9 de outubro de 2007

Para os que ficaram espantados com o meu ultimo post contra-corrente, devo dizer que tudo o que me leva a escrever como escrevi não se deve a um dia ou outro mau. Deve-se a muita muita coisa... Felizmente os meus olhos parece que andam a escolher ver o que é preciso e por isso é que, se calhar, pode parecer que insisto em ver as coisas de uma forma em vez de outra... A questão aqui é que eu vejo as duas formas. E chateia-me que, sabendo que há coisas que podiam ser bem melhores, não o sejam... Não é insistir em olhar pro escuro, é ficar irritado com os escuros que estragam a paisagem... mas, apesar de tudo, estes escuros têm todos lugar no mundo... o meu problema é quando eles estão mal distribuidos, sobretudo por quem nao merece... (um bocado a filosofia "not in my backyard!")

Ainda hoje, houve uma esperta alminha que se atreveu a mandar vir comigo sem ter necessidade/justificação... Após uma cena assaz desagradavel, afastei-me placidamente e percebi que essa senhora, mais cedo ou mais tarde, vai ter a resposta para a atitude que tem... Mas fiquei indignado, mais do que com a atitude, com o facto de ela mandar postas de pescada sobre a minha maneira de ser sem nunca antes me ter visto... O problema do preconceito é um problema que pode ser grave visto que tem raízes, não só no ambiente em que a pessoa foi criada, mas na sua propria maneira de ser, inata. Fico possuido quando vejo pessoas assim mas imediatamente lembro-me que elas são apenas o que escolheram ser. De qualquer forma essa maneira de ser facultar-lhes-á imensas lições ás mãos de outros não tão indulgentes como eu... Mas são este tipo de coisas que, consecutivamente me vão acontecendo e, para as quais, eu vou começando a dizer "chega!" porque têm sido mesmo, mesmo demais. E como estas, muitas outras...

Esclarecidos? ;)

7 de outubro de 2007

Na profunda dualidade que somos todos nós, momentos há por vezes em que nos sentimos unicos, unos em nós, sem qualquer margem para dúvidas daquilo que somos e daquilo que seremos... Ultimamente digo que me tenho sentido tudo menos uno. Sinto-me estilhaçado por dentro, sem qualquer tipo de orientação, com quereres demais a surgirem-me dentro da mente e da alma, esforçando-me quase subliminarmente serenar-me para que a minha mente nao siga o rumo do que sinto emocionalmente... mil pedaços, mil destinos, mil quereres, um tudo de nada feito... Gostaria de poder explanar concretamente o que sinto, os “sintomas” digamos, mas não é fácil ou, pelo menos, são demasiado extensos e sensíveis para que fale deles... Estou num sítio que sempre me aliviou e que, desta feita, continua a ter o mesmo efeito “terapêutico”... sempre desejei aqui escrever qualquer coisa, inspirado pela atmosfera e levado pela intuição... Tenho andado prestes a rebentar com tanta indignação, revolta e dor do que vejo à minha volta... Ninguém disse que ia ser assim tão dificil... Nestas alturas tento manter em mente que posso ter o pavio curto e que muitissima mais gente há que deve ter razões para se queixar... Mas esta é a MINHA vida e como também não são os outros que a vão viver por mim, acho que sim, que devo manter a minha perspectiva das coisas. Sim, estou revoltado porque a minha vida não é minimamente aquilo que eu espero que seja, sem um mínimo de justiça tendo em conta aquilo que sou e aquilo que outros á minha volta são... OK, talvez tenha escolhido esta vida para mim, desta forma... se o fiz, é porque tenho de aprender com isso e, sobretudo, a dar a volta por cima... Mas, e sendo estes tempos em que pouco ou nenhumas razões tenho para acreditar nisso, devo explanar (em todo o seu esplendor/negritude) a minha revolta. Eu mereço mais! Pessoas muito piores do que eu (verdadeiros répteis, mas quem sou eu para julgar) vivem á grande e safam-se ainda melhor! Pessoas que tratam as outras como lixo e que continuam a ter material para processar e continuar a torná-las lixo! Eu não faço isso, nunca pedi nem vi assim as pessoas, não roubo, não minto, mato-me a trabalhar, a tentar ajudar e no fim... nada... a mesma existência mísera de sempre, sempre a mesma rotina, sem emoção, sem diferença, sem nada...acordo, como, falo, rio, choro da mesma forma de todos os dias, numa existência presa num ciclo, num absurdo que não sei como quebrar... A todos aqueles que, por algum motivo, desejaram tal facto, parabens, conseguiram que os vossos desejos se tornassem realidade. Sou infeliz, talvez de uma forma que poucos possam considerar válida, mas suficientemente dolorosa para me sentir a afogar como se me tivessem calçado uns sapatinhos de cimento e, pluft!, lá pra dentro que é isso é que tu mereces... Se estiver a ser Calimero, que seja, sou eu, sao os meus sentimentos e isso é que importa... Há alturas assim na vida de todos mas há também alturas em que a coisa ja dura tempo a mais e agora só me apetece dizer CHEGA! Chega de gozar comigo, chega de serem falsos, chega de brincar com os sentimentos, chega de mentir, CHEGA! E não me digam que estou a receber o que dei porque isso só revela que, no fundo, pertencem ao grupo dos que não me conhecem, nem se interessam por conhecer... Podem chamar-me arrogante, inflexível, frio e que vou ficar sozinho (e sim, isso é um problema pra mim) mas pelo que tenho recebido acho que não posso continuar a virar boa cara, é demais... E, posto isto, vamos á vida porque ela não espera por ninguém!...

2 de outubro de 2007

Na minha ronda diária pelos blogs deste país, fui surfando e saltitando de blog em blog e tenho visto coisas do arco-da-velha... ha pessoas para tudo, para saber de tudo, para fazer de tudo e para escrever de tudo... essa é a grande virtude do mundo cibernético: poder falar tudo aquilo que se quer, como se quer e quando se quiser... Tenho visto blogs extremamente simples, outros com uma prosa que, na melhor tradição de Saramago, será preciso cursar Letras (ou Português A Plus +) para se compreender o sentido e o porquê de tal escrita... o que é que certas pessoas querem dizer quando escrevem o que escrevem... querem exteriorizar o que escrevem ou querem dar ares de superioridade, que sabem ser tão complexos que nem vale a pena ler duas vezes e reflectir. Eu chamo a isto "fazerem das pessoas parvas". De que vale escrever-se o que quer que seja se os outros nao vão compreender? E já nem falo das fotos ou videos que publicam...
Mas é possivel ser também profundamente claro e, mesmo assim, não nos entenderem... muito me questionei eu sobre esse facto, o porquê de tamanha cegueira na interpretação do que se escreve... cheguei á conclusão que não é propositada, que depende meramente da maneira de ser de cada um, da maneira que cada um escolheu para entender o que o rodeia... Mas isso tem sido algo que me tem angustiado há já muito tempo: a comunicação entre iguais (que, supostamente, o somos). Podemos ser o mais claros possíveis a falar directamente com outra pessoa mas, por virtude da nossa "cegueira" (isto está muito saramaguesco, e eu que nem cheguei a acabar o Evangelho do JC, isto ha alguns muito bons anos...), podemos estar a intuir exactamente o contrário. Por isso, deixo a questão no ar, porquê falar-se, porquê tentar comunicar se, mesmo quando explicamos as coisas tipo B-A-BA, o outro lado NUNCA irá compreender mas, simples e só, vislumbrar o conteudo, imediatamente remetendo-o e moldando-o á sua realidade... No momento máximo de simpatia, diz-se: "estou a perceber", mas é a maior das mentiras, só se percebem as palavras e raramente, ou nunca, o conteúdo... epo menos como nós o sentimos ou intuímos... É algo angustiante, pensar que podemos passar a nossa vida por este mundo sem que ninguem nos entenda... é o mais provável, até.

Lembrei-me agora, isto foi muito á Kant, não foi? Quem sabe (e nao estou a querer julgar-me tanto como esse génio, nem pouco mais ou menos!) se não foi esse mesmo problema que o levou a escrever essa loucura que é a Critica da Razão Pura...

22 de setembro de 2007

A Época está a chegar... O que é a Época, perguntam vocês? A Época (que não a de caça) é a altura do ano em que mais prazer tenho em ir passear... as condições ficam reunidas: luz, calor e transito (pouco)... Parto á descoberta de qualquer coisa, de um sítio novo, perto ou longe... Hoje acordei assim, com a sensação brutal, avassaladora que a Época está a chegar... a luz hoje indica-me isso... fui á janela mas, no entanto, a temperatura ainda nao estava certa... ainda faz calor a mais... Parecia um paradoxo, acordar assim tão activo, tão estimulado, como que a olhar as coisas de uma maneira contrastante com a maneira como as via ontem e depois, abri a janela e vi que não era assim, que a diferença para ontem nao era, sensivelmente, nenhuma... No entanto continuo a sentir as coisas da mesma maneira como quando acordei... basta fechar os olhos e sentir as coisas... Não sei o que se passou durante a noite (sei com o que sonhei e foi bem estranho) mas hoje... :)

"Now I've been happy lately,
Thinking about the good things to come,
And I believe it could be,
Something good has begun..."

Cat Stevens, 1971

17 de setembro de 2007

Quero responder ao sr. Gee Dubya Bush!

"...agradecer o facto do povo portugues apoiar a causa do povo iraquiano e do Afeganistão pela liberdade!"

Ó Bushas! Burro do ca%*lho!!! Read it loud and clear!!!! WE DON'T SUPPORT YOUR CAUSE!!! WE DON'T GIVE A FUCKING SHIT FOR YOUR FREEDOM CAUSE!!! GET THE FUCK OUTTA IRAQ NOW!!!

E quanto a ti Socrates, se pegasses nas tuas sapatilhas de ballet e fosses pra tua terra correr a pegar num arado e numa junta de bois (da tua raça) para ganhar com o teu insignificante suor a vida (em vez de andar a beijar o cu a burros), mesmo assim acho que não saberás que é para esse cenário que nos estás a levar... Ganha juizo ó palhaço!!

Acabei de utilizar a minha Liberdade de Expressão! Agora processa-me como fizeste ao outro!

16 de setembro de 2007

Vi isto noutro blog a que fui parar (Fuck with my brain) e achei piada!

7 coisas que tenho de (quer dizer, é mais "gostaria de...", tenho é muito radical...) fazer antes de morrer:

- Viver na Noruega
- Escrever um album de musica
- Ir à Antartida
- Compreender as pessoas
- Formar uma família
- Sentar-me à beira do Lago Constance a ouvir Grieg
- Serenar-me internamente

7 coisas (pessoas) que mais gosto:

- Música
- Dias cinzentos
- Conduzir
- Ir á Peninha
- Ir á praia no Inverno
- Conhecer pessoas
- Conhecer-me

7 prazeres futeis (ou então não):

- Dormir
- Brincar
- Tocar (ou tentar tocar) música
- Falar pelos cotovelos, divagar
- Tocar "air guitar" e "air drums"
- Partir sem rumo
- Olhar nos olhos dos outros

7 coisas que mais digo:

- Dasssss!!!
- Só na onda da amizade...
- Tipo...
- Isso é do mai' rico!...
- Meeeeen...
- Fraude!...Isso é algo fraudulento!...
- Ó pá!!!

7 coisas que faço bem (esta é a mais dificil, devia ser "7 coisas em que me desenrasco"):

- Ouvir as pessoas
- Fazer pensar as pessoas
- Alegrar as pessoas
- Entristecer as pessoas
- Dar conselhos
- Guardar segredos
- Dormir

7 coisas que não faço ou não sei fazer:

- Disfarçar o que sinto
- Gabar-me
- Tocar musica bem
- Levantar-me bem disposto
- Fugir das situações
- Magoar alguem de propósito
- Pactuar com injustiças

7 coisas que não gosto:

- Injustiça
- Mentira
- Dor
- Faltas de respeito
- Cortes á ultima da hora
- Pessoas que se fecham em si mesmas
- Música mal feita ou mal tocada

Parece impossivel mas isto é bem dificil de se fazer... se nao acreditam, experimentem! :)

13 de setembro de 2007

Estava agora a ver o "Silencio dos Inocentes" pela enésima vez mas esta foi a primeira desde que vi o "Hannibal", o "Red Dragon", a sequela e a prequela, respectivamente, e a pre-prequela "Hannibal Rising"... Dei por mim, então, a reparar na maneira como estava a ver o filme... Não foi tanto por ter visto os filmes da trilogia mas mais por ter visto o Rising... Aquele filme muda absolutamente tudo... do objecto de misterio que é Hannibal Lecter, depois do filme passamos a ver Hannibal Lecter o justificado... não o inocente, obvio... Nada pelo que ele tenha passado quando criança justifica as suas atitudes homicidas, se bem que, no fundo, ele nao deseja nada menos do que nós desejamos muitas vezes: respeito e uma boa lição para que é... mal-educado... O problema é que ele não se contem... é uma mente brilhante mas traumatizada e retorcida... Hannibal Lecter é a nossa hiperbole mais rebuscada, é o nosso melhor e o nosso pior... Lembro-me de encarar a Clarice como a "heroina" e agora acho-a uma autentica simploria, com alguma artimanha apesar de tudo... Estou a ver a cena que justifica o título do filme, a parte em que ela confessa a razao da sua fuga da quinta e, percebe-se logo, razao ultima da sua entrada para o FBI..."Clarice!!... Avise-me quando esses cordeiros ficarem em silencio..."... Hannibal consegue tudo o que quer, porque é o que de mais inteligente existe no ser humano... a sua vantagem, como sempre (e em jeito de antecipação da era que viria surgir), é a informação - informação que poucos neste mundo querem realmente saber: ele conhece o ser humano. As vidas, as rotinas, as pequenas coisas do dia a dia sao apenas estradas para chegar á essência de cada um... desse ponto, e sob esse ponto de vista, ele passa a ser juiz, júri e carrasco (avalia, julga/sentencia e executa), mais uma vez, um sonho (ou pesadelo) de qualquer um... poderá ser isso que nos atrai nesta série de filmes mas que também nos repugne... A informação, assim e como sempre, pode ser usada para o bem ou para o mal... neste filme tudo se confunde, antes, tudo é ambíguo, tudo tem duas cabeças... quem é o bom, quem é o mau?... Neste filme, Clarice é incrivelmente "cinzenta", nao se enquadra em nenhuma das facções, se bem que o seu ardil na pseudo-proposta (um mobil para começar a fazer falar Hannibal) é uma mentira (algo mau) mas feito a bem... quanto mais rápido as pessoas julgarem os personagens pelas situações imediatas, mais rapidamente se enganam... quanto maior o erro, maior a queda, e a grande ironia (diante a "trilogia+1"... pronto, a tetralogia... se bem que...) é a vida de Hannibal... a grande "chapada" vem no ultimo filme feito (que nao deve ter sido por acaso a ser o ultimo, a "chave")...
Como em tudo na vida, é preciso ver as coisas como aconteceram ao longo do tempo... não é por acaso que temos memória e capacidade de projecção para o futuro... há que ver a história toda, se queremos compreender o melhor possivel, ver a "wider picture"... essa é, quanto a mim, a maior lição deste conjunto de filmes... quantas vezes não a esquecemos?...

11 de setembro de 2007

Durante as minhas divagações por blogs deste país, dei comigo a pensar "é pá, adorava ter piada como este gajo..."... Ideia consequente, lembrei-me de escrever as coisas que gostava de ser ou de fazer...
Gostava de ter um sentido de humor acutilante, gostava de ser um génio (qual deles nao sei), gostava de saber desenhar com um estilo único, gostava de voar, gostava de ser telepata, gostava (ás vezes) de ser mosquinha, gostava de poder compreender tudo o que me dizem como se eu fosse a propria pessoa, gostava de estar aqui e noutro lugar, gostava de poder atravessar o oceano a nado, gostava de poder ver todos em paz, gostava de ver o que está do "outro lado", gostava de poder apreciar (ou pelo menos ter paciência para) todos os vegetais e fruta (infelizmente, tal nao acontece...), gostava de tocar como o Charlie Parker ou o John Coltrane, gostava de viver da música, gostava de poder fazer um horário á minha maneira, gostava de viver na Noruega, gostava de poder estalar os dedos e ter o trabalho feito (só se não fosse musico, caso em que o proprio trabalho é um prazer), gostava de poder guardar comigo todos os cheiros bons que ja senti, gostava de congelar momentos, gostava que os Dream fossem meus amigos, gostava de ser sempre criança (e viva o Peter Pan!) para poder acordar todos os dias e não pensar no que é que ia fazer - improviso!, gostava de dar ao Gilberto Gil "aquele abraço", gostava de encontrar os meus colegas da primária todos de novo, gostava de amar tanto quanto quem me ama...

...a esta hora sao os que me lembro... nada mau!

8 de setembro de 2007

Nao sei porque está-me a apetecer escrever sobre este final de tarde... estou sentado na minha varanda, a ver o sol a desaparecer por detrás dos montes que se vêem na paisagem circundante a minha casa... Hoje o tempo esteve nostálgico, chego mesmo a dizer carinhoso... a Luz cuja presença se fez sentir hoje, ligeiramente coberta por uma névoa dava uma sensação de Paz e conforto...tempo ideal, portanto, para escrever... com este tempo, lembranças do passado, de tempos muito bons passam-me pela cabeça... lembranças da infancia, lembranças de fim de férias, lembranças mais recentes também, porque, e tenho de o admitir, nem só na minha infância passei por bons momentos... O sol que desaparece por hoje bate-me suavemente na cara... queria mais... mais destas sensações, mais desta luz, mais destes dias... A cidade estende-se aos meus pés, no seu pulsar costumeiro mas mais relaxado... afinal, apercebam-se ou não, todo este ambiente acaba por influenciar as pessoas e tudo se faz com muito mais calma... é a hora do regresso, é a hora do recolher... oiço as pessoas a chamar pelos filhos para virem jantar (ha tanto tempo que não ouvia isto)... prepara-se a noite, essa que nos seus mistérios traz todos os sonhos que queremos e que não queremos... respiro fundo... sabe bem estar em paz com o que nos rodeia, sabe bem estar em paz com a Luz, sabe bem senti-la connosco... o melhor de tudo é que, mesmo recolhendo-me para tudo o resto o que tenho que fazer, tudo isto está comigo... hoje, no Jogo, os dados sairam-me bem...
É só para dizer: da proxima venham prevenidos de oculos de sol! As trevas não podem durar para sempre ;)

6 de setembro de 2007

Correndo o risco de ser "banal", e sendo eu músico (ou tento sê-lo), acho que devo dedicar um post à Voz... Sim, ele era a Voz, sim, ele será sempre a Voz... cantava como nenhum outro, encantava como poucos encantaram... quando eu penso em tenor, penso nele... Não gosto de ópera, acho até que, de todas as formas de música (que não a é só) é a mais incompreensível e obtusa... mas no meio de tanta gritaria, uma Voz houve que fazia Música.. e isso, a meu ver, é muito difícil... Assim, aqui fica a minha simples homenagem ao "Maestro" Luciano Pavarotti... Que a sua voz ecoe pelos séculos fora!

3 de setembro de 2007

Quero falar de tanta coisa mas não consigo... queria ter mil bocas pra falar mas não as tenho... queria ter mil braços para fazer mil coisas e so tenho dois... queria mil corações para poder amar e só tenho um... one shot... só tenho dois olhos na cara para ver o que está à minha volta e uma mente já em sobre-rotação que não para, nunca para, dia e noite, de pensar no que não deve... milhentas ideias que me vêm à cabeça do que foi, do que é, do que poderia ser, do que poderá ser... não há controlo nenhum sobre o mundo, sobre o que se passa, nada é seguro, nada é certo... é uma noite que corre, um sorriso volátil, uma lagrima escondida, uma vida e um espírito que nos perpassa... tento agarrar o agora e escapa-se-me entre os dedos em gotas de instantes... alguma coisa há que permaneça? Avanço, sem saber para onde vou ou ao que vou, porque, de tudo, é do passado que me quero livrar para viver o futuro...

(foto tirada no inesquecível ano de 2004, algures na A1, sentido Porto-Lisboa)

27 de agosto de 2007

Fui, recentemente, ver a exposição do World Press Photo '07. A ideia que eu tinha antes de ir para lá era completamente diferente da ideia com que fiquei depois de sair de lá... Mas não vou falar da qualidade técnica das fotos (não sou ninguém para isso), limitando-me apenas a dizer que, de facto, quem é pro é pro!...
Quis ir á exposição com o sentido de ver no material aqueles ínfimos de alma que se conseguem captar por quem a paixão tem pela fotografia, acreditando piamente que, com uma máquina, se podiam cumprir (aproximadamente) os medos dos primeiros tempos da arte: não se deixar fotografar com medo que a alma lhes fosse roubada... Mas eu não queria isso... só queria que a alma das coisas, das pessoas, dos acontecimentos, naqueles instantes, ficasse captada... queria ver se isso era, de facto, possível... O facto de serem tiradas por profissionais da informação levava-me, no entanto a pensar que o seu objectivo poderia ser tirar uma imagem simbólica e imediata, e não uma imagem profunda (que poderá incluir o simbolismo)... a velocidade do mundo da informação com certeza não tem contemplações pela profundidade da alma, pensei eu... No entanto, a esperança é a ultima a morrer e aí fui...
Entrei na exposição e logo à primeira foto percebi que tudo aquilo que eu esperava, e mais, ser-me-ia mostrado... A exposição abria com uma foto sobre os dias de conflito há uns tempos no Líbano... a foto parecia o "Guernica" do Picasso... diferentes estados de espírito estavam retratados na mesma, desde a impassividade e concentração, passando pela tristeza e choque, á resignação do "olha, já está, já está..."... Segui a exposição e outras realidades foram mostradas, desde fotos instantâneas que me pareceram autênticos quadros compostos até momentos capturados que pediam meças aos melhores tecnicos de Hollywood...
E as pessoas?... Sim, as pessoas... e a alma humana?... também a havia lá, muitas vezes dissimulada por um "n" de factores envolventes que, se lhes fosse dada muita atenção, rapidamente passariam de "moldura" a "tema central"... a força, a garra, a tristeza, a alegria, a ternura, o espanto, a ânsia, a apreensão, muitas muitas mais... sim, vi a alma humana nas fotos, independentemente da sua cultura ou raça, estava escrita em cada curva, cada variação de luz, em cada olhar, em cada gesto congelado no tempo por uma objectiva, as mesmas emoções em pessoas e situações separadas por milhares de quilometros... tiveram as fotos o mérito de mostrar a alma, o movimento, o passado, o presente e o futuro próximo, o fugaz e a eternidade... melhor seria retratar também aquilo que uma pessoa "é" mas para isso seria necessário não uma, antes um album inteiro de fotos como aquelas... e mesmo assim tenho quase a certeza que não chegariam...

19 de agosto de 2007

..."É giro não é?"...
"Bah, oauis, c'est trop cool! Il y a pas des choses comme ça en France!"...
"Então e as Ardenas?"
"Oh, c'est pas tout a fait comme ça... pas si grand... tout à fait pas si beau... en plus, aux Ardennes on peut sentir la fumée des voitures encore..."

...Vou no carro e sinto a luz... mas o mais estranho são as sensações que tudo isto traz... e pela primeira vez desde há muitos muitos anos, tenho essa sensação estupida da partida, de alguém que vai partir do mundo que me rodeia... uma sensação em tudo semelhante à que eu sentia quando os meus tios e a minha avó partiam para França no final do Verão e eu queria partir com eles para que aqueles dias fossem infindos... será que também quero isso desta vez?
Chamo a esta luz "a luz do adeus"... qualquer coisa que anuncia o fim de um ciclo, curto ou longo, mas um fim de um ciclo... é uma luz nostalgica, uma luz, no entanto, confortante, mas não como aquela luz do por do sol que nos diz "hoje acabou-se, mas amanhã isto continua"... conforta por que é quase uma chamada de atenção para reflectirmos sobre tudo o que vivemos nos ultimos tempos, quase que a dizer "Quem é bom para ti, quem é?"... mas é simplesmente a luz do acabou-se! Como pode isso ser? A luz está associada á presença, à existência, ao que chega e não ao que parte!... Mas sim, eu sinto que também serve esse propósito... Com a luz, tudo é possível... Tenho o meu coração que não me deixa mentir...

12 de agosto de 2007

De volta ao sonho... estive na realidade da terra dos meus pais e até um pouco mais longe... bem mais longe... por 4 dias fui serrenho!
As férias ainda nao acabaram e o sonho continua aqui em lisboa... tão fátuo e real como qualquer outro que tenhamos de olhos abertos ou fechados... sim, porque a diferença entre eles é pouca ou nenhuma: de olhos abertos podemos sonhar, a dormir podemos viver coisas com uma definição e sensações como se fosse de dia... daí que tudo é sonho e tudo é realidade... Em sonhos e nas realidades sinto as mesmas coisas, em sonhos e nas realidades sinto os mesmos medos, as mesmas espectativas, as mesmas ambições, os mesmos amores, os mesmos encontros e desencontros... Mas, serão os sonhos melhores que as realidades?

29 de julho de 2007

... e eis quando dou por mim no cimo de um montículo a olhar para a mais batida das paisagens... é banal mas o aroma que está no ar faz-me pensar em alegrias de outros verões, muito, muito distantes... deve ser o calor que liberta tais odores... olho á minha volta e desejo estar em todo o lado e em lado nenhum... com a minha mente estou em mil lugares ao mesmo tempo, com as milhentas pessoas que não podem, não querem ou não se lembram de estar comigo nos tempos mais recentes... Deduzo que está na altura de estar sozinho... um dos meus cães toca-me nas pernas, como que a dizer "eu estou aqui". Admiro-me. Nunca ficou muito tempo ao meu lado quando o ia passear noutras vezes... estou a milhas de distância, estou com outras pessoas, pessoas que eu conheço mas que não se comportam como na realidade... é um mundo ideal, aquele que que concebo, um mundo gerado á minha idealidade, á minha medida, em que as pessoas se comportam como espero... um mundo em que as pessoas assumem o que sentem, agem de acordo com isso, tentam melhorar se os sentimentos nao são os melhores e, sobretudo, não mentem, não falham promessas, são flexiveis e compreensivas... Algo há mais que me perturba: o facto de, apesar de sair com alguns amigos, a vinda pra casa ser absolutamente um anti-climax... sinto-me tão vazio como antes... o vazio que me preenche (bela antítese) e nao me larga... vazio, solidão e angustia... se se pudesse resumir a vida em 3 palavras, seriam estas...

Estou de férias. Mas, como dizem os ingleses, "on hollidays" e não "on vacation"... a diferença é subtil: se são passadas em casa ou em viagem. Não posso ir "on vacation". A conjuntura de tudo e de todo não mo permite... há prisões que são más, como a da mente... as da alma são piores...

24 de julho de 2007

...de mal a pior...

I can't escape it
It leaves me frail and worn
Can no longer take it
Senses tattered and torn

Hopeless surrender
Obsession's got me beat
Losing the will to live
Admitting complete defeat

Fatal Descent
Spinning around
I've gone too far
To turn back round

Desperate attempt
Stop the progression
At any length
Lift this obsession

DT-2002

... my words exactly...

21 de julho de 2007

Dia de sol mas mais parece de indiferença... Estive rodeado de gente e é impressionante como tudo me passou ao lado... centenas de pessoas estavam no sitio onde fui passear e em nenhuma delas reconheci alguma familiariedade... podemos estar no meio de imensa gente e sentirmo-nos infinitamente invisiveis...
Parei num jardim e tentei viajar mentalmente... fundir-me com a terra envolvente e sentir-me uno com qualquer coisa... não consegui... algo me fugia, me escapava entre os dedos, sentindo-me com um campo de forças repelente de todas as pessoas à volta...

Cada vez menos eu confio nas pessoas... não pode haver dedicação se não houver palavra... e eu estou farto que as pessoas nao tenham palavra...

17 de julho de 2007

Que preço tem a dedicação?...
Hoje o mundo meteu-me nojo, um asco puro e absurdo na sua logica ininteligível... Para onde quer que olhava não senti o minimo de ligação ás pessoas, à terra, aos animais, ao trabalho, ás palavras, a tudo... Era um grandioso espectáculo de non-sense! Apetecia-me voltar ao meu estado molecular, básico, elementar... Cada palavra que me dirigiam era retornada pelo mais profundo desprezo, indignação, indiferença... Estava noutro planeta, com o corpo na Terra, a vaguear qual alma penada...

"...o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos..."

Esta é do Ensaio sobre a Cegueira.. nunca li o livro, aliás, nunca li (totalmente) nenhum livro do velho Nobel... Mas empatizo-me com a frieza logica com que ele escreve... o que se vê é o que é, o que se ouve é o que é.
O medo nos tornou e nos continuará a cegar, modulando as nossas atitudes, tornando-nos irracionais, só reaccionais... é isso que eu sou agora: um ser reaccional, reajo aos impulsos, faço e digo o que me apetece e deste mundo, do qual nao tenho afinidade, senão pelo Som, só quero que se dane... Não vale o esforço, não vale a dor, não vale o Nada que nos invade... e não me venham com o Amor... esse está cada vez mais escondido... e já agora, vale a pena lutar pelo quê?o que é valer a pena?o que é que vale?quanto é que vale? o Valor é um conceito muito bonito, mas de fraca aplicação... olho para as estátuas erigidas, para os quadros levantados e penso de que valeu isto? a esmagadora maioria das pessoas nao faz ideia do que se passou, de quem era esta pessoa que agora nao é senão uma figura de formas agradabilizadas... Puro desperdício de tempo, esse que também é uma ilusão mas ao qual nos agarramos como se fosse precioso... É NADA! é um nada, é sei lá o que... que se dane tudo!...até as palavras...

23 de junho de 2007

Relatividades...

Quantas vezes nao caimos nós (nas nossas, tantas vezes, vidinhas confortáveis) a pensar o quanto somos uns pobres coitados, que a nossa vida é isto e aquilo e aqueloutro... Fartamo-nos e tornamos os nossos problemas um bicho de sete cabeças e, pior, ficamos obcecados com isso, ao ponto de deixar que a nossa vida gire única e exclusivamente em torno disso... Mas, se nos dignarmos a olharmos á nossa volta, rapidamente encontramos algo que nos centra no lugar a que pertencemos... Tudo isto me faz lembrar o ditado "De contente te doi um dente" ou mesmo outro "A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha...". Sim, poder-se-iam aplicar esses ditos...
Muitas vidas há que são bem piores que as nossas... pelo menos falo por mim... há quem lute contra a doença... há quem lute contra a pobreza ou a vida dificil de bocas pra sustentar sem condições... há quem lute contra a ilusão da sua vida ser inútil e despropositada (pelo sofrimento), quando tantas pessoas há (aparentemente) sem problemas... O referencial cartesiano não é para ser levado a sério a toda a hora... é essencial centrarmo-nos em nós para nos apercebermos onde estamos mas é fundamental olhar á nossa volta porque sem o redor não há centro... A importância das coisas é relativa. Só existe aquela que lhes quisermos dar... Porque não dar importância ás pessoas que entram na nossa vida, ou ao Bem que nos acontece a qualquer momento?... Eu sei que custa, também tenho os meus momentos de desilusão e desgosto, mas um caminho mais luminoso é possível... "Ajuda-te, que Deus te ajudará.." é outro dito que me veio á cabeça agora... quando o "aluno" está pronto, o "mestre" chegará... querem ajuda? querem-na mesmo? então esperem um bocado e estejam atentos porque ela aparecerá... e quando aparecer não esperem que venha sob a forma que esperam... pode ela vir das mais diversas formas, até das que menos nos agradam, mas tal como um rochedo a cair na terra faz pó (que depois assenta), também o pó que fere a vista ao cair em nós rapidamente revela algo que se mostra belissimo...E nunca podemos esquecer isto: podemos sofrer mas nunca estamos esquecidos... e nunca é em vão...

21 de junho de 2007

Light and shadow...

Ou, na bela lingua de Camões, Luz e Sombras... Pois é, acho que posso resumir o meu dia dessa forma. Luz, porque, estando de folga por uns dias fui dar uma volta, sem constrangimentos de tempo, até à belissima Sintra (sobretudo sua serra) e apaziguei a minha alma com o que vi... Sombras porque, neste preciso momento, os meus Dream Theater estão a actuar no Porto (na sua Chaos in Motion Tour) e eu não estou lá... agora só para o próximo álbum... Já fui abençoado (a palavra é essa) com um concerto deles. Foi em 2002 e posso dizer que foi emocionante. Os Dream estavam no seu pico, depois de lançarem "Six Degrees of Inner Turbulence" (o 2º album favorito nas minhas preferências) e eles tiveram a coragem, na praça Sony, de tocar o tema que dá o nome ao álbum, que se estende por mais de 40 minutos... Não me admira, mesmo sabendo que a maioria das pessoas nao os conhecem, que o Coliseu hoje esteja a abarrotar... Já em 2002, a praça Sony estava cheínha... Seguindo a logica de que, o que é bom rapidamente se sabe, acho que deviam ter reservado o Dragão (se eles quisessem continuar no Porto) em vez do clássico Coliseu... Espero que da próxima se dignem a vir a Lisboa (que nunca lhes fez mal nenhum)...

16 de junho de 2007

Os "D. Sebastiões" !

Num súbito regresso ao passado, que mui agradado me deixou, três titulos (há muito perdidos...):

- Dream Theater (who else?): When Dream and Day Unite

- Dream Theater: Metropolis Pt. 2 - Scenes from a Memory

- The Flower Kings - Adam and Eve


... Tão bom!... :D

13 de junho de 2007

Hoje amanheci com a alma em penumbra... Acordei cedo com o coração em pranto, com ideias e pensamentos dolorosos na minha mente, coisas que não consegui, durante o resto da manhã deste feriado, eliminar do meu coração... Sinto-me preso a uma vida que não desenvolve no sentido que desejava, da qual não tenho o pouco que peço, onde (como alguém desse) o que à partida parece bom e com futuro, se revela ter pouco ou nenhum... Hoje sou a Dor, hoje sou o Tormento, cíclicos demais para que eu veja uma saída possível mas muito desejada... Nunca me senti tão sozinho... Mas, citando novamente os DT "How can I feel abbandoned, even when the world surrounds me?..."... Parece um contra-senso, algo ilogico mas bastante real... Não faço a mítica pergunta, que fiz eu pra merecer isto porque sei o porquê, apesar de nunca ter decidido nada para isso neste Mundo... O que eu pergunto é, porque é que não sabia o quanto isto ia custar?... O que disse Ontem, sobre o que sentia, mostrou-me a Vida que tudo é Ilusão...

Quando chegará a Luz?...

12 de junho de 2007

Memórias...

Staring at the empty page before me
All the years of wreckage running through my head
Patterns of my life I thought I don't be
Revealing hurt for shame and deep lament

Overwhelming sorrow now absorbs me
As the pen begins to trace my darkest past
Signs throughout my life that should have warned me
Of all the wrongs I've done for which I must repent

I once thought it better to regret
Things that I have done when haven't
Sometimes you've got to be wrong
Learn the hard way
Sometimes you've got to be strong
When you think it's too late

Staring at the finished page before me
All the damage now so clear and evident
Thinking 'bout the dreaded task in store for me
A bitter fear at the thought of my amends

Hoping that the step will help restore me
To face my past and ask for forgiveness
Cleaning up my dirty side of this unswept street
Could this be the beginning of the end

Dream Theater- 2007

Há dias assim...

5 de junho de 2007

Espaços...

Todos nós (presumo) temos o habito de nos imaginar, após visualização de um filme com cenas bem apanhadas á beira mar ou beira rio, num cenário desse tipo... Imaginamo-nos, normalmente, no mesmo cenário que acabámos de ver... Ontem estive num filme desses. Não era na América ou num pais cliché como qualquer outro... era cá, na nossa Lisboa... Não é meu habito passear junto á beira rio mas ontem isso proporcionou-se e passei um tempo maravilhoso na Expo, á noite... não estava muita gente, a temperatura era amena e eu pensei: porque é que não há mais oportunidades assim? Mais espaços assim? Eu sei que isto parece um pouco político mas, numa Era em que a atenção á Terra é cada vez maior, e numa Era em que nos apercebemos cada vez mais da necessidade de ambientes limpos, que espaços livres e abertos são tao vitais como bons transportes ou segurança, deveria ser feito um esforço para que esses espaços se proporcionassem e desenvolvessem... Confesso que tenho o problema de ter que andar milhas para encontrar um desses ambientes e fico triste ao observar o potencial de certas zonas á volta de Lisboa, onde coisa que não faltam são espaços para se desenvolver tais ambientes... Até os haverem (que haverão), levo a noite de ontem na alma...

28 de maio de 2007

News from the new and vast World...

Muito tempo se passou desde o ultimo post. No dia em que o escrevi estava determinado a deixar para trás muita coisa e partir em direcção a uma nova aventura laboral. Época de revolução! Tal não aconteceu (pelo menos como imaginei)... Compreendi que as pessoas que nos ultimos meses se aproximaram de mim, gostam MESMO de mim e que é dificil estar no meu dia-a-dia sem elas... Tal como eu vi ontem num filme: Props pra ti Chefe! ;)
Gente nova entrou na minha Vida. Projectos novos se vislumbram ao longe. Vivo o Agora como nunca o fiz (excepto em criança, claro :) ), navegando ao sabor da Vida, lidando o melhor que sei e sinto com o que ela me trás... Sonho de novo, quando antigamente so via nevoeiro no futuro. O nevoeiro continua lá mas o Bom da coisa é que sei agora que para lá do nevoeiro (ou mesmo dentro dele) existe algo muito belo... A angústia da Existência não existe mais... será essa a Paz?

10 de maio de 2007

Grito

Amanhã vou dar o grito do Ipiranga! :)

7 de maio de 2007

Sinais...

No decorrer de uma conversa, sugeriram-me que eu escrevesse aqui sobre sinais... Não de trânsito (se bem que isso daria pano para mangas) mas sim dos sinais que a Vida normalmente nos dá...
Quanto mais penso neste assunto, menos acho que há a escrever. Sobre os sinais da Vida só há uma coisa a saber: reconhecê-los. E não é tarefa fácil. De facto, é preciso separar o trigo do joio porque com muita facilidade, assim que se começa a saber reconhecer os sinais, se cai no erro de se assumir como sinal o que não o é. Não vou começar a fazer uma lista do que podem ser sinais e do que não são porque o meio através do qual a Vida nos "dá o toque" pode ser muito variado. No geral, coisas que nos surpreendem, que por vezes estão "fora do sítio", enfim, são os sinais que, se pensarmos neles, acabam por ser dos mais faceis de reconhecer e interpretar. Mais dificeis são os que são proferidos pelas outras pessoas. Sim, os outros são muitas vezes os mensageiros do que a Vida nos quer dizer. E como cada um de nós tem uma opinião sobre qualquer coisa, é difícil acreditar, ou reconhecer sequer, o sinal em questão... Para baralhar mais as contas, muitas provas de Vida há que parecem sinais e que não o são! Mas, como todos sabemos, o Exame é obrigatório :)
Perante tudo isto confesso que a minha opinião é simples: vive e sê feliz. Se reconhecermos os sinais, optimo, vai pelo caminho que mais feliz te faça. Senão, também está tudo bem. A piada do jogo da Vida é essa: é que todos ganhamos! :)

29 de abril de 2007

Felicidade...

Ontem voltei a ser feliz... Ontem voltei a fazer musica... ontem estive rodeado de gente amiga... ontem chorei de alegria e emoção... ontem cantei com o Carlos do Carmo, não em palco, mas, pelo menos à frente dele e da minha tuna, que estava por detrás dele... Ontem celebrei mais um sucesso... ontem... estive "lá"...

24 de abril de 2007

De umas coisas passando para outras, irei fazer uma crítica a um pequeno evento a que assisti ontem.
Foi no Santiago Alquimista, um espaço ao qual nunca tinha ido e que me agradou. O evento foi o Bandoscópio 2007 da FCM-UNL. O primeiro aspecto a sublinhar do desempenho das bandas a que assisti foi o esforço e a boa-vontade. Muito esforço e muito boa-vontade. É sempre difícil tocar ao vivo mas jogando em casa, como era o caso, as coisas tornam-se mais fáceis.
Só assisti a 3 bandas: os Orphelia, a banda dos caloiros (cujo nome não me recordo devido ao muito MAU som fornecido no local, mas já lá vamos) e os Barroca & friends... entretanto tive de me ausentar :) Os Orphelia apresentaram-se com uma formação semi-classica com um tema original e um medley de alguns temas, com bastante imaginação nas ligações mas de fraca execução técnica. Refugiando-se nas propriedades das ferramentas musicais que dispunham, disfarçaram grandes lacunas a nível da formação musical e apresentaram um rock quase alternativo de qualidade duvidosa. Ainda têm de pedalar muito para chegar aos pés dos Led Zeppelin.
A banda dos caloiros foi o momento mais refrescante, mas somente a nível humoristico. Ao nivel musical foram praticamente nulos (com uma ou outra musica conhecido do publico) mas mesmo assim começaram com um som de melhor qualidade que os anteriores. Com mais uns ensaios ( e sem problemas no material) acho que chegariam lá. Entusiasmo, pelo menos, não lhes falta!
Por ultimo, os Barroca & friends. Este grupo deveria ter levado o prémio visto não terem desculpa: são da tuna e deveriam saber o q fazem musicalmente... Mas parece que não! Tive pena do violinista ter tido azar com o som, assim como o dueto muito falhado: um vocalista chega!
Só posso falar do que vi e ouvi. No entanto, chegou-me aos ouvidos que a ultima banda, que levou o prémio do publico, teve interpretações bastante interessantes de Dire Straits e Pearl Jam. Gostaria de poder ter ouvido para corroborar os elogios mas acredito no mérito da dita banda: como se diz - Voz populi, Vox Dei.
O que me revoltou sobejamente foi a qualidade geral do som. Muitissimo mau. Sei que grande parte da amplificação está com os musicos mas tambem vi que havia mais colunas para além das que estavam no palco. E eram essas que levavam o grosso do volume de som ao publico. E era um som muito mal equalizado, mal equilibrado e, infelizmente, não tendo as bandas experiencia com sound check e equilibrio de tons, deu muita barraca.

No fundo nada disso importou. O convívio, bom ambiente, a diversão e o apoio a uma nobre actividade como é a musica feita por amadores são sempre de louvar, quaisquer que sejam os obstaculos. É preciso encorajar mais actividades destas, não só nesta faculdade como noutras e fora delas. Há muito mais vida para além do estudo e do trabalho e são exemplos como estes que nos mostram isso. Como diria o Doutor Abel Salazar: "Médico que só sabe de Medicina, nem Médico é."

22 de abril de 2007

E agora...

... A minha opinião! :)

A ambição é um sentimento natural. A ambição desmedida já não o é. Todos nós temos objectivos. A obsessão por algo não é um objectivo, é algo doentio. E doentio é porque vai contra o nosso propósito de existência que é viver, sabendo o que queremos. A partir do momento em que se vive obcecado por qualquer coisa, toda a nossa vida, mente e Espírito se orienta para esse algo (assim é a nossa vontade) deixando de dar cumprimento assim ao que viemos cá fazer. Ficar obcecado por algo não é, com certeza, uma dessas coisas. A frase implica uma coisa muito importante: a falta de... A "falta de" implica uma necessidade premente, um algo que não o tendo nunca seremos completos. E é nisso que reside o erro. Nós SOMOS seres completos, muito mais do que pensamos, e não temos necessidade absolutamente nenhuma de outra coisa para o sermos. Para sermos felizes, basta viver e olhar, com o coração, à nossa volta.

Bem, por estas ou outras palavras, acho que todos concordamos com o veto ao Lord Russell! Viva a democracia! :)

15 de abril de 2007

Para reflectir...

Uma colega minha colocou o seguinte como frase do Messenger:

"A falta de qualquer coisa que se deseja é uma parte indispensável da felicidade".

Esta frase é do célebre filosofo Bertrand Russell... Queria colocar esta citação à consideração dos estimados e hipotéticos leitores...Depois vos digo o q penso...

3 de abril de 2007

...numa terra algo distante...

Estava a minha pessoa a matutar sobre um interessante artigo científico e a ouvir Vangelis quando a minha mente disparou para uma lembrança de um passado algo remoto... Há uns anos atrás, durante uma das minhas primeiras paixões de adolescente (quem não as têm?... ) tinha a singular e inocente fantasia de, num particular lugar e a uma particular hora, dar o meu (algo) inocente primeiro beijo ao som de uma das musicas desse grego compositor... se se estão a rir, eu também estou, acreditem...

Muito tempo se passou desde essa altura, muita água correu debaixo da ponte e esse desejo desapareceu-me da memória, talvez ofuscado por outros primeiros beijos em circunstâncias igualmente belas ou especiais... mas lembrar-me disso trouxe-me um sorriso de novo (mesmo que nunca tenha concretizado isso) e um sorriso do passado é algo muito especial... Dessa música já não lhe sinto a espectacularidade (apesar de muito bonita) e não consigo imaginar esse momento com mais ninguém, como pode ser natural... Cada caso é um caso e com cada pessoa novas fantasias se imaginam, novos locais e momentos se criam, novas vidas surgem... estar aberto a esses momentos (e a todos os outros) é algo mágico pois abrimos o nosso coração e o nosso espirito á renovação e a tudo o que o Universo tem para nos oferecer, para além de permitir que a Vida flua naturalmente (por muito estranho que isso nos possa parecer ;) )... Mas soube muito bem lembrar...

28 de março de 2007

Saudade...

Não se pode dizer que um sentimento desta dimensão se possa considerar normal... Hoje a saudade atacou-me... e com bastante força, diga-se. Não sei o que foi, se o ambiente, se a luz que se fazia sentir, se a paisagem assim iluminada... Tudo me estava a fazer sentir de novo criança, de volta à infância. E foi provavelmente isso que me magoou, me deixou num estado completamente angustiado: o facto de saber que esse tempo passou, que fui feliz, que desejava aí voltar sempre que quisesse (e o mundo parecesse feio e mau) e que essa felicidade não se perpetuou continuamente...

Penso nisto e concluo que tive mesmo a hipótese de reviver (e que abençoado sou por ter, desde já, vivido) essa atmosfera e que, se fui capaz de me sentir assim de novo, talvez no futuro me lembre deste dia - tão angustiado e ansioso pelo passado - com muito carinho quando voltar a ver tão bela Luz e tão belo céu...

...Profundo poder, o da Luz...

A Memória, sobretudo a Memória das Emoções, é a (por vezes única, outras vezes nova) oportunidade que o Universo nos deu para viver de novo... Há que aproveitar!

26 de março de 2007

Impressões...

Este fim-de-semana comecei a ler o Zahir, o livro do Paulo Coelho (para além do Dune Messiah que já andava a ler)... posso dizer que o autor tem toda a razão, há outras pessoas a viverem e a sentir o mesmo que ele sentiu (e de que maneira!)... As lições que ele indica no livro, a sabedoria de vida e da Vida, sucedem-se em catadupa e não sei se consigo assimilar tudo o livro tem para me dar... Para além disso, devoro o livro a uma velocidade assustadora... acelero sem destino e a fundo num mundo de lições tão reais, de estórias de vida que me são tão familiares que me chegam a assustar...


... Sigo pela estrada fora, o dia está lindo, calmo... As águas espelham o sol e uma tranquilidade invade-me a alma... Por momentos, uma epifania: parece que tudo está correcto no Universo e a minha Alma expande-se... Mergulho no azul que me rodeia e refresco os sentidos. Estou acompanhado... Será que a mereço?...


O tempo passa, voa e eu mergulho para além das névoas da dor... O Universo volta a colocar-me em cenários conhecidos, reavivando memórias, experiências... a beleza, o encanto e o seu outro lado da moeda... Sons, coisas novas, objectos procurados há tanto tempo, sensações não menos desejadas, saudades do passado remoto, alegria...

... Gente amiga... é a festa! O barulho, as pessoas, mais sons, som que nos faz tremer... troca de experiências, risos e impressões... o dia termina, o coração está confortável, uma nova saudade instala-se e adormeço... Boa noite meu Anjo e boa noite, tu que por aí dormes...


22 de março de 2007

O nome deste blog é "Pensas?.. Ou não existes?..."... Mas poder-se-ia chamar de "Sentes...logo existes..." (não sei se ja existe um com esse título...).
Hoje não me sinto bem. Não me sinto, não me tenho sentido e muito provavelmente não me sentirei... Não sei qual será a causa maior deste mau estar, se as circunstâncias da vida, se o problema que estou a tratar... De qualquer forma sinto que tudo está na maior das confusões e tenho uma dor muito grande em mim, a qual tenho um medo enorme de nunca conseguir recuperar... Tenho o coração completamente partido e só há uma pessoa no Mundo capaz de mo colar de novo: a pessoa que mo partiu. Pensei que, com quase 2 meses de separação, por esta altura ja me tivesse conformado ao que parece a realidade inevitável, que a Vânia não quer pertencer á minha Vida... no entanto, o meu Coração e a minha Alma recusam-se sistematicamente a aceitar essa realidade por muito que eu queira...

Só me apetece chorar... e poucos sabem ou notam isso...

Quando uma pessoa entra na nossa Vida e deixa uma marca tão profunda, quando entendemos que só poderemos ser plenamente feliz com essa pessoa, quando percebemos que, por muita zanga e discussão que haja, que só com essa pessoa pode haver entendimento, só com essa pessoa existe futuro, a partida dessa pessoa arde, queima, derrota-nos completamente a um nível absolutamente inimaginável anteriormente... Nesas alturas, o meu grande apoio tem sido a paz e tranquilidade (infelizmente temporários) que o Reiki me concede mas até mesmo nessa altura as doces memórias, os optimos momentos vêm-me á mente e é-me extremamente custoso; noutras vezes, sinto que no meu peito algo arde, como o ardor de uma ferida que se está a desinfectar... e aí consciencializei-me do quão profundo foi o golpe...
Cada dia, ao acordar, os avanços que vou fazendo no dia anterior são eliminados... a sensação que volto á estaca zero é desesperante... E as perguntas, essas horriveis perguntas: voltará? não voltará? ela está com alguém? não está? está feliz?...
Lições a tirar? Aproveitar cada dia como se fosse o ultimo, cada beijo, cada carícia, cada ternura como se fosse o último, engolir o orgulho muitas e muitas vezes, as vezes que foram necessárias por Amor, não discutir como se fosse um jogo de puxar a corda, nunca virar as costas nem por uma vez e dedicarmo-nos totalmente a quem amamos e quem nos ama... o melhor de tudo isto é que quando se ama sem se dar o outro por certo, todas estas coisas são muito fáceis de cumprir... e o meu erro foi esse, foi achar que se pode fazer e dizer quase tudo a quem eu amo profundamente... mas não mereceria eu, por Amor ou pela Felicidade, outra oportunidade? Não valeria a pena olhar para além dos ultimos tempos, das núvens, tempos em que não andava muito bem (nem quis reconhecer a mão estendida), acreditando que valeria a pena começar de novo, um recomeço em que tudo poderia ser como nos nossos melhores tempos? Aqueles tempos em que nos piores momentos estavamos sempre lá, um para o outro, que a compreensão mútua estava no auge, em que nos riamos muito mais do que discutiamos (ou não discutiamos), em que por meias palavras se dizia tudo... Eu acredito que esses tempos podem voltar, que vão voltar, acredito que o Sol pode nascer de novo, pois outras tempestades ultrapassámos, que aquilo que dissemos e prometemos um ao outro será cumprido e definitivo... No meu Coração assim o são... e um voto escrito no Coração, com muito Amor, é um voto eterno... Se perguntarem se por Amor vale tudo, eu direi que sim, vale tudo e mais alguma coisa...

14 de março de 2007

Dúvida...

Na ressaca dos eventos passados, decidi alterar a letra de uma musica assaz conhecida, mas que acredito que corresponde actualmente à realidade, a uma realidade que já dura há demasiado tempo...

Still don't know if I could feel like that,
Like I've never seen the sky before...
I'd want to vanish inside someone's kiss
Every day, loving more and more...
Could someone listen to my heart, hearing it sing?
Telling me to give everything...
Seasons would change, winter to spring
But could I love until the end of time?...

(o refrão é de somenos importância)

What if suddenly the world seemed such a perfect place
If suddenly it moved with such a perfect grace
If suddenly my life wouldn't seem such a waste
Would it all revolve around someone?
Would there be a mountain too high,
A river too wide?...
If I sang out a song would I be by someone's side?
Storm clouds would gather
And stars would (possibly) collide...
But would I love until the end of time?...

... quem sabe?...

13 de fevereiro de 2007

Simples...

Queria aproveitar este dia 14 de Fevereiro para dar os meus parabéns a todos os namorados/as do Mundo e dizer simplesmente: aproveitem bem a dádiva e o privilégio que vos foi feita pela vossa cara metade. Ter o Amor de outra pessoa é um milagre único na vida. O Amor é a maior força do Universo, acreditem, e se se amarem realmente, essa pessoa vai estar SEMPRE e PARA SEMPRE convosco e vocês com ela...

4 de fevereiro de 2007

E se...

E se de repente, acordasse sem alguém a meu lado? Se, de repente, uma amiga desaparecesse? É um preço elevado a pagar quando algo que une pessoas (seja Amor, Amizade, cordialidade) desaparece: a sua ausência... Quer queiramos quer não, são coisas que nos afligem, que nos movem profundamente. Magoa-nos e não nos deixa indiferentes. Mas será um pequeno preço a pagar por um futuro melhor? De que vale sentirmos a falta dessa pessoa quando o mau ambiente que na sua presença se cria é quase sempre uma constante?
É nesta dualidade que tenho andado a pensar ultimamente. Não ha interferências exteriores, devo realçar, mas é a própria situação que chegou a um ponto estranho, quase incómodo. Por esta altura devia conhecer-me suficientemente bem para decidir que fazer mas a questão é que tudo isto me apanha muito desprevenido. Noutras situações ja teria posto cobro a uma situação deste género mas a realidade é que me esta a ser muito dificil fazê-lo. Como era bom ter solução para tudo. Uma panaceia universal. Mas não se pode. Somos humanos e uma das nossas funções é decidir. E o Tempo resolve tudo.

13 de janeiro de 2007

E depois das festas...

Há coisas que são somente uma questão de inspiração... outras há que são uma questão de tempo... e outras ainda há que são as duas! A minha falta de assiduidade da actualização do blog enquadra-se nesta ultima...Apesar de não acontecer nada poderia discorrer sobre qualquer coisa que ando a fazer ou uma situação que me tenha tocado particularmente... Mas o problema é que é mesmo falta de tempo e de inspiração... não há um assunto que me leve a quebrar a inercia literária e ponha algo revolucionário aqui patente.
Houve uma altura em que me apeteceu escrever sobre as festas do fim de ano mas achei isso tão banal que passou ao lado... O bom dessas festas é que cada um as sente à sua maneira. A minha maneira é aquela ânsia que fosse como quando era criança. Mas nunca voltará a ser... O fim de ano foi calmo, longe da cidade e da agitação típica...
Poderia falar também do que ando a fazer agora no meu trabalho. Isso secaria dramaticamente qualquer leitor mais incauto que aqui tivesse caído da esperança de ler qualquer coisa mais divertida...

Não, não vale a pena ficar à espera, não vou explicar... :)


A falta que me fazem os meus passeios de fim-de-semana... Não devia ter percorrido Portugal centro de lés-a-lés. Para além disso, falta a força impulsionadora desses passeios e isso aniquila toda a hipótese...

Ah, é verdade... Acabei de ver na tv qualquer coisa que me obriga a fazer um comentário: quando é que a igreja católica se deixa de aspirações de que é um lobby e fecha a matraca sobre o aborto? A Igreja tem de perceber que é SÓ uma religião e não um movimento politico e que as igrejas não são casas do partido que se enchem de militantes. O tempo do Salazar já lá vai (por muito que eles pensem que não) e o Cerejeira está a brincar ás escondidas com o Oliveira Salazar lá onde eles devem estar os dois juntos e felizes, e esse sitio não é cá, no Tugal! A opinião da Igreja pesa, sim, mas não é politica, não deve ser, não deveria ser... Já imaginaram se a União Europeia, em Estrasburgo, discutisse a ordenação de mulheres porque o Código de Direito Canónico não permite o livre acesso das mulheres a uma profissão? Caía o Carmo e Trindade! Deixem-se estar a ganhar mofo nas sacristias e comam as hóstias que quiserem mas deixem a politica para quem a faz: movimentos cívicos e partidos.

E sim, sou a favor da liberalização do aborto! Cada um tem o direito de fazer com o próprio corpo, em consciência, o que quiser... é como votar... (não é só para alguns, não é srs. padres?)

2 de dezembro de 2006

The Empire Strikes Back!

Parecem milénios... entre o tempo que passou e o tempo que voou resta um tempo que mal dá para respirar, quanto mais para contar o que se passou...
Neste momento sou investigador em Imunologia, mais em particular em Glico-Imunologia na Faculdade de Ciências Médicas... Espero que me seja atribuida daqui a um tempo uma bolsa para que possa tirar o Doutoramento para que possa prosseguir com um pouco mais de segurança a vida profissional que eu escolhi e que adoro... O grupo de trabalho é pequeno mas é fantástico e, engraçado, sou o único elemento do sexo masculino lá no meio. Tirando isso, o trabalho decorre bem, esperando que venha a ser publicado nas revistas da especialidade (which would be nice!).
No plano mais privado, continua tudo sobre rodas. A Vânia e eu continuamos juntos e vamos fazendo pela vida... Uma relação dá trabalho e, acima de tudo, é preciso ser egoista e altruista, racional e emocional, eu e nós... acho q não é preciso dizer mais nada :)
Musicalmente... não tenho banda neste momento... Não toco musica em colectividades cujas direcções (quer administrativas quer musicais) não reconheçam o esforço, o sacrificio e o trabalho que se desenvolve por amadores cuja única recompensa é o simples prazer em fazer algo tão belo e tão sublime como música. O amadorismo em portugal tem os dias contados se continuarem a haver direcções e comissões organizadoras de eventos que tratem os amadores como seus criados e não como convidados que dignificam a festa e o nome das localidades que representam...
Foi um longo Verão e um Outono um pouco mais curto mas um Verão terrivel... declaro o Verão de 2006 "stationa horribilis" e espero que o calor não me atormente como neste ano... nem a doença...
Mas agora tudo passou... completei 26 anos há uns dias e os 30 estão cada vez mais perto... mas continuo a sentir-me com menos de 20 muitas vezes... síndrome de Peter Pan?... :)

E ainda não foi desta que se viram livres de mim! :)))

25 de julho de 2006

Mudanças

É muito complicado tentar por em palavras o turbilhão que a minha vida tem atravessado nas últimas semanas. Desde a ultima vez que escrevi que muita coisa aconteceu… futebolística, internacional mas sobretudo pessoalmente.
Tudo começou há quase um mês. Após um anúncio enviado por uma ex-colega minha de faculdade candidatei-me a um lugar num laboratório, lugar esse que consegui felizmente. Mas, como se devem lembrar, continuava vinculado à fabrica, o meu primeiro emprego, do qual guardo muito boas e más recordações mas, felizmente, mais boas que más. À Fapajal agradeço o ter-me aberto os “olhinhos” profissionalmente, o ter criado amizades, o ter contribuído com mais um bloco na minha formação pessoal.
Foi, por isso, uma separação dolorosa. Quis fazer tudo da melhor maneira, da maneira que agradasse a gregos e troianos e menos prejudicasse ambas as instituições. Foi a primeira vez que tal aconteceu e foi para mim uma pilha de nervos…
Ao mesmo tempo que tratava esta transição, um facto muito, muito mais negro aconteceu na minha vida. Uma pessoa, que tinha em altíssima estima e num lugar muito querido no meu coração faleceu. A D. Ana Maria deixou este mundo e, com ela, aqueles conselhos maravilhosos que, quando eu tanto, tanto precisei, lá estiveram… Uma pessoa tão doce, tão sábia, tão viva… E precisamente agora, num turbilhão muito parecido ao que se passou há 3 anos, em que ela me valeu tanto, em que eu preciso tanto dela, ela já não está… Tenho outras pessoas maravilhosas na minha vida mas aqueles conselhos dela… são insubstituíveis… outras situações constrangedoras relacionadas com o stress do dia a dia, consequências de consequências do que se vai passando, aumentaram a minha ansiedade e, num destes belos e sufocantes dias de Verão, tive um ataque de pânico… Eu NUNCA tinha tido um ataque de pânico… Não desejo um ataque de pânico a ninguém mas toda a gente que passar por um, acredite que vai perceber que está a tê-lo…
Foi aí que soube que tinha batido no fundo… procurei ajuda e ela veio com o apoio dos que mais me amam a meu lado… agora as coisas estão a compor-se mas o peso dos desafios que tenho pela frente ainda é muito grande…
As boas noticias são que vou ter férias… mas que férias?... só desejo uma férias tranquilas e sem preocupações e para isso tenho um dos maiores desafios pela frente: parar a cabeça… é tanta coisa à roda… Peço desculpa pela minha não-frequência de update do blog mas a inspiração não é coisa que me venha com frequência ultimamente mas acreditem: vocês não são esquecidos… nem que os melhores dias virão…

27 de junho de 2006

Ponto da situação...

Novidades são poucas... neste momento, aproveito uns meros minutos de pausa, visto que o trabalho abunda "derivado ao facto" (em bom tuguês) do meu chefe estar de férias. E, é claro, sobra aqui para o mexilhão.
Em mês de festejos, fui às festas da minha cidade-natal, Lisboa, a das 7 colinas, coisa inédita para a minha pessoa... gostei! Do ambiente, da festa, dos sons que encheram a minha Lisboa, de estar toda a gente na rua á noite, de passear á noite por bairros tipicos e avenidas proibidas durante o resto do ano... Lisboa estava pintada de alegria e pulsava de vida.
Não houve idas á praia a não ser este fim-de-semana... e o tempo nem ajudou... e ainda bem! A altura é de descanso, o corpo está moído e, como todos sabem, um dia de praia é exaustivo... sendo assim, acabei a Manopla de Karasthan e o Winter King e estou prestes a acabar o Enemy of God, deixando-me simplesmente o Excalibur (para minha pena... uma historia daquelas devia ter uns 10 livros...)... Mais uma vez digo, leiam-me esses livros... qualidade dessa, hoje em dia é muito rara...
Fui também ao cinema. Vi o Codigo d'Avintes e, não tendo lido o livro, gostei do que vi... o Forrest Gump estava mais animado ou, pelo menos, menos soturno que nos ultimos filmes, o Gandalf parecia que tinha tomado Prozac em doses industriais, a Amelie continuava a ver coisas onde nao existiam (agora até pensa que é descendente de Jesus, querem lá ver a cachopa...) e até o Dr. Octopus continuava a meter raiva... so faltou o Homem-Aranha... piadolas á parte, o enredo estava muito bom e em termos de pormenores (como o do funeral do Newton) achei que estava impressionante... um bom filme, portanto, neste deserto de qualidade cinematográfica que nos assola...
Junho está a acabar e Julho já cheira a férias... ou, muito possivelmente, não... este ano, devido a alguns acontecimentos inesperados e que se desenvolveram com uma velocidade assustadora posso ter de cortar as minhas férias. Valores mais altos se levantam... a conferir nos proximos capitulos...
E para finalizar, um "piqueno" comentário á Selecção: aproveitando os desenhos no chão, da proxima vez, usem a tactica do Quadrado... resultou contra os espanhois há 623 anos atrás e de certeza, perante tamanha cavalaria laranja, que resultaria e, caso os lobbys na FIFA continuem a actuar, pode resultar... é que há bifes duros de roer... A ementa está lançada: os aperitivos foram vários - uma moamba angolana, couscous iraniano e um shotzinho de tequilla; para previnir das "traições" do tempo, um chazinho de laranjeira antes da maravilhosa ceia: bifes como molho á Cristiano, Picanha á Scolari (com opção de Fondue de Queijo á Pauleta, para os mais indecisos) e tudo isto regado no final com umas canecas de cerveja Alemã... uma refeição de Campeões!

6 de junho de 2006

O avanço da pantufa...

Agora é a minha vez de fazer conversa de velho... Este fim de semana fiquei quieto em casa (tirando no sab á tarde em que fui visitar, com a minha mãe, uma vizinha minha e demos um pulito ao Quilombo) e estive a descansar o espirito e o corpo... adivinham-se tempos de ansiedade à frente e isso, aliado ao extremo cansaço que sinto, não vai facilitar o tempo que me falta até ás férias...
Descansar o espírito é mais rápido. deitadinho e descansado a ler uma recém desconberta minha que vivamente recomendo aos leitores do género. É o primeiro livro de uma trilogia (Warlord Chronicles), Nº 1 nos paises em que foi publicada, no âmbito dos mitos Arturianos: "The Winter King". O 2º e 3º Livros são, respectivamente, "Enemy of God" e "Excalibur". Para além da excelente qualidade de escrita, do ponto de vista histórico está muito bem fundamentado e revela muitas informações que contrariam um pouco a corrente e as histórias do "rei" Artur, ou como diz no livro, "the King that Never Was"... O autor é Bernard Cornwell. É um "Senhor". Recomendo... Ah, e se nao me engano acho que já vi por aí o 3º volume das Crónicas de Allarya - A Essência da Lâmina ;) Se o Francisco José Viegas lesse este post fazia-me uma espera á porta de casa... ainda pensava que lhe queria roubar o emprego...

30 de maio de 2006

Lost...

Estou fulo!! Perdi ontem o meu telemovel... e isto irrita-me sobretudo porque não é a primeira vez que o perco da maneira que o perco. Para além de já ter gasto mais do que acho digno nesses aparelhometros. São umas coisas tao simples e tão caras... Ainda não perdi completamente a esperança que o tenham encontrado e dado a guardar a quem de direito, mas é apenas uma réstea. E então se este mês foi bom para estas coisas acontecerem.... Que Junho seja melhor...

25 de maio de 2006

IMPE

IMPE é a sigla de Instituto Militar dos Pupilos do Exército. E essa é a minha casa-mãe. E hoje, dia 25 de Maio, a casa-mãe de milhares de pilões (nome pelo qual nos identificamos internamente e, hoje em dia, mais exteriormente), o Pilão (que é outro nome para IMPE) faz 95 anos.
Na ressaca da implantação da República, o então ministro da Guerra, General António Xavier Correia Barreto, decidiu criar a Obra Tutelar do Exército de Terra e Mar, compostos por três estabelecimentos militares de ensino, dois deles já existentes e mais um criado pelo mesmo decreto-lei de 25/5/1911, nesta ordem: o Colégio Militar (antigo Real Colégio Militar e nossos eternos rivais), o Instituto da Torre e Espada (antigo Instituto D. Afonso e actual Instituto de Odivelas - sempre para meninas) e o Instituto dos Pupilos do Exército de Terra e Mar. A função (pelo menos) deste último, desde sempre e descrita no decreto-lei: "formar cidadãos uteis á pátria". O primeiro objectivo da sua existência era abrigar os filhos, e sobretudo orfãos, de militares, providenciando ao mesmo tempo a formação técnica necessária. Ao mesmo tempo, orientavam-se essas mesmas crianças para que no futuro pudessem incorporar os quadros das Forças Armadas no futuro. No caso do Pilão, as crianças que entravam na instituição eram sobretudo filhos de sargentos e praças, pelo que os filhos de oficiais iam sobretudo para o Colegio Militar (daí a sua maior fama). Com o passar dos tempos essa diferença de classes foi-se esbatendo embora essa orientação de classes tenha deixado as suas marcas (boas e más) no modus operandi de cada instituição: o Colégio Militar ainda hoje tem os anos catalogados pelo sistema antigo (5º ano-> 1º ano... 12º ano -> 8º ano) apesar da optima qualidade de instalações e, não duvido, de ensino. Mas são, sem dúvida mais rigidos e arcaicos, em relação á filosofia do Pilão. Se há instituição que conheço em que a mítica virtude tuga do desenrasca está bem vincada é mesmo no IMPE. E foi, talvez, graças a essa filosofia de formação técnica rigorosa e criativa que o Pilão sempre esteve na vanguarda do ensino, tendo, ao contrário do Colégio, sido agraciada com a criação dos Cursos Superiores Politécnicos, hoje Bacharelatos (Engenharia Mecânica; Eng. Electrónica e Telecomunicações; Eng. de Sistemas de Potência; Contabilidade e Administração). A formação superior era uma necessidade e foi concretizada, abrindo assim uma via para um caminho não-militar mas cumprindo sempre o ideal do General António Correia Barreto de "formar cidadãos uteis á patria". E não é raro encontrar Pilões nos mais altos cargos quer de empresas , quer do Estado. Ainda assim, nos últimos anos, o sonho da Licenciatura 100% pilónica é algo ainda muito forte, apesar dos diversos protocolos de entrada directa para conclusão bi-etápica de licenciatura assinado com diversas instituições do Instituto Politécnico de Lisboa.
O Pilão foi a minha casa de 1990 a 1998, não tendo tirado lá a minha licenciatura (que tirei na Faculdade de Ciências de Lisboa). Foram 8 anos com coisas boas e coisas menos boas, como em todo o lado, mas das quais, felizmente, ficaram muito mais boas memórias. A essa casa devo a minha educação e, raro nestes dias, grande parte da minha formação moral e ética. Quantas escolas cumprem esse desígnio? Educação não é só Instrução e num mundo em que muitos apregoam a gritante falta de valores, o tirar a vida por "dá cá aquela palha", instituições como esta têm e fazem todo o sentido de existirem. Há uns anos atrás (estava eu quase a acabar o curso) não era isso que entendia o Governo, chegando mesmo a ser noticiado que o IMPE iria fechar... e durante 2 ou 3 anos não houve mesmo admissões ao 5º ano. "Porquê", pensaram eles, "ter duas instituições que devem ser a mesma coisa e até estão relativamente perto, geograficamente?" Estavam tão longe da realidade (porque NÃO são nem nunca foram, definitivamente, a mesma coisa)... Mas alertando quem de direito, essa decisão foi revogada e há 2 anos que voltou a haver novos Pilões a correr pelo Instituto.
Encontrei nessa altura má um professor meu do Secundário (que até era também director de curso do Secundário) quando andava ás compras e perguntei-lhe como é que as coisas iam. Tanto ele como a sua mulher deixaram transparecer a sua tristeza, ao dizerem que era uma desolação ver a parada da 1ª secção (onde se leccionam o 2º e 3ºs Ciclos) á hora do lanche quase vazia. Se a mim me doeu eu imagino a eles: afinal, muito antes de eu ter lá entrado já eles aí ensinavam.
O Pilão a isto sobreviveu e a tudo sobreviverá, disso tenho a certeza. É uma casa apaixonante, rica em tradições, edificante em carácter, democrática em essência, fraterna de coração, única no Mundo... uma "casa tão bela e tão ridente, que tem por lema seu: Querer é Poder! Querer é Poder!"

23 de maio de 2006

De molho...

Como dizia alguém ;) "está mais que provada a importância do fim de semana!"... E não é que foi mesmo? Não, não li a Manopla de Karasthan mas fiz algo muito melhor, vivi que nem um puto (sim, como se fosse muito velho, HA!) : só vi televisão e vi um DVD e joguei computador (Heroes of Might and Magic IV - um dia faço um post sobre isto, na onda do velhinho Templo dos Jogos...)... e dormitei (o que sabe sempre bem ao fim de semana)... Tudo tem o seu lugar na vida e acho que, olhando pra trás, está na hora de descansar... os meses anterior foram riquissimos em passeios e visitas. Praticamente toda a região de Lisboa e Vale do Tejo, Beira Litoral e boa parte do Alto Alentejo foi batida, o que é muito quilometro... o corpo nao é de ferro e com mais um ano de trabalho continuo e tanto quilometro feito ele tinha de dizer "basta!"... A alma pode ser indestrutivel, o desejo de saber e conhecer mais, irredutivel, mas o corpo tem limitações... Mas isso, nada que uns fins de semana calmos não resolvam... Penso e acredito que quando a alma está ricamente alimentada e repousada, que a recuperação do corpo é significativamente mais rápida. Mens sana in corpore sanum já diziam esse grandes malucos dos romanos que inventaram mais uma maravilha da civilização: os banhos! E é a ansiar por um banho bem relaxante que vou continuar a trabalhar, até porque tenho de por as mãos em algo muito, muito poeirento a seguir. Ai, santa auguinha... ;)

19 de maio de 2006

Sopas...

Estou tão cansado... mas tão tão tão cansado... se me dissessem que amanha ia de férias eu achava que seria mentira... mais do que na semana passada (e esta que passou tão rápido, céus...), preciso MESMO de descanso... E estou tão cansado que o meu post vai ficar por aqui (não por rudeza mas porque nao tenho mesmo nada para contar ;) )...

P.S.- Ah, e o casamento correu muito bem e só graças á geração anterior á minha é que tive um oásis (vide post anterior) assim dos grandes... :)

12 de maio de 2006

Arroz à Esquílo e descanso...

Depois do sucesso retumbante (lol) que foi o meu post ontem, decidi hoje boicotar a adição de mais uma pérola da sabedoria e fazer uma projecção do que podera ser o meu fim-de-semana. E tudo se resume a uma palavra: Sahara! Sim, já estou a ver os camelos e muito poucos oásis... Amanhã tenho um casamento e isso pra mim significa uma coisa: seca. Compreendo que seja uma festa mas quando só se conhecem os noivos, a irmã da noiva (e familia), a mãe da noiva e a minha namorada (e familia) num casamento que terá 10x mais gente devo dizer que é uma boa oportunidade para treinar a táctica da camuflagem "á esquilo": low profile e pouca conversa. A tactica é assim denominada devido ás incontáveis horas que eu e o meu amigo Alberto passámos a jogar Star Wars. Certos níveis so podiam ser passados a correr como se não houvesse amanhã pra nao apanhar os inimigos todos em cima - não havia lightsaber que aguentasse... Como os bonequinhos saltavam imenso, pareciam esquilos e daí a espressão "fugir á esquilo"...
Amanhã não vou passar níveis mas é como se fosse. Não gosto muito de multidões (excepto as do Euro 2004 - ahhh, a saudade...) e quando tenho de fazer boa figura, então, o melhor é estar como se não estivesse lá... á esquilo :)
No Domingo não sei o que vou fazer mas eu queria tanto descansar... tanto... e se possível dar o meu 2º banho do ano... mas eu só queria descansar... mais nada... ler a minha Manopla de Karasthan e vegetar... mais nada... a vida é tão simples e com prazeres tão simples...

11 de maio de 2006

Elas andam aí...

Antes de mais nada, estou danado com os senhores que permitem à minha pessoa ter aqui um blog, visto que a sua eficiência em pôr os post e comentarios online está a deixar muito a desejar.... Mas adiante...

Tinha tantas coisas para falar mas não me lembro de nenhuma em particular. Prefiro então fazer um balancete do que tenho feito (pode ser que venha daí alguma ideia)...
Estes dias têm sido algo agitados com concertos a dar, muito trabalho na fábrica e alguns passeios por aí... Os dias puxam a isso, o calorzito já se faz sentir e num destes dias, acho que até foi no 1º de Maio (sem desrespeito por ninguém que tenha trabalhado por aí), fui até à praia... mais concretamente, Foz do arelho city... aos anos que lá não ia... Mas a lagoa continua na mesma e a água também - gelada! Lembrei-me então que estávamos em Maio e tudo se justificou. No entanto, nao demovido pelo gelo, fui á procura de um local qem que a dita água estivesse mais quentinha... e como quem procura sempre alcança, lá alcancei um local uns bons graus acima! Soube tão bem... O primeiro banho do ano é sempre um luxo e quase inesquecível.

Ainda não tive ideia nenhuma...

E já vamos quase no meio do mês... O calor continua a aumentar e já se começam a contar os dias para férias... a mim faltam-me precisamente 2 meses e 14 dias. Vão passar que nem um tirinho... as férias, não os 2 meses e 14 dias...
Tudo isto me faz lembrar do bem que as pessoas s snetem ao não fazer nenhum. Mas não fazer nenhum também exige uma certa perícia e, até mesmo, uma certa arte. caso contrário cai-se no aborrecimento, o que contraria em absoluto todo o conceito de férias. Ir de férias para nos chatearmos é rídiculo. Faz tanto sentido como o um Urso polar no deserto (que se calhar já por lá andaram)... Mas as pessoas gostam imenso de não fazer nenhum. Pelo menos eu e os que me rodeiam adoramos. Mas atenção que eu encaro as minhas férias não como algo que devia ser frequente e natural mas sim como um prémio pelo esforço desenvolvido ao longo do ano. Acho que também podiam ser mais dias mas isso é outra história (p.e. acho que na quadra natalícia, desde a véspera de Natal até ao ano novo, devia haver férias - são 6 dias, o que é isso?...). Mas falo sobretudo do prazer que é ir para férias com o dever cumprido, consciencia tranquila e sabermos que estamos a gozar algo que fizemos por merecer. É tão bom... E depois há o ir pra férias ainda a pensar no trabalho e em vez de se levar a cabeça para descontrair, ela fica em casa, ou pior, no trabalho. Esse é o maior erro que se pode fazer. O corpo humano está preparado pra uma carga de trabalho/stress média ao longo do ano e, como sabemos, o stress é gerado (e sofrido) em grande parte no cérebro. Deixar o cérebro no local de stress é um erro, parece-me portanto. Temos de aproveitar esses dias para quebrar a rotina. Lembrei-me que havia um povo que tinha um ritual anti-rotina: quando chegava a uma certa altura do ano, partiam da sua aldeia para outro ponto da região e aí organizavam um festival em honra de um dos seus deuses durante uns dias. Escusado será dizer que quando (por algum motivo) nao faziam esse ritual as coisas nao corriam bem e entao decidiram ser obrigatório que TODOS o fizessem, não fossem os deuses ficar furiosos e descarregar neles a sua raiva.
De qualquer forma, com deuses ou sem eles, as férias fazem falta, estão quase aí e... vou parar de falar em férias porque estar a falar de férias no trabalho é masoquismo :)

Viram como tive uma ideia :)

E desta acho que compensei!

27 de abril de 2006

Walking on sunshine...

Ando desleixado... Já não escrevo há quase 10 dias e não pode ser... Estes feriados dão cabo de um blog... Mas o que interessa é que tenho andado por aí e sabe mesmo muito bem... O andado por aí nao é sinonimo de ir muito longe... pelo contrário, há uns dias atrás, fui a um sítio onde antigamente passava os meus fins-de-semana: a terra dos meus pais... É impressionante o quanto o tempo passa, já lá nao ia há 2 anos e essa ausência é mero fruto de um adiamento simples do tipo "p'rá semana eu vou...". E sabe Deus o quanto eu adoro lá ir. Não é para menos: foi onde eu cresci durante as férias e os fins de semana da minha infancia (é isto que nos faz velhos), onde tenho as melhores recordações, os verões intermináveis, as brincadeiras sem fim... Matei algumas sudades mas nem metade. Quero lá ir sem ser por ocasião de festas e estar com as pessoas calmamente, contando o que se passou entretanto, e relembrando um passado lindo...
Não é a minha terra propriamente, mas as minhas raizes estão lá e é a minha família que são também os meus amigos e isso é um tesouro riquíssimo... e é isso que torna a Vida bela...

Isto 'tá assim meio p'ró curto, nao está? Depois compenso...

18 de abril de 2006

Soltas...

Hoje apareceu isto no meu caminho...

"
Impossível

Impossível cantar-te
como cantei o amor adolescente
colorindo de ingenuidade
paisagens e figuras reduzindo-o
à mesma atmosfera rarefeita
do sonho sem percurso no real

Impossível tomar o íngreme caminho
da aventura mental
ou imaginar-te pelo fio estéril
da solitária imaginação

Tão-pouco desenhar-te como estrela
neste céu infame
dizer-te em linguagem de jornal
ou levar-te à emoção dos outros
pela voz contrafeita da poesia

Impossível

Impossível não tentar dizer-te
com as poucas palavras que nos ficam
da usura dos dias
do grotesco discurso que escutamos
proferimos
transidos de sonho no ramal do tempo
onde estamos como ervas
pedrinhas
coisas perfeitamente inúteis
pequenas conversas de ferrugem de musgo
queixas
questiúnculas
arrotos comoventes".

Alexandre O´Neill

... e gostei!

6 de abril de 2006

Curtas...

... as semanas, deveriam ser todas como esta. :) Este é o meu ultimo dia da semana de trabalho. Amanhã vou tirar o dia, vou aproveitar para dar umas voltas que já tenho adiadas há muito (p.e. ir buscar o meu canudo á reitoria - shame on me...), vou levar o meu carrito á revisão e descansar um pouco já que desde Agosto que não tenho férias. Doces os tempos de estudante em que tinhamos férias a tempo e horas 3 vezes por ano (que saudosismo ;) )... mas tudo tem que passar, pois assim nos sentimos vivos e damos mais um passo para aceitarmos o que o Futuro nos reserva... De qualquer forma, o que tem de chegar, chega mesmo e quanto mais resistirmos pior. Por isso, em vez de voltarmos as costas á vida, devemos dar a cara e respirar profundamente, sem medo... e escutar atentamente o que a nossa Voz interior nos diz... mesmo que tudo á volta nos diga o contrário: pode bem ser que a mudança venha connosco... TODOS somos importantes e quando alguém se perguntar se faz alguma diferença no Mundo basta lembrarmo-nos de duas coisas: TUDO está correcto e TODOS somos amados. E muito!...

5 de abril de 2006

Vai ou não vai?

Eu adoro o sol... eu adoro a chuva... mas gosto das coisas no lugar delas, 'tá? :) Quer dizer, chove, não chove, faz sol, nao faz sol... vocês, aí em cima, decidam-se!... P'ra chover que chova muito e da grossa... A fazer sol, que esteja como no fim de semana: quentinho, com uma brisa maravilhosa, um clima mesmo bom para a contemplação e usufruto das coisas boa da Vida... Mas isto assim é que não mesmo...temos de ser imparciais: 1 semana d sol e 1 semana de chuva... ok, estamos em Abril, vá lá, 2 semanas de chuva e 4 dias de sol... mas que valham a pena, hã?!?... :)

28 de março de 2006

"Strength and Honor"

Após uma longa semana estou de volta...E é bom...Não foi pelo falecimento do Sr. António Maria, nada disso, simplesmente não tive muito para escrever... queria buscar inspiração mas ela não vinha (aliás, sempre fui horrivel para puxar um tema). Prefiro muito mais que me dêem um e para depois desenvolver. Mas este fim de semana, no qual aproveitei para carregar baterias, por causa de um filme ("o Heroi") lembrei-me de fazer um post.
O filme já tem uns anos (não muitos acho eu). No entanto, os valores que contém são, ou deviam ser, em minha opinião, intemporais. Quanto a mim, aquilo que o tornou Heroi não foi a sua destreza com a espada ou a sua esperteza no seu esquema para chegar até ao Rei (futuro Imperador); o que o tornou Herói foi o seu sentido de Honra e Valor, a sua determinação e o seu sentido de Bem Maior (que no contexto do filme pode ser nomeado como sentido de estado). Foi Heroi porque colocou os interesses da futura Nação acima dos seus objectivos pessoais de vingança, foi Herói porque colocou a sua Honra até ao ultimo instante em tudo o que fazia, mostrando o seu Valor, enfrentando frontalmente o seu inimigo, levando a cabo o seu plano até ao fim impecavelmente, tendo tido a liberdade de escolher qual o futuro do seu objectivo. E o seu objectivo não era o Rei mas sim o povo. E foi ao defender esse seu povo que a sua Honra se revelou em todo o esplendor.
Não há muita gente assim hoje em dia. Não digo capaz de dar a vida pela nação mas que saiba defender valores mais altos em vez de deixar o Ego prevalecer. Para mim a Honra é um dos valores supremos do Ser Humano. E o mundo seria um lugar muito, muito melhor se todos reflectissem um pouco no Esquema Maior das coisas antes de fazer o que fossem fazer. Aí veriam que a Honra estaria a seu lado e muitas das asneiras que se vêem por aí não existiriam.

22 de março de 2006

Passagens...

No outro dia, quando cheguei ao emprego, deram-me a notícia que um dos colaboradores da fábrica tinha falecido durante o fim-de-semana. No momento não quis acreditar. O sr. António Maria, de 56 anos?... Não... não era possível...
Esta seria a altura em que faria o elogio da sua personalidade e do homem bom que era. Era um homem bom e isso diz tudo. Conhecia-o unicamente há 2 anos mas para mim era como se o conhecesse desde sempre. O dia-a-dia aqui na fábrica, quando ele estava no turno da manhã ou no da tarde, permitiu uma vivência e inumeras situações que me fazem recordá-lo com carinho e muita amizade, apesar de algumas discussões que são perfeitamente normais. E isso é que é engraçado: até agora foi a única pessoa com a qual discuti e me chateei aqui dentro... O politicamente correcto nessas raras alturas era deixado de parte e debatia-se tudo até á exaustão. Mas mais do que isso, eram todos os bons momentos, os momentos em que me contava histórias de vida, lições aprendidas, os seus poemas com humor (picante ou não) entre tantas coisas mais... Sinto muita falta do avô Cantigas ou Ti Bigodes (no qual ele tinha muito orgulho) ou Pavor (já que ele me chamava Virgulino, por piada ao nome e por carinho, e que eu, lembrando-me de um nome que eu vi, completava-o)... Para ele, eu era o puto... Ontem vi-o pela última vez... que a tua Vida perdure, que caminhes na e pela Luz e que tenhas tudo de Bom da próxima vez que cá voltares...

17 de março de 2006

Chuva...

Já ontem tinha vontade de escrever mas nao sabia o quê... Hoje o tempo que está a fazer dá-me uma oportunidade (mas nao só o tempo)...

O pseudo-Verão que aconteceu no início desta semana foi algo que nos renovou a energia e nos deu ânimo... estamos um pouco fartos de todo este tempo frio e desta chuva que muitas vezes cai quando nao deve, se bem que por outro lado temos consciencia que ela ainda faz muita falta (só isso nos faz aguentar tamanho cinzentismo)... eu quero os dias de Sol e de calor (não muito) de volta... estamos a precisar de animar!

Quem não está a precisar de animar é o pessoal de França. Depois do Maio de 1968, está a acontecer é a maior mobilização estudantil no país do sr. Chirac. E com toda a razão. Os senhores do poder querem dar a liberdade, a quem manda, de poder despedir sem justa causa e sem pré-aviso qualquer jovem até aos 26 anos sob sua alçada. O emprego, que era precário, tornou-se periclitante. Não pensem as pessoas que lá por isto se passar no país do queijo que não nos pode afectar. Nada disso. Sendo a França e a Alemanha os motores da União, o que acontece por lá, muito rapidamente acontece por toda a Europa (lembrem-se dos motins dos emigrantes em Paris). E tendo em conta que neste país há uma tendencia muito engraçada (ou não) de copiar tudo aquilo que ajude a limpar os números que temos de entregar á União, então, estes acontecimentos são bastante preocupantes. Houve direitos conquistados na Revolução dos Cravos, direitos esses que têm vindo a ser "actualizados" em nome de um deus (aos olhos de quem manda) maior, tornando-os cada vez menores... Por mim, esta situação nem m devia preocupar visto que, não tarda, estou fora da idade de perigo. Mas preocupa-me ver gerações vindouras com os empregos ainda mais precários, sem condições nem segurança para investir em algo concreto e útil para a sua Vida, não criando assim as condições para que possam cumprir a sua missão aqui na Terra. Se com estas medidas se pretende que a produtividade aumente, é preciso não esquecer que sob um clima de medo e repressão os resultados não aumentam mas sim diminuem consideravelmente. Vejam exemplos como o da empresa Google, em que os empregados passam mais tempo no trabalho do que em casa... a razão é simples: as condições que eles têm no trabalho são tão boas ou melhores que em casa, sendo que esta só lhes serve pra ir dormir (já que na empresa eles não têm camas). Uma empresa que investe no conforto e segurança dos seus empregados, mais facilmente ganha a sua confiança e, tomando os empregados a empresa como algo seu, o seu empenho e optimo desempenho. O princípio da Selecção Natural (se pensarmos num princípio de melhor pessoa para o lugar) é aplicável mas não quando todas as condições são adversas...

Não é meu interesse tornar este espaço num lugar político. Mas é meu interesse discutir tudo o que seja humano e humanista. E, a meu ver, esta intenção política está embuída de uma profunda desumanidade... Mas tenho a ressalvar que os responsáveis politicos deram ordens para que a Policia não retalie qualquer acção dos manifestantes, o que é de louvar... mas só isso...

14 de março de 2006

Lavando a cara...

Ainda na onda da transição, decidi dar novo rosto aqui a este humilde site... Para mim, este sitio começa a ser (mais) um ponto de reencontro comigo mesmo, em que aproveito para reflectir muitas vezes de maneira diferente sobre o que me tem acontecido, um sitio onde me sinto confortável e à vontade para me extravasar... E pensei, já que me estou a renovar, porque não renovar outras coisas... O outro "cenário" era simples, calmo e tranquilo, um bom ponto de partida para uma viagem que se queria serena e enriquecedora... Já passou quase um ano e meio e como não há tempo de mudar senão o presente, aqui está (de entre os modelos disponíveis) o "cenário" com que mais me identifico nesta nova fase... espero que gostem e que vos inspire tanta Paz como me inspirou a mim...

13 de março de 2006

Transições...

Queria pôr em palavras o que senti este fim-de-semana... não consigo... é demasiado intenso e no entanto tão etéreo para que possa descrever... entrei numa nova fase da minha Vida...
Ontem esteve de facto um dia esplêndido mas não fui passear ao ar livre. Fui ver um filme, o Frágeis, que já há muito tempo tinha na minha lista para ver (desde que o vi numa apresentaçao num canal da TV Cabo)... Enredo simples, vê-se muito bem, espera-se e desespera-se pelos desenvolvimentos e tem participações muito simples... Não o aconselharia a pessoas que quisessem um filme para descontrair mas também não o faria a pessoas que procurassem emoções fortes... é um bom meio-termo...
Só queria dizer também que adoro o Universo e tudo o que nele existe porque tudo é tão, tão perfeito que me comove até á mais ínfima centelha... A Vida é Eterna e Perfeitamente Bela...

8 de março de 2006

What's your most treasured possession?...

Num mundo (pelo menos ocidental) em que o nosso estatuto social (ainda) depende, em grande parte, do que possuímos, esta pergunta é tão poucas vezes colocada... e o mais interessante é que quem a põe menos vezes somos nós mesmos.
Não vou tentar responder objectivamente á pergunta... é uma pergunta muito dificil e que abrange tantas coisas que penso que ao nomear uma coisa estaria a ser tremendamente injusto e imparcial... Os valores que uma pessoa tem são a chave do seu Ser. E é em função deles que se dá o valor ás coisas. Mas a pergunta também pode ser analisada do ponto vista de comunidade, pelo senso comum, pela opinião generalizada, enfim, por milhares de pontos de vista... é muito difícil... De facto, a palavra que descalibra tudo é mesmo "possession"... Podemos possuir algo que não se pode tocar? Podemos possuir algo que tem vontade própria?
Analisemos á 1ª parte da pergunta: "...your most treasured...". O que é que consideramos como um tesouro? Para mim a Existência é um tesouro. A Vida é um tesouro (tantas vezes desprezado). As Pessoas são um tesouro. Porque tudo isso fascina, conforta, alegra, faz sentir vivos, algo muito raro, terrivel e maravilhosamente precioso. As razões pelas quais algo é um tesouro acho que são do senso comum, daí, creio que não vale a pena tentar determinar o seu sentido. E eis que vem a segunda parte: "...possession?". Quantas destas coisas se podem possuir? Porque a questão é que "possessão" implica ter em nossa posse algo exterior a nós, algo que não seja parte integrante do nosso Ser. E todas estas coisas, ou somos nós, ou são outros, que não podemos possuir... E isto leva-nos a uma possivel conclusão angustiante: nós chegamos a esta vida com nada e sem nada partimos e, mais importante, sem nada vivemos porque nada é nosso de facto.
Chegámos, entao, a uma bifurcação: angústia ou verdade? Qual dos caminhos decidimos seguir? Depende pelo que é que decidimos viver: pela Vida ou pelas Coisas. Viver a Vida pela Vida não é a mesma coisa que viver por viver. É viver pela Vida, querer beber a Vida, o que Ela é, em tragos plenos de energia e plenitude, é mergulhar e nadar profundamente n'Ela e n'Ela sentir tudo o que Ela é, sem medo se levamos alguma coisa para nos lembrarmos ou se fizemos aquilo que nos competia fazer: Ser...
A pergunta feita não tem resposta, ou antes, tem. Mas saberão as pessoas que Ser não é uma condição mas uma Dádiva de Amor?...

2 de março de 2006

Prosas...

Era só para dizer que tenho uns livros novos muito giros (céus, isto parece tão materialista...)... atingiu-se, assim, neste blog um novo máximo na escala de futilidade... Mas não, queria agradecer-te, Nocas, pelas sugestões que me fizeste (todas elas de qualidade e na sua grande parte desconhecidas para mim)... Há portugueses a escrever ficção mítica? Há e da boa! Ou pelo menos assim o espero... Só não comprei o volume que me indicaste (Os Filhos do Flagelo)... como vi que esse é o 2º vol da trilogia, e eu gosto de começar pelo início, comprei a Manopla de Karasthan... se ficar insatisfeito, devolves-me o dinheiro? :)

1 de março de 2006

Entre tricanas e choupais...

Eu acho estes dias feriados a meio da semana um luxo!... Não fiz "ponte" na 2ª feira, vim trabalhar e ontem fui dar um passeiozito com a minha Cara Metade... Depois de intensas negociações acordámos ir para Coimbra... A viagem foi boa, rapida, passando pela terra do meu pai (que saudades...) e num instante chegámos á capital da borga estudantil em Portugal... e cheguei a uma conclusão: se Coimbra é afamada por todas as aventuras e histórias que acontecem, e que são principalmente á noite, isso tem uma razão de ser - é que Coimbra é feia. Eu tentei, garanto que tentei ver alguma beleza naquilo mas nao consegui. Não há nem houve noção de urbanismo ao longo dos tempos, a orologia da cidade nao ajuda (é pior que Lisboa para altos e baixos) e é francamente suja. O novo habita junto do velho, edifícios seculares junto de "prédios" do sec. XX num choque de estilos que feria mesmo o olhar do mais incauto turista, á espera de ver uma cidade ao nível do estatuto que tem - a cidade dos Doutores. Quanto á sujidade basta este "detalhezinho": estava a tomar um lanche num dos cafés (literalmente dentro do café) situados num largo que se poderia chamar equivalente ao Chiado de Lisboa quando olho para o chão e vejo em ameno e pacífico rulhar uns 4 ou 5 pombos a bicar as migalhas resultantes dos repastos... Numa época em que todos deitamos gripe das aves pelas orelhas, acho que guardar os pombos dentro dos cafés é capaz de não ser a melhor medida profilática para evitar o contágio de uma possível estirpe mutada... E eu nem sabia se havia de me rir se me havia de passar...
Mas pronto, o dia estava bonito e como ainda não havia gansos mortos em território nacional (yet) não me chateei (muito) e continuamos passeio por entre as serranias em direcçao á Lousã... vale mesmo só pela viagem (lindíssima) porque quem disser que a "Lousã convida", só se for para se aborrecer visto que não há mesmo nada que ver a não ser casas um pouco mais antigas que as restantes na cidade...
E assim, com aquelas paisagens, e aqueles pombos na memória, voltámos para o Cartaxo e eu, já de madrugada, noite a correr, serena, voltei para Lisboa, com as 7 colinas a brilhar...