chirac. E com toda a razão. Os senhores do poder querem dar a liberdade, a quem manda, de poder despedir sem justa causa e sem pré-aviso qualquer jovem até aos 26 anos sob sua alçada. O emprego, que era precário, tornou-se periclitante. Não pensem as pessoas que lá por isto se passar no país do queijo que não nos pode afectar. Nada disso. Sendo a França e a Alemanha os motores da União, o que acontece por lá, muito rapidamente acontece por toda a Europa (lembrem-se dos motins dos emigrantes em Paris). E tendo em conta que neste país há uma tendencia muito engraçada (ou não) de copiar tudo aquilo que ajude a limpar os números que temos de entregar á União, então, estes acontecimentos são bastante preocupantes. Houve direitos conquistados na Revolução dos Cravos, direitos esses que têm vindo a ser "actualizados" em nome de um deus (aos olhos de quem manda) maior, tornando-os cada vez menores... Por mim, esta situação nem m devia preocupar visto que, não tarda, estou fora da idade de perigo. Mas preocupa-me ver gerações vindouras com os empregos ainda mais precários, sem condições nem segurança para investir em algo concreto e útil para a sua Vida, não criando assim as condições para que possam cumprir a sua missão aqui na Terra. Se com estas medidas se pretende que a produtividade aumente, é preciso não esquecer que sob um clima de medo e repressão os resultados não aumentam mas sim diminuem consideravelmente. Vejam exemplos como o da empresa Google, em que os empregados passam mais tempo no trabalho do que em casa... a razão é simples: as condições que eles têm no trabalho são tão boas ou melhores que em casa, sendo que esta só lhes serve pra ir dormir (já que na empresa eles não têm camas). Uma empresa que investe no conforto e segurança dos seus empregados, mais facilmente ganha a sua confiança e, tomando os empregados a empresa como algo seu, o seu empenho e optimo desempenho. O princípio da Selecção Natural (se pensarmos num princípio de melhor pessoa para o lugar) é aplicável mas não quando todas as condições são adversas...
Não é meu interesse tornar este espaço num lugar político. Mas é meu interesse discutir tudo o que seja humano e humanista. E, a meu ver, esta intenção política está embuída de uma profunda desumanidade... Mas tenho a ressalvar que os responsáveis politicos deram ordens para que a Policia não retalie qualquer acção dos manifestantes, o que é de louvar... mas só isso...
14 de março de 2006
Lavando a cara...
13 de março de 2006
Transições...
Ontem esteve de facto um dia esplêndido mas não fui passear ao ar livre. Fui ver um filme, o Frágeis, que já há muito tempo tinha na minha lista para ver (desde que o vi numa apresentaçao num canal da TV Cabo)... Enredo simples, vê-se muito bem, espera-se e desespera-se pelos desenvolvimentos e tem participações muito simples... Não o aconselharia a pessoas que quisessem um filme para descontrair mas também não o faria a pessoas que procurassem emoções fortes... é um bom meio-termo...
Só queria dizer também que adoro o Universo e tudo o que nele existe porque tudo é tão, tão perfeito que me comove até á mais ínfima centelha... A Vida é Eterna e Perfeitamente Bela...